Navegando por Autor "Limongi, Fernando"
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Artigo A base e os partidos : as eleições presidenciais no Brasil pós-redemocratização(2014-07) Limongi, Fernando; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralArtigo Competição partidária e voto nas eleições presidenciais no Brasil(2015) Limongi, Fernando; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralMostra que as mudanças na base de apoio a Lula, que se tornam mais evidentes nas eleições de 2006, são mais bem explicadas por variáveis políticas. Para isso recorremos a uma base de dados original, agregada por seção eleitoral, e estendemos a análise incluindo outros partidos e as eleições que precederam aquele pleito. Por um lado, uma explicação do que houve em 2006 precisa dar conta do que ocorreu em 2002, quando o PT chega à presidência. Por outro lado, dado o caráter composicional do voto, a razão do que ocorre com os votos do PT deve explicar o que acontece com os votos de seus adversários. Observamos que o sucesso do PT e a ampliação de sua base a partir de 2006 acontecem após a implosão do PSDB em 2002 e a ausência de adversários competitivos. As explicações que associam o novo padrão de voto em Lula com sua chegada ao poder não dão conta dessas dinâmicas. Sugerimos que um melhor esclarecimento deve privilegiar as estratégias de coordenação pré-eleitoral adotadas pelos partidos.Outro Coordenando candidaturas : coligações e fragmentação partidária nas eleições gerais brasileiras(2016) Limongi, Fernando; Vasselai, Fabricio; Tribunal Superior EleitoralTrata da estratégia de lançamento de candidaturas adotada pelos partidos brasileiros nas eleições gerais. Partidos devem tomar decisões estratégicas relativas ao lançamento de candidaturas para cinco eleições concomitantes, que se desenrolam em 28 distritos distintos (sendo que 27 deles são disjuntos) e que obedecem a duas famílias distintas de regras eleitorais (majoritárias e proporcionais). Outras tantas variações, algumas não tão aparentes, como as que regulam a formação de coligações são tão ou mais importantes. O quadro institucional estimula a coordenação das entradas e retiradas de candidaturas expressa na formação de coligações que têm por eixo as candidaturas aos executivos estaduais. São apresentadas evidências da ocorrência de uma estratificação ou especialização no interior do sistema partidário brasileiro. Enquanto a maior parte dos partidos simplesmente se retirou das disputas diretas por cargos executivos, o inverso ocorre nas proporcionais, isto é, todos participam em todos os distritos. O resultado é a bifurcação do sistema partidário, que se fragmenta nas disputas de cargos legislativos, mas se torna mais concentrado nas disputas de cargos executivos.Artigo Democracia e cultura : uma visão não culturalista(2003) Przeworski, Adam; Cheibub, José Antônio; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralSustenta que fatores econômicos e institucionais são suficientes para gerar uma explicação convincente da dinâmica das democracias sem que seja necessário recorrer à cultura. Conclui que, embora possa haver boas razões para esperar que culturas importem, o material empírico disponível provê pouco apoio para a concepção de que a democracia requer uma cultura democrática.Artigo As eleições de 2010 e o quadro partidário(2010-11) Limongi, Fernando; Cortez, Rafael; Tribunal Superior EleitoralAs eleições presidenciais têm se resumido a uma disputa entre PT e PSDB. Nenhuma candidatura alternativa foi capaz de ameaçar o controle desses partidos sobre a maioria dos eleitores. A estruturação das eleições presidenciais repercute sobre as disputas pelos governos estaduais, fazendo com que estas obedeçam à mesma clivagem básica. A estratégia dos partidos, negociando o lançamento e a retirada de candidaturas, é a chave para se entender a dinâmica da competição eleitoral no Brasil.Artigo Eleições e democracia no brasil : Victor Nunes Leal e a transição de 1945(2012) Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralArtigo Entries and withdrawals : electoral coordination across different offices and the brazilian party systems(2018) Limongi, Fernando; Vasselai, Fabricio; Tribunal Superior EleitoralArtigo Estratégia partidária e preferência dos eleitores : as eleições municipais em São Paulo entre 1985 e 2004(2008-07) Limongi, Fernando; Mesquita, Lara; Tribunal Superior EleitoralReconstitui a história eleitoral da cidade de São Paulo discutindo as eleições para prefeito transcorridas entre 1985 e 2004. Os resultados são explicados com base em um modelo que considera a interação entre as estratégias dos partidos e a transformação das preferências dos eleitores. Partidos de direita e de esquerda foram os grandes vencedores, com vantagem para os primeiros. Contudo, eleitores de centro foram decisivos e sua inclinação, ora à direita, ora à esquerda, explica a alternância no poder entre o PDS-PP e o PT. A exceção fica para a última eleição, em que ocorre uma divisão mais nítida entre um bloco de centro-direita, comandado pelo PSDB, e um de esquerda, liderado pelo PT.Artigo Fazendo eleitores e eleições : mobilização política e democracia no Brasil pós-Estado Novo(2015) Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralAvalia a emergência de eleições competitivas no Brasil após a queda do Estado Novo. O objetivo central do texto é demonstrar que a independência dos eleitores - a liberdade do voto - não é uma condição necessária para a emergência de eleições competitivas. Sugere-se, portanto, que a adoção do voto secreto não levou a uma mudança significativa das práticas eleitorais, pois elites políticas mantiveram o controle sobre o comportamento dos eleitores. Para que eleições se tornem competitivas é essencial que diferentes grupos políticos possam mobilizar eleitores para fazer e ganhar as eleições. Para tanto, é preciso que o governo perca o controle do governo sobre o alistamento eleitoral.Dissertação Flutuação eleitoral e sistema partidário : o caso de São Paulo(2012) Simoni Junior, Sergio; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralEstuda o papel dos partidos políticos brasileiros sob o prisma da volatilidade eleitoral. A questão da volatilidade é um dos principais tópicos de análise na área eleitoral e, em especial, sobre sistema partidário e sua evolução. Diz respeito à estabilidade/mudança, no tempo, da direção partidária do voto por parte do eleitor. No Brasil, o debate se trava em torno da institucionalização do sistema partidário e da relação deste com o eleitorado. Argumenta-se, de modo geral, que os partidos brasileiros manteriam relação fluída com os eleitores, o que configuraria um quadro de competição eleitoral instável e volúvel. Os paradigmas teóricos mobilizados pela abordagem tradicional são inspirados na sociologia política e eleitoral, e apontam, em geral, a falta de correspondência sólida entre partidos e clivagens sociais. Busca-se apresentar, nesta dissertação, uma versão alternativa. A fundamentação do argumento se dá, do ponto de vista teórico, por meio da reconstrução do caminho percorrido pela noção de volatilidade eleitoral, tal como ele se desenvolve na academia européia, conjugada com um diálogo com outro conjunto de literatura, encontrado marcadamente na academia americana, de inspiração institucionalista e na escola da escolha racional, interessado na competição eleitoral. Esse embasamento possibilita uma visão teórica e analítica diversa da literatura nacional sobre o fenômeno da volatilidade no Brasil. Do ponto de vista empírico, propõe-se uma mudança de foco em relação aos estudos tradicionais: enquanto esses analisam os pleitos legislativos, defende-se que estudos centrados nos cargos executivos possibilitam uma visão mais acurada sobre volatilidade e sistema partidário, pois essas são as disputas mais importantes para os partidos e para os eleitores. O objeto empírico deste estudo são os resultados eleitorais para o estado de São Paulo, nas eleições para cargos do Executivo, ou seja, presidente, governador, e prefeito da capital, nos anos de 1982 a 2008, com foco no período pós-94. A hipótese da pesquisa é que a volatilidade eleitoral, mensurada pelo índice de Pedersen, tradicional na literatura, é causada, em grande medida, por estratégias dos partidos políticos, ao decidirem pelo lançamento e retirada de candidaturas, não se devendo, necessariamente, a debilidades do sistema partidário ou ao comportamento e preferências instáveis do eleitor. Obviamente, existem mudanças de preferências, mas procura-se mostrar que em São Paulo os partidos apresentaram bases eleitorais definidas.Tese A força dos "partidos fracos" - um estudo sobre a organização dos partidos brasileiros e seu impacto na coordenação eleitoral(2009) Guarnieri, Fernando; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralBusca responder a três questões: Como os partidos brasileiros funcionam? O que explica o número de partidos em nosso sistema partidário? Qual o impacto da organização partidária na decisão de um partido de lançar ou não um candidato em determinada eleição? Mostra que os partidos têm mais vida do que julga grande parte dos estudos sobre nosso sistema político. Essa vida partidária ajuda a entender melhor a coordenação eleitoral que, por sua vez, determina o número de partidos que participam de determinada eleição.Artigo Incentivos eleitorais, partidos e política orçamentária(2002) Figueiredo, Argelina Cheibub; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralApresenta um argumento contrário à transposição para o Brasil do modelo do voto pessoal. Sustentamos que o processo orçamentário no Brasil e a própria participação do Congresso nele não podem ser compreendidos tomando esse modelo como referência. Procurou-se mostrar que o sistema político brasileiro não gera as condições motivacionais, e nem mesmo as institucionais, para que políticos baseiem suas carreiras políticas exclusivamente em vínculos pessoais e apartidários com os eleitores e com o Executivo.Sumário de livro Operação impeachment : Dilma Rousseff e o Brasil da Lava Jato(Todavia, 2023) Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralTese Política distributiva e competição presidencial no Brasil : Programa Bolsa-Família e a tese do realinhamento eleitoral(2017) Simoni Junior, Sergio; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralMostra algumas inconsistências e deficiências teóricas, metodológicas e empíricas nas análises correntes sobre o efeito eleitoral do Programa Bolsa Família (PBF) e o realinhamento nas eleições presidenciais brasileiras, buscando elaborar diagnósticos alternativos. O foco da tese recai sobre o pleito de 2006 em razão de seu caráter paradigmático, por ser considerada a eleição em que teria se verificado o realinhamento eleitoral. Sendo a primeira competição presidencial a ter lugar depois da implementação do PBF, a associação é direta e imediata: o PBF estaria na raiz da mudança do apoio social ao PT, de acordo com as interpretações correntes.Artigo Reforma política : o longo debate(2015) Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralDestrincha as questões que giram em torno do tema reforma política e suas implicações. Para isso, explora as propostas específicas que acompanham o debate e as novas demandas sociais, problematizando, em um aspecto geral, a discrepância da própria aplicação prática dessas propostas.Artigo Revisitando as eleições do Segundo Reinado : manipulação, fraude e violência(2014) Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralAs eleições ao longo do Império tendem a ser desqualificadas pelos cientistas sociais. A presença indiscriminada e constante de altas doses de manipulação, violência e fraude comprovariam a impossibilidade da implantação do governo representativo no Brasil oitocentista. O texto procura redefinir os termos desse debate discutindo os efeitos da legislação eleitoral sobre as práticas eleitorais no Brasil imperial. Mais especificamente, trato das Instruções de 1824, do Decreto de 1842 e da Lei de 1846 e suas implicações para o recurso à manipulação, à fraude e à violência nessas eleições. Mostro como a combinação entre esses elementos varia diretamente em função da alteração institucional. O principal problema enfrentado, a manipulação partidária da composição do corpo eleitoral, não comporta solução simples. A Lei de 1846 adota um modelo sofisticado e avançado para processar o problema. O insucesso do modelo, porém, aponta os limites de tais soluções institucionais.Artigo Sufrágio universal, mas - só para homens : o voto feminino no Brasil(2019) Limongi, Fernando; Oliveira, Juliana de Souza; Schmitt, Stefanie Tomé; Tribunal Superior EleitoralReconstitui a trajetória da concessão e expansão dos direitos políticos às mulheres no Brasil. O foco recai sobre as regras eleitorais e argumentos mobilizados em contextos deliberativos que trataram do exercício dos direitos políticos pelas mulheres. Argumenta-se que, apesar do direito ao sufrágio ter sido concedido em 1932, a participação política das mulheres casadas não foi garantida, ficando ainda na dependência das decisões de seus maridos nas três décadas subsequentes. O direito pleno à participação só foi obtido em 1965.
