Navegando por Autor "Borba, Felipe"
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Artigo Os condicionantes da aceitação e da rejeição à propaganda negativa na eleição presidencial de 2014(2018) Borba, Felipe; Veiga, Luciana Fernandes; Martins, Flávia Bozza; Tribunal Superior EleitoralAvalia a recepção da propaganda negativa na disputa presidencial de 2014, tendo como marco teórico a discussão derivada da literatura internacional, segundo a qual a recepção da propaganda negativa varia de acordo com o tema em debate, a utilização ou não de evidências, o tipo de orador e se feita de maneira comparativa ou direta. O artigo utiliza a técnica de recepção da propaganda política por meio da realização de quatro grupos focais com eleitores do Rio de Janeiro, que foram estimulados a avaliar comerciais de ataques exibidos no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral. Os resultados indicam que comerciais com conteúdo político, amparados em evidências que sustentam o conteúdo das acusações e de maneira comparativa é o modelo mais aceito de ataques entre os eleitores.Artigo Os diretórios partidários municipais e o perfil sociodemográfico dos seus membros(2019) Cervi, Emerson Urizzi; Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a política local brasileira a partir de dois objetivos. O primeiro descreve a presença dos partidos políticos nos municípios brasileiros por tipo de organização. O segundo investiga o perfil político e social dos dirigentes partidários locais com mandato vigente em 2016 que concorreram a um cargo eletivo nas eleições de 2016, 2014 ou 2012. Para isso, foi utilizado o cadastro dos diretórios partidários municipais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os resultados indicam que os órgãos partidários municipais são comissões majoritariamente provisórias, seguidas por diretórios municipais permanentes e por comissões interventoras, enquanto os seus dirigentes são predominantemente do sexo masculino, com nível de escolaridade médio, média de idade de 48 anos e com baixa profissionalização política.Outro Horário gratuito de propaganda eleitoral e a formação da opinião pública(2016) Borba, Felipe; Aldé, Alessandra; Tribunal Superior EleitoralDiscute o perfil da audiência do horário gratuito de propaganda eleitoral e seus efeitos sobre o nível de conhecimento a respeito dos candidatos, as suas propostas e os temas debatidos nas campanhas. Para isso, analisa um conjunto de pesquisas realizadas pelo Instituto Datafolha entre 1989 e 2014 que continham perguntas sobre a exposição do eleitor à propaganda na televisão. O estudo mostra que a audiência do horário eleitoral aumenta com o andamento da campanha, sendo maior no segundo do que no primeiro turno. O espectador apresenta perfil bem definido e estável. Ele possui alta escolaridade e elevado poder de compra, com interesse declarado por política, preferência por algum partido político e favorável ao voto obrigatório. O horário eleitoral produz efeitos diversos. Entre os mais importantes, a exposição à propaganda televisiva aumenta o nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos e os temas debatidos na campanha. Esses achados colocam em evidência o caráter pedagógico das campanhas e a importância do HGPE para a consolidação da democracia brasileira.Artigo Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral e a formação da opinião pública na eleição presidencial de 2018(2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior EleitoralA eleição de 2018 colocou o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) em xeque. Um candidato com apenas seis segundos de tempo de propaganda no rádio e na televisão foi eleito presidente. A vitória de Jair Bolsonaro não foi isolada e candidatos aos executivos estaduais igualmente sem tempo foram eleitos governadores. Mas será que o HGPE perdeu completamente a relevância para o eleitor? Para avaliar o grau de importância do horário eleitoral na eleição de 2018, este artigo realiza duas abordagens empíricas diferentes. A primeira verifica o nível de interesse pelo HGPE a partir da sua audiência. A segunda mede o impacto da exposição ao horário eleitoral sobre o nível de conhecimento dos eleitores em relação aos cinco candidatos para presidente mais votados. Para isso, o artigo analisa uma série de pesquisas de intenção de voto feitas pelo Instituto Datafolha no primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, 2010, 2014 e 2018. Os resultados mostram que a busca dos eleitores pelo HGPE cresceu em 2018 em relação às três eleições anteriores e que assistir à propaganda eleitoral nesse ano contribuiu decisivamente para o nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos. Esses achados colocam em evidência a importância do HGPE para a democracia brasileira.Outro O impacto da propaganda negativa na decisão do voto(2012) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInvestiga o impacto das campanhas eleitorais na decisão do voto. Este assunto é de extrema relevância dado que, até recentemente, prevalecia a ideia de que as campanhas exerciam "efeito mínimo" sobre a opinião dos eleitores. A proposta é investigar especificamente o impacto que a propaganda negativa exerce sobre os índices de intenção de voto dos candidatos. O modelo é construído com base nos trackings eleitorais feitos pela Analítica Consultoria durante as eleições presidenciais de 2010, combinados com a análise de conteúdo da propaganda política (HGPE e Spots) e a cobertura eleitoral dos jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo. Paralelamente, o trabalho oferece uma discussão sobre a percepção dos eleitores a respeito da propaganda negativa e como essa percepção estimula dilemas entre os candidatos na hora de atacar seus adversários.Artigo A influência das campanhas nas eleições presidenciais : o papel da mídia(2008) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralA importância das campanhas eleitorais reside no fato de que se trata do momento privilegiado da relação entre os cidadãos e a política. É a hora em que as diferentes opções informam à sociedade sobre seu programa de governo, as principais medidas que pretendem impulsionar e que idéias estão por trás destas medidas. A pergunta é: são as campanhas capazes de afetar a percepção dos eleitores? O objetivo deste artigo é o de investigar o grau de influência das campanhas eleitorais na decisão do voto. A análise é restrita a apenas um segmento das campanhas, a cobertura eleitoral feita pelos jornais brasileiros, no contexto das eleições presidenciais de 2002. O artigo inicia com uma discussão a respeito da relação teórica entre eleitores e mídia nos momentos eleitorais. Em seguida, analisa o impacto da cobertura sobre a intenção de voto a partir de um critério que mede o tom das críticas por meio do saldo das matérias positivas e negativas publicadas durante a campanha. Concluímos, com base na aplicação de métodos descritivos e estatísticos, que o voto dado ao candidato Lula (PT) foi fortemente influenciado pela cobertura feita pelos jornais.Artigo Parada do orgulho LGBT : a voz e o voto(2017) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralArtigo A propaganda negativa como instrumento democrático(2013) Borba, Felipe; Desposato, ScottArtigo Propaganda negativa na campanha presidencial em 2014. Ou como tudo que é frágil se desmancha no ar(2015) Borba, Felipe; Veiga, Luciana Fernandes; Martins, Flávia Bozza; Tribunal Superior EleitoralAnalisa como a propaganda negativa de Dilma Rousseff contra seus adversários foi fundamental para assegurar a sua reeleição dentro de um contexto político marcado por forte sentimento de mudança. Busca mostrar como as intenções de voto, assim como as taxas de rejeição de Aécio Neves e Marina Silva, flutuaram no decorrer da campanha mediante os ataques feitos pela presidente com base na análise de quatro grupos focais realizados no Rio de Janeiro, entre os dias 29 e 30 de setembro, com eleitores das classes C e B. A análise mostra que a propaganda negativa ofereceu um arsenal de argumentos que foram assimilados e processados pelos eleitores com intenção de voto volátil ou indecisos e tiveram impacto na decisão final do voto. A propaganda negativa contra Marina Silva serviu para descredenciar o seu programa de governo e a atitude da candidata. No caso dos ataques contra Aécio Neves, eles reforçaram atitudes já presentes no eleitorado e ajudaram a desconstruir sua imagem como gestor em Minas Gerais. Finalmente, o artigo procura contribuir para o conhecimento sobre os determinantes da propaganda negativa ao incluir como razões para a utilização dessa estratégia a força relativa do governante segundo a sua popularidade.Artigo Propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras(2015) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras. Tema de extrema relevância tendo em vista que a literatura recente vem sugerindo que o tom das campanhas tem consequências importantes para a decisão do voto, a participação política e o nível de informação dos eleitores. Entretanto, a maior parte desses estudos interesse pelos efeitos da comunicação política, a propaganda negativa não se consolidou como agenda de pesquisa. A revisão da literatura registra produção esparsa e com resultados pouco consistentes. Este artigo busca superar parte dessa lacuna ao oferecer análise histórica da propaganda negativa veiculada no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral nas eleições presidenciais de 1989 a 2014 (primeiro e segundo turnos). O foco central é contribuir para o debate sobre os determinantes da campanha negativa dentro de um contexto multipartidário e altamente regulamentado. Os resultados indicam que o percentual médio de propaganda negativa é baixo no Brasil, sendo a estratégia usada principalmente no segundo turno, nos anos com reeleição e por candidatos em desvantagem nos índices de intenção de voto contra o líder. Ao todo, são analisadas 123 horas de propaganda eleitoral.Artigo Propaganda negativa nas eleições presidenciais de 2010 : o caminho para José Serra?(2010) Borba, FelipeArtigo Quanto vale o voto da TV?(2014) Borba, Felipe; Figueiredo, Marcus; Tribunal Superior EleitoralArtigo Quem (não) confia nas urnas eletrônicas?(2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior EleitoralArtigo Quem se abstém no Brasil? Competição local e efeito da Covid-19 na participação do eleitor no primeiro turno da eleição municipal de 2020(2022) Cervi, Emerson Urizzi; Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInsere-se na linha de pesquisas sobre participação eleitoral em disputas políticas locais. A partir de um modelo multivariado, tem o objetivo de analisar os efeitos de variáveis políticas associadas ao efeito da pandemia da Covid-19 na abstenção eleitoral das eleições municipais de 2020 no Brasil. São consideradas as disputas para prefeito de todos os 5.568 municípios com eleições municipais para responder à pergunta: onde e quem mais se absteve nas eleições de 2020? Os resultados mostram que, do ponto de vista agregado, municípios com mais mortes por Covid-19 tenderam a ter maior abstenção. Porém, o número de candidatos, usado como indicador de competição eleitoral, exerceu forte efeito contrário. No nível individual, os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que homens, com baixa escolaridade e idade acima de 40 anos tenderam a participar menos das eleições de 2020.Outro Relação entre dinheiro, propaganda eleitoral e avaliação de governo para explicar desempenho de candidatos a eleições majoritárias em diferentes níveis no Brasil(2016) Borba, Felipe; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o desempenho eleitoral de 1.281 candidatos que disputaram eleições para presidente, governador e prefeitos de capitais entre 2002 e 2014 no Brasil. Para tanto, utiliza um conjunto de variáveis em um modelo de regressão linear múltipla com o objetivo de descrever os efeitos conjuntos do tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, dos gastos de campanha e da avaliação de governo sobre o desempenho dos candidatos. Os resultados mostram que dependendo do tipo de candidato, há maior impacto de uma ou outra variável. Por exemplo, o tempo de HGPE mostra-se mais importante para explicar o voto em candidatos de oposição, enquanto a avaliação positiva do governo é a variável preditiva mais forte para as votações de concorrentes à reeleição. A hipótese de que diferentes tipos de candidatos apresentam distintos comportamentos é comprovada. Com isso, espera-se contribuir para as pesquisas sobre eleições no Brasil mostrando a importância de distinguir concorrentes à reeleição de governistas e dos candidatos de oposição.Artigo Relação entre propaganda, dinheiro e avaliação de governo no desempenho de candidatos em eleições majoritárias no Brasil(2017) Borba, Felipe; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o desempenho eleitoral de 1.281 candidatos que disputaram eleições para presidente, governadores e prefeitos de capitais entre 2002 e 2014 no Brasil. Para tanto, utilizamos um conjunto de variáveis em um modelo de regressão linear múltipla com o objetivo de descrever os efeitos conjuntos do tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, dos gastos de campanha e da avaliação de governo sobre o desempenho dos candidatos. Os resultados mostram que dependendo do tipo de candidato, há maior impacto de uma ou outra variável. Por exemplo, o tempo de HGPE mostra-se mais importante para explicar o voto em candidatos de oposição, enquanto a avaliação positiva do governo é a variável preditiva mais forte para as votações de concorrentes à reeleição. A hipótese de que diferentes tipos de candidatos apresentam distintos comportamentos é comprovada. Com isso, esperamos contribuir para as pesquisas sobre eleições no Brasil mostrando a importância de distinguir concorrentes à reeleição de governistas e dos candidatos de oposição.Outro Tempo de televisão e voto nas eleições brasileiras(2014) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a influência que o tempo de propaganda no rádio e na televisão exerce sobre a votação dos candidatos aos cargos majoritários no Brasil. O tema, embora motivo de atenção da imprensa e das estratégias partidárias, é praticamente negligenciado como objeto de estudos entre pesquisadores brasileiros. A revisão da literatura mostra que o principal foco de investigação são as estratégias retóricas dos candidatos no âmbito do HGPE e pouca atenção tem sido dada para medir o impacto que o tempo de propaganda exerce sobre o voto. A pergunta é: até que ponto pode se atribuir à votação de um candidato a quantidade de tempo a que teve direito numa eleição? Para responder essa questão, esse estudo se propõe a investigar as campanhas para os cargos de prefeito de capital, governador e presidente disputadas entre 2002 e 2012 de 1151 candidatos. A força do tempo de televisão sobre o voto pode ser observada na relação que existe entre o posicionamento dos candidatos no ranking de magnitude do tempo de propaganda e a sua colocação ao final do primeiro turno. Os candidatos que iniciam a campanha com o maior tempo de propaganda terminam o primeiro turno o mais votado em 57% dos casos. Paralelamente, o texto discute financiamento de campanha, avaliação de governo e oferece uma nova tipologia dos candidatos.Outro As torcidas antifascistas no Brasil : um estudo sobre o ativismo online nas eleições de 2018(2020) Borba, Felipe; Borges, Nathalia; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a militância das torcidas antifascistas nas eleições de 2018 pela lente do movimento ciberativista. Para isso, foi observado conteúdo das postagens feitas nas páginas do Facebook destas torcidas durante todo o período eleitoral. Objetiva-se identificar, através destas publicações, como foi feita a interseção com o público dentro de cada página e revelar quais os tipos de postagens que se destacaram nesta relação. A metodologia da pesquisa contou com a análise do conteúdo das postagens nas páginas das torcidas antifascistas de 18 clubes que participaram da primeira divisão do campeonato brasileiro de 2018. A coleta de dados vai do dia 16 de agosto de 2018, início do período eleitoral, até o dia 28 de outubro do mesmo ano, fim do segundo turno das eleições. Os resultados apontam para uma variedade nos tipos de publicação. Ao mesmo tempo em que as torcidas reportavam notícias sobre as campanhas, divulgavam abaixo assinados, compartilhavam resultados de pesquisas de intenção de votos e imagens de humor, elas também convocavam seus seguidores para manifestações fora da rede. Acredita-se que dentro do Facebook as torcidas conseguiram proporcionar um espaço de diálogo com sua audiência devido, dentre outros fatores, às convicções ideológicas que as fundamentam e o ponto em comum do time de futebol.Artigo O uso estratégico das inserções nas eleições presidenciais brasileiras(2012) Borba, FelipeAnalisa as estratégias de comunicação dos candidatos a presidente durante as eleições de 2006 e 2010. O foco é o componente estratégico das inserções eleitorais e a metodologia consiste em investigar como os candidatos distribuem essas inserções dentro da programação normal das emissoras de televisão. Os resultados demonstram que os candidatos perseguem estratégias distintas influenciados basicamente por três variáveis: a legislação eleitoral, o posicionamento nos índices de intenção de voto e a diferença de recursos entre as candidaturas. Paralelamente, o artigo debate o papel da regulamentação da propaganda eleitoral e como esse conjunto de regras influencia o nível de informação das campanhas, a incidência de ataques e as estratégias partidárias. no total, foram examinadas 2993 inserções eleitorais.Outro Violência eleitoral no Brasil : o perfil político e social de candidatos assassinados entre 1998 e 2016(2018) Borba, Felipe; Nogueira, Ary Jorge Aguiar; Tribunal Superior Eleitoral
