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Submissões Recentes

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Artigo
Eleições e facções : riscos de captura e seus enfrentamentos
(2026) Leal, Rogério Gesta; Tribunal Superior Eleitoral
Analisa de forma aprofundada a crescente interferência de facções criminosas nos processos eleitorais, fenômeno que representa séria ameaça à democracia representativa e ao Estado de Direito. Partindo da origem dessas organizações no Brasil, o estudo demonstra como grupos como o PCC e o Comando Vermelho evoluíram de estruturas de autoproteção carcerária para redes criminosas complexas, com forte poder econômico, controle territorial e capacidade de infiltração institucional, em especial em processos eleitorais. O texto evidencia que a atuação das facções no campo eleitoral ocorre por meio da coação de eleitores, financiamento ilícito de campanhas, imposição de candidaturas, intimidação de adversários e corrupção de agentes públicos. Essas práticas comprometem a legitimidade do voto, distorcem a igualdade de chances entre candidatos e favorecem a captura do poder público por interesses criminosos. Por fim, defende a necessidade de políticas públicas integradas que envolvam inteligência, cooperação interinstitucional, controle financeiro, prevenção social e reformas legislativas como caminho indispensável para preservar a integridade das eleições e a própria democracia.
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Artigo
Liberdade de expressão e regulação eleitoral : uma análise do art. 4º da Resolução n. 23.714/2022 do Tribunal Superior Eleitoral
(2026) Lopes, Cinthia Lisboa; Tribunal Superior Eleitoral
Tem como objetivo a análise do art. 4º da Resolução n. 23.714/2022 do Tribunal Superior Eleitoral à luz do princípio da liberdade de expressão. Sem querer esgotar a matéria, a proposta deste trabalho é expor as variadas visões sobre a liberdade de expressão e sua limitação, instigando o questionamento sobre a possível prática de censura prévia pela Justiça Eleitoral. Considerando as novas formas comunicativas, principalmente através do monopólio das plataformas digitais e a exploração do fenômeno da pós-verdade, há uma genuína preocupação quanto a influência de notícias inverídicas sobre a integridade do processo eleitoral. Desta forma, a legitimidade e a normalidade do pleito dependem de uma ação rápida e precisa da Justiça Eleitoral, impedindo que qualquer tipo de fraude capaz de atingir a lisura e a integridade do processo democrático. Para a elaboração deste ensaio foi utilizada a metodologia teórica com abordagem qualitativa, através do estudo de obras, artigos, trabalhos acadêmicos e jurisprudências selecionadas sobre a matéria. O método escolhido foi o indutivo, centralizando o objeto principal deste trabalho, isto é, o art. 4º da Resolução n. 23.714/2022, sob a premissa máxima do direito fundamental à liberdade de expressão.
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Artigo
Fidelidade partidária no direito eleitoral brasileiro
(2026) Guimarães, Luís Gustavo Faria; Tribunal Superior Eleitoral
Analisa a trajetória da fidelidade partidária no direito eleitoral brasileiro, desde sua imposição autoritária durante o regime militar até sua reformulação por meio da Constituição de 1988. Após um período inicial de ampla liberdade para migrações partidárias, a instabilidade do sistema partidário levou a uma inflexão jurisprudencial a partir dos anos 2000, com o reconhecimento da possibilidade de perda do mandato por desfiliação partidária sem justa causa, especialmente no âmbito do sistema eleitoral proporcional. O estudo problematiza a manutenção da distinção entre os sistemas proporcional e majoritário quanto à aplicação das regras de fidelidade partidária, à luz das transformações no modelo de financiamento das campanhas eleitorais e do fortalecimento do papel dos partidos políticos.
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Artigo
O surgimento do título eleitoral no Brasil : considerações e estratégias socio[museo]lógicas
(2025) Cruz, Yuri Holanda; Chaul, Nasr Fayad; Silva, Filipe Petres Dellon da; Tribunal Superior Eleitoral
Investiga o surgimento do título eleitoral no Brasil a partir de um exemplar datado de 1882, emitido na província do Ceará e recentemente incorporado ao acervo do Centro de Memória da Justiça Eleitoral no estado. Utilizando uma abordagem transdisciplinar que integra Sociologia, Ciência Política, História e Museologia, a pesquisa examina o contexto político, social e jurídico de um Segundo Reinado decadente, marcado por transformações estruturais como o avanço do republicanismo, a abolição da escravidão e reformas eleitorais de alto impacto. O estudo combina a análise de fontes primárias com reflexões teóricas sobre cidadania, democracia e poder, explorando as tensões entre elites e massas em um sistema político caracterizado pelo sufrágio restrito e pela exclusão social. O trabalho debate como (e se) o design eleitoral influenciou o processo político e repercutiu na legitimidade do sistema. Ao inscrever o documento (e o discurso nele embutido) no cenário histórico de sua produção, o artigo pretende contribuir para o debate sobre os desafios da construção democrática no Brasil. Além disso, reforça a importância da preservação de registros históricos para fomentar o diálogo interdisciplinar e ampliar as possibilidades de análise crítica sobre o desenvolvimento das instituições políticas e sociais de uma República que em breve se anunciaria.
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Artigo
Acesso à justiça, inteligência artificial e transformação da Justiça Eleitoral : mapeamento de iniciativas de uso de inteligência artificial implementadas nos Tribunais Regionais Eleitorais
(2025) Andrade, Denise Almeida de; Carvalho, Aline Maria Gomes de; Tribunal Superior Eleitoral
Analisa a incorporação de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) brasileiros, com o objetivo de identificar padrões de adoção tecnológica, finalidades institucionais e impactos relacionados à eficiência administrativa, à governança algorítmica e ao acesso à justiça. A pesquisa adota abordagem empírica e qualitativa, baseada no mapeamento sistemático das iniciativas de IA implementadas nos TREs, a partir de dados extraídos de portais institucionais e de relatórios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os resultados demonstram que a utilização da IA concentra-se principalmente na automação processual, no suporte à elaboração de decisões, no atendimento ao público e na otimização de fluxos internos, revelando processo de transformação digital em expansão na Justiça Eleitoral. O estudo também identifica padrões de compartilhamento de soluções tecnológicas entre tribunais, indicando movimento de cooperação institucional e racionalização de recursos. Paralelamente, evidencia-se que a adoção de sistemas automatizados em matéria eleitoral demanda mecanismos de governança compatíveis com os princípios constitucionais da administração pública, especialmente transparência, responsabilidade, supervisão humana e proteção de direitos fundamentais. Conclui-se que a expansão da IA na Justiça Eleitoral brasileira representa um processo institucional em consolidação, cuja legitimidade depende da articulação entre inovação tecnológica, controle democrático e preservação do acesso à justiça.