Navegando por Autor "Lattman-Weltman, Fernando"
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Artigo Desventuras da influência política midiática no Brasil pós-1988 : uma teoria da demanda por informação política(2018) Lattman-Weltman, Fernando; Tribunal Superior EleitoralApresenta uma teoria da demanda por informação política e seu modelo é aplicado à análise das sete eleições presidenciais brasileiras após o regime militar. O objetivo inicial da teoria é situar o potencial de influência política e eleitoral dos meios de comunicação sobre as escolhas dos chamados cidadãos comuns e dos militantes, conforme variáveis do contexto político e institucional. Ou seja: por que em determinadas circunstâncias a intervenção midiática parece influir decisivamente sobre as escolhas dos indivíduos e em outras não? Como é possível discernir tais variações sem os limites conhecidos das análises da oferta da informação política, que ou não dão conta da polissemia da recepção ou, quando o fazem, em escala mais reduzida e profunda, não podem ser generalizadas. De acordo com a teoria, a influência midiática é função da utilidade atribuída à informação política, a qual depende da fixação e da intensidade das preferências do eleitor e da margem de risco com que toma suas decisões, as quais, por sua vez, dependem da estabilidade e do grau de polarização política do sistema. São também brevemente indicados alguns dos outros potenciais da teoria.Artigo Mídia e democracia : indeterminação e representatividade da representação(2014) Lattman-Weltman, FernandoQuestiona-se aqui os pressupostos da chamada crise da representação na democracia contemporânea, e o papel específico nela desempenhado pelos modernos meios de comunicação, a partir de uma perspectiva teórica menos comprometida com os substancialismos individualista ou sociológico predominantes nas análises correntes sobre tal crise. Para isso, procede-se a uma pequena releitura de algumas das teorias fundadoras da democracia representativa moderna, cujo objetivo é contribuir para o início de certa desmistificação da noção de representação, tal como utilizada hoje pelos vários argumentos da crise, mostrando que, em seus primórdios, o caráter representativo da nova ordem republicana criada no Ocidente em muito pouco ( ou quase nada ) se referia, de fato, a algum problema de representação (tal como concebido hoje). Finalmente, se esboça uma defesa da inserção institucional-política da mídia na poliarquia atual, com base numa recolocação da questão da representatividade para a estabilidade e a eficácia do nosso sistema, dito representativo.Outro Mídia e eleições presidenciais no Brasil hoje : por que não se fazem mais presidentes como antes?(2014) Lattman-Weltman, Fernando; Tribunal Superior EleitoralApresenta uma teoria geral de influência política midiática na democracia, bem como analisa as conjunturas eleitorais presidenciais do último quarto de século democrático: de 1989 a 2010, com o objetivo de mostrar como a bem sucedida institucionalização política brasileira contemporânea reduziu drasticamente a influência eleitoral dos nossos principais meios de comunicação.Artigo A mídia nas eleições presidenciais brasileiras : uma variável em mutação?(2011) Lattman-Weltman, Fernando; Tribunal Superior EleitoralApresenta um modelo que procura dar conta de variáveis essenciais para a compreensão da disputa de nossas eleições presidenciais e, mais especificamente, do papel particular exercido nelas pelo conjunto dos nossos principais meios de comunicação de massa. Ressalta de sua aplicação a autonomização relativa de variáveis clássicas de influência conjuntural sobre as eleições, como as expectativas acerca da economia e os índices de popularidade dos governantes, ao lado de uma convergência dos principais candidatos para o centro do espectro político, importante processo de estruturação do campo político brasileiro, e, por último, mas não menos importante, uma curiosa diminuição da influência relativa exercida pelos principais veículos de mídia em tais disputas.Artigo Soma zero (ou ainda menos)(2016) Lattman-Weltman, FernandoApesar de seus desdobramentos e implicações claramente antidemocráticos, a atual crise política brasileira não deixa de conter em sua dinâmica elementos característicos do avanço contraditório e arriscado da democracia no país, no longo e médio prazos. Em função também, contudo, de outras variáveis relativamente independentes e intervenientes relativas à revolução digital em curso e ao contexto econômico internacional , e de sua própria história recente e singular, o jogo político neste momento apresenta-se encapsulado por uma dinâmica conflituosa de soma zero em que soluções pactuadas não parecem mais possíveis. Cabendo especular sobre qual o mal menor a que se pode aspirar em tais circunstâncias.
