Silva, Salete Maria daTribunal Superior Eleitoral2020-11-162020-11-162018SILVA, Salete Maria da. Eleições 2018: o lugar das mulheres nas chapas majoritárias. Cadernos de Gênero e Diversidade, Salvador, v. 4, n. 4, p. 90-122, out./dez. 2018.http://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/7615Publicado também na Revista populus : n. 7 (dez. 2019)Traz incômodas reflexões acerca do lugar das mulheres nas chapas majoritárias das eleições de 2018, focando, principalmente, nas candidaturas à Presidência do Brasil, ao Senado Federal e ao governo da Bahia. Apoia-se em fontes oficiais e em farto material disponível na internet, além de observações - nem sempre participantes - realizadas durante o pleito. Com lentes de gênero e em perspectiva feminista, evidencia a persistente supremacia masculina nas candidaturas apresentadas por quase todos os partidos e coligações, e as aponta como um reforço à desigualdade de gênero no campo da política. Questiona o considerável número de mulheres posicionadas como vices presidentas, vices governadoras e suplentes de senador, precisamente no ano em que o Poder Judiciário ampliou o percentual de recursos financeiros às campanhas femininas. Enfatiza, ainda, a presença de duas mulheres negras concorrendo à presidência do Brasil, sem deixar de problematizar a pouca visibilidade e a pouca importância dada a este fato inédito pelos movimentos negros e feministas. Finaliza sustentando que, malgrado algumas resistências praticamente inaudíveis, há uma certa naturalização dos privilégios masculinos nas hostes partidárias, mormente em períodos de eleições polarizadas entre direita e esquerda, quando as prioridades políticas passam ao largo das demandas femininas/feministas por mais mulheres no poder e mais poder para as mulheres.33 p.pt-BRCreative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacionalhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/EleiçõesChapa majoritáriaMulherGêneroMulheres na políticaEleições 2018 : o lugar das mulheres nas chapas majoritáriasArtigo