Said, SauloTribunal Superior Eleitoral2019-06-172019-06-172014SAID, Saulo. As origens da radicalização partidária no Brasil (1954-64). In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA, 9., 2014, Brasília, DF. Anais eletrônicos [...]. Rio de Janeiro: ABCP, 2014. p. 1-20.http://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/5698Aborda a radicalização partidária observada no governo João Goulart. Assumindo uma visão conciliatório das pesquisas de Argelina Figueiredo (1993) e Wanderley Guilgerme dos Santos (2003), reconhece-se na radicalização partidária o principal fator para a desestabilização do regime, que levaria ao golpe de 1964. Isso posto, a pergunta central da pesquisa é: que transformações na política brasileira criaram o contexto no qual as elites partidárias optam pela radicalização? A pesquisa sugere que a política brasileira passou por um processo de ideologização desde a campanha eleitoral de JK, que redundaria na criação de facções ideológicas e frentes parlamentares. Estas, por sua vez, pautariam o debate público e colocariam em pauta questões altamente conflitivas (como a reforma agrária) e ao fim dos anos 1960 os partidos precisavam se posicionar claramente sobre tais questões. Desse conflito interno é que nasce a opção de radicalização. O argumento é construído em duas etapas, sendo a primeira histórica e a segunda uma análise desagregada das principais votações ocorridas durante o governo João Goulart.20 p.pt-BRCreative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacionalhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/PolíticaPartido políticoGolpe de EstadoBrasilAs origens da radicalização partidária no Brasil (1954-64)Outro