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Navegando por Autor "Aguiar, Natália Nunes"

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    Artigo
    E se o voto fosse facultativo? Expectativas de participação eleitoral voluntária no Brasil e o papel do status socioeconômico
    (2021) Aguiar, Natália Nunes; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior Eleitoral
    A associação positiva entre status socioeconômico (SSE) e participação eleitoral é amplamente apontada, embora os mecanismos dessa relação sejam pouco explorados. Apesar de o voto obrigatório ser visto como mitigador dos efeitos do SSE sobre o comparecimento e de sua abolição ser frequentemente proposta, o hipotético comparecimento eleitoral voluntário é pouco discutido no Brasil. Através de regressões logísticas e equações estruturais, foram utilizados dados do Eseb 2014 para avaliar se o voto facultativo tenderia a ampliar a desigualdade socioeconômica entre eleitores e abstentes, bem como para explorar mecanismos de ação do SSE sobre o voto. Os resultados sugerem que a relação entre fatores socioeconômicos e a participação eleitoral voluntária hipotética é, em grande medida, indireta, sendo mediada por variáveis individuais de engajamento político - especialmente o interesse por política.
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    Outro
    Participação política, voto e estrutura : avaliando o impacto do status socioeconômico sobre a predisposição do eleitor brasileiro votar voluntariamente
    (2016) Casalecchi, Gabriel Avila; Aguiar, Natália Nunes; Tribunal Superior Eleitoral
    Discute e avalia em que medida os possíveis impactos da abolição do voto obrigatório sobre a democracia brasileira estariam ligados à estrutura social dos cidadãos do país. Objetiva-se retomar o debate acerca do tema a fim de responder às questões: se introduzido o voto facultativo no Brasil, indivíduos pertencentes a que segmentos sociais teriam maior ou menor propensão a comparecer aos locais de votação e por quê? A hipótese testada é a de que fatores socioeconômicos, cujos mecanismos de atuação são diversos, são fortes preditores da esperada abstenção dos eleitores brasileiros se facultados a votar. Desta maneira, tais fatores têm papel central na probabilidade de comparecimento eleitoral no país, desempenhando tanto efeitos diretos sobre o comportamento político dos eleitores quanto (e principalmente) indiretos, ao afetarem variáveis de cunho individual e cultural. O trabalho conta com dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB) referente à eleição nacional de 2014. São utilizados modelos de equação estrutural em complementação às regressões logísticas no apontamento dos mecanismos de causação entre as variáveis mobilizadas.
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    Artigo
    Voto facultativo no Brasil e reforço de desigualdades : apoio a cotas raciais e participação não-eleitoral entre eleitores involuntários
    (2018) Aguiar, Natália Nunes; Tribunal Superior Eleitoral
    A literatura aponta que o voto obrigatório aumenta as taxas de comparecimento eleitoral e diminui desigualdades socioeconômicas e demográficas sistemáticas entre votantes e abstentes. Contudo, existe o argumento de que o afastamento dos pleitos está ligado a uma postura crítica dos cidadãos quanto ao modelo representativo de democracia, o que os levaria a procurar formas de participação política não-eleitoral. Neste sentido, habilidades desenvolvidas em atividades não-políticas seriam importantes para superar constrangimentos que a desigualdade socioeconômica oferece à participação política. Argumenta-se também que pode haver representatividade atitudinal quanto ao apoio a políticas públicas específicas mesmo sem haver igualdade de participação eleitoral. Este artigo investiga a validade de tais argumentos para o caso brasileiro, questionando: os prováveis abstentes num cenário de voto facultativo no Brasil são cidadãos críticos à democracia representativa e que, portanto, procuram outras modalidades de participação política e cívica? Ademais, mesmo havendo desigualdades socioeconômicas entre votantes e abstentes, o apoio à política de cotas raciais seria representado nas urnas caso o voto obrigatório fosse abolido no Brasil? A análise usa metodologia quantitativa e dados do Estudo Eleitoral Brasileiro de 2014. Os resultados sugerem que aqueles que tendem a votar voluntariamente são os mesmos que declaram participar de outras formas de atividade política e cívica e são opositores à lei de cotas no Brasil, que atende justamente os grupos raciais menos tendentes ao voto voluntário. Assim, as desigualdades sociais entre votantes voluntários e abstentes se reforçariam em outras arenas de participação e no apoio a uma política social específica.
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    Outro
    Voto obrigatório e igualdade política : uma análise das dimensões democráticas da norma no Brasil
    (2017) Aguiar, Natália Nunes; Tribunal Superior Eleitoral
    Avalia que impactos a abolição do voto obrigatório poderia acarretar para a democracia brasileira em relação à igualdade de participação entre grupos sociais. Discute-se a relação entre igualdade política e voto obrigatório, objetivando-se responder à questão: introduzido o voto facultativo no Brasil, indivíduos pertencentes a que segmentos sociais teriam maior propensão a comparecer aos pleitos? A hipótese é de que o voto obrigatório equaliza a participação eleitoral entre grupos mais e menos privilegiados. A análise utiliza dados de 2014 do Estudo Eleitoral Brasileiro e metodologia quantitativa com modelos de regressão logística e equação estrutural, a fim de investigar mecanismos de atuação de variáveis socioeconômicas sobre o voto voluntário através de variáveis de engajamento político. A hipótese é, em geral, confirmada, concluindo-se que há impacto da escolaridade, renda, raça e região sobre a decisão de votar, bem como que há efeitos relevantes de variáveis de engajamento sobre o voto facultativo. No entanto, os efeitos das variáveis socioeconômicas nem sempre são diretos, podendo ser mediados por variáveis individuais de engajamento, dentre as quais o interesse por política se destaca.
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