Navegando por Autor "Costa, Luiz Domingos"
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Artigo Classificando ocupações prévias à entrada na política : uma discussão metodológica e um teste empírico(2014) Codato, Adriano Nervo; Costa, Luiz Domingos; Massimo, Lucas; Tribunal Superior EleitoralPropõe uma discussão sobre definição, classificação e mensuração de posições sociais de origem para o estudo do recrutamento de elites políticas. Para tanto, apresenta diferentes estratégias teórico-metodológicas para enquadrar a variável ocupação prévia à carreira parlamentar e sugere a pertinência de um critério mais analítico que sociográfico na codificação das profissões daqueles que postulam ingressar no mundo político. Sustenta-se que o recrutamento político pode ser mais bem apreendido por meio de uma tipologia que leve em conta não apenas variáveis institucionais, mas, na linha sugerida por Max Weber, variáveis econômicas e sociais. No teste empírico dos critérios propostos neste artigo, foram utilizados dados sobre candidatos a deputado federal no Brasil em 2006 e 2010 para simular o rendimento de uma classificação alternativa. Essa classificação está baseada em três parâmetros: 1) a flexibilidade da carreira profissional do candidato (tempo livre e autonomia financeira), 2) a importância dessa ocupação numa dada comunidade (status social) e 3) sua afinidade prévia com os valores e as práticas do mundo político. O resultado revelou que clivagens sociais e clivagens de gênero podem ser reforçadas pelo tipo de atividade profissional exercida previamente pelos candidatos a parlamentar antes mesmo que filtros institucionais produzam seus efeitos.Artigo Competição e profissionalização política : as eleições para deputado federal no Brasil em 2010(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoDiscute a profissionalização política nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2010. Partindo da constatação de que ser político profissional é a variável mais importante para determinar o sucesso eleitoral de um candidato à CD, o paper verifica como se dá a combinação entre as variáveis ser político profissional, condições políticas de competição (magnitude do distrito e blocos ideológicos), receitas de campanha e desempenho eleitoral para o universo dos 4.124 candidatos a deputado federal em 2010. Os resultados mostram (a) baixa relação entre a magnitude do distrito a profissionalização dos competidores; (b) que os políticos profissionais estão em maior proporção nas listas dos partidos com melhores desempenhos; (c) que a presença dos profissionais é menos comum nos partidos de direita; e (d) que são os políticos que angariam maior quantidade de recursos financeiros.Artigo Dinheiro, profissão e partido : a vitória na eleição para deputado federal no Brasil em 2010(2015) Cervi, Emerson Urizzi; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff)A partir de banco de dados com 4.124 candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2010, este artigo avalia o peso das variáveis ocupação, tipo de partido político e financiamento das campanhas no desempenho eleitoral dos competidores a uma cadeira no legislativo federal. O artigo conclui que pertencer a partidos políticos grandes e organizados, ter experiência política prévia (especialmente na própria Câmara dos Deputados) e possuir alta capacidade de arrecadação de recursos financeiros são condições fundamentais para determinar o sucesso eleitoral do candidato. Tais dados apontam para a profissionalização dos quadros eleitos no Brasil e para a crescente institucionalização do universo político nacional.Outro Estado, partidos e composição social : o impacto do estatismo sobre a representatividade social das bancadas federais entre 1946 e 2010(2018) Costa, Luiz Domingos; Tribunal Superior EleitoralArtigo Fronteiras sociais fortes e padrões organizacionais fracos? : seleção de candidatos e composição social nos principais partidos políticos brasileiros em 2010(2015) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz DomingosSeleção de candidatos e composição social dos partidos são, teoricamente, parte de um mesmo processo político. No Brasil, de acordo com o conhecimento disponível, as bancadas partidárias apresentam significativo contraste entre si do ponto de vista de suas bases sociais, ainda que seus procedimentos internos de seleção de candidatos sejam relativamente uniformes. Pretendemos examinar essa combinação mediante a intersecção entre processos organizacionais de seleção de candidatos e composição social das candidaturas para a Câmara dos Deputados em 2010 para DEM, PMDB, PSDB e PT. A proposição a ser testada e a de que a seleção de candidatos de diferente entre os principais partidos nacionais e incide sobre o padrão o recrutamento social dos mesmos. Os resultados apontam que a seleção de candidatos não de capaz de explicar a composição social das listas partidárias, mas revela a organização partidária como causa fundamental da permeabilidade dos partidos políticos da inserção de grupos sociais expressivos como trabalhadores.Artigo Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?(2015) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoDimensiona a presença e a evolução do número de trabalhadores manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a 2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionaisArtigo Origem social dos parlamentares paranaenses (1995-2006) : alguns achados e algumas questões de pesquisa(2009) Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff); Costa, Luiz Domingos; Tribess, Camila; Tribunal Superior EleitoralTraça um perfil sócioeconômico e educacional dos parlamentares paranaenses, no período de 1995 a 2006. Em seguida, testa para o Paraná a hipótese de que existe alguma relação entre a posição dos partidos políticos no espectro ideológico (esquerda-direita) e a origem social dos deputados analisados. Por fim, faz algumas sugestões de pesquisa que, caso fossem realizadas, seriam fundamentais para o avanço do estudo das elites políticas regionais e nacionais.Artigo Políticos profissionais como candidatos : estudo preliminar das eleições gerais de 2014(2014) Costa, Luiz DomingosA nota de pesquisa faz um inventário dos candidatos às eleições gerais no Brasil em 2014 que de declararam políticos profissionais quando registraram suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitora (TSE). Demonstra que existe uma afinidade entre o cargo que se ocupa no momento da eleição e o cargo pretendido. Quanto mais alto e mais disputado a posição política pretendida, mais políticos de carreira concorrem. E o inverso também é verdadeiroArtigo Profissionalização ou popularização da classe política brasileira? : um perfil dos senadores da República(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoCompara alguns achados disponíveis na literatura nacional sobre a trajetória política e a ocupação profissional de deputados federais para o caso específico dos senadores. Nosso experimento leva em consideração, ao lado de outras fontes, uma base de dados relativamente ampla sobre o Senado (240 indivíduos) num intervalo de tempo considerável: 1986-2010. Na primeira e na segunda seções resumimos algumas análises sobre o processo de recrutamento parlamentar no Brasil focados na Câmara dos Deputados. Na terceira e quarta seções procuramos verificar se o que já se sabe sobre a Câmara Federal vale também para o Senado da RepúblicaArtigo Quem tem mais tempo no horário gratuito? Estratégia partidária, capital político e acesso ao HGPE nas eleições para deputado estadual no Paraná em 2014(2017) Quadros, Doacir Gonçalves de; Costa, Luiz Domingos; Tribunal Superior EleitoralTesta uma metodologia para análise quantitativa de conteúdo do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) de candidatos em disputas proporcionais. O teste foi feito sobre os programas do horário gratuito relativo à eleição de 2014 para cargo proporcional de deputado estadual pelo estado do Paraná. A partir do uso desta metodologia, verificou quais partidos excluem mais candidatos do HGPE e também identificou indícios de que alguns partidos resistem mais que outros ao uso das estratégias personalistas e de favorecimento de tempo para algumas candidaturas, em virtude de sua organização interna no processo de escolha de candidatos.Outro Reconversão, popularização e ambição : três conceitos sobre as elites parlamentares brasileiras(2018) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralFaz um inventário da maior parte da literatura sobre o recrutamento político no Brasil classificando a produção bibliográfica sob 3 abordagens: a perspectiva da ciência política, a da sociologia política e a da sociologia da política. Sustenta-se que os estudos recenseados são bastante heterogêneos, seja em função dos enfoques teóricos, seja em função das fontes e materiais mobilizados, seja, ainda, em função das estratégias metodológicas adotadas. Isso forma três perspectivas analíticas com nenhum diálogo entre si, o que impede a cumulatividade dos achados e um maior avanço na compreensão do papel dos atributos políticos e sociais dos parlamentares brasileiros para explicar o processo de recrutamento.Artigo Regime político e recrutamento parlamentar : um retrato coletivo dos senadores brasileiros antes e depois da ditadura(2016) Codato, Adriano Nervo; Costa, Luiz Domingos; Massimo, Lucas; Heinz, Flavio; Tribunal Superior EleitoralReconstitui os perfis coletivos das bancadas do Senado brasileiro em três períodos: a democracia populista (1945-1964), a ditadura militar (1964-1979) e o regime de transição para a democracia liberal (1979-1990). Esse intervalo de tempo compreende três sistemas partidários: multipartidário (1945-1965), bipartidário (1965-1979) e multipartidário (de 1979 em diante). A hipótese testada é a seguinte: variações no perfil social e no perfil da carreira política de parlamentares devem estar relacionadas com o tipo de regime político e, mais especificamente, com o regime de partidos em vigor. No caso aqui analisado, supõe-se que os atributos dos membros do Senado brasileiro, eleitos sob um sistema onde concorrem múltiplos partidos, deva ser diferente dos atributos dos eleitos sob o bipartidarismo, ainda que as regras eleitorais (sistema majoritário) permaneçam constantes. Para analisar o impacto das mudanças nas condições de acesso à Câmara Alta foram estudados 351 senadores. Os dados revelaram que esses representantes tiveram o perfil das suas carreiras afetado pelas variações nos parâmetros da competição política impostas pelo regime ditatorial-militar. O estrangulamento da estrutura de oportunidades, um efeito direto do sistema de dois partidos, foi responsável por alijar concorrentes sem altíssima experiência política. Com a reintrodução do pluripartidarismo nas eleições de 1982, as características das carreiras desses parlamentares retomaram o perfil anterior a 1964.Outro A revolução silenciosa no Partido dos Trabalhadores no Brasil(2016) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralArtigo Os senadores-empresários : recrutamento, carreira e partidos políticos dos empresários no Senado brasileiro (1986-2010)(2014) Costa, Paulo Roberto Neves; Costa, Luiz Domingos; Nunes, WellingtonAnalisa o recrutamento legislativo dos senadores que foram empresários antes do ingresso para a política durante democracia brasileira atual. O objetivo é examinar se, assim como estabelecido para a Câmara dos Deputados, esse tipo de político profissional se acomoda majoritariamente nos partidos à direita do espectro ideológico e se a soma da sua condição social com os partidos em que militam terminam por produzir rotas mais curtas de carreira política até o Senado. Para tanto, utiliza-se análise descritiva dos dados de ocupação, escolaridade e carreira política dos 240 senadores titulares eleitos entre 1986 e 2010. Os dados mostram que, ainda que posicionados nos partidos de direita e centro, os senadores que foram empresários não desfrutam de carreiras mais curtas, mostrando que o padrão de carreira política para esse cargo é diferente daquele observado para a Câmara baixa.Artigo O sistema partidário no Paraná : do personalismo à estruturação(2014) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralIdentifica as características gerais do sistema partidário no estado do Paraná, isto é, sua evolução, principais organizações e tendências sistêmicas. O objetivo é demonstrar que o ambiente de personalismo e fragmentação crescente não foram obstáculos para estruturar o sistema em torno do antagonismo histórico entre duas frentes partidárias, protagonizadas por PMDB/PT e PSDB/DEM. Dessa forma, sugere-se que o personalismo das principais lideranças estaduais, uma vez consolidado em campos ideológicos opostos, caminhou lentamente em direção à polarização da disputa nacional e pode definir as alternativas de policies no estado, em torno das quais orbitaram regularmente parte dos partidos relevantes no cenário local.Artigo Variáveis sobre o recrutamento político e a questão de gênero no Parlamento brasileiro(2013) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoAvança no emprego de variáveis sociais e político-institucionais no entendimento dos processos de recrutamento de elites políticas. O caso de eleições de mulheres para a Câmara dos Deputados do Brasil oferece subsídios empíricos para a exploração das lacunas das explicações com base apenas em variáveis de um único tipo. Assim, propomos uma análise centrada nos partidos políticos. A ideia básica é que partidos políticos no Brasil são sociologicamente diferentes, apesar de operarem num marco institucional uniforme. A diferença é menos programática ou ideológica, embora ela também exista, e mais das suas fontes sociais de recrutamento. Disso decorre que partidos diferentes teriam diferentes maneiras de se organizar internamente e, por isso, diferentes estratégias e mecanismos para a formação de listas de candidatos
