Navegando por Autor "Marques, Larissa Martins"
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Artigo Eleição proporcional em 2020 : uma análise do desempenho feminino nos municípios brasileiros(2022) Peixoto, Vitor; Marques, Larissa Martins; Machado, Matheus Virginio Harduim; Rocha, Myllena Peres Souza da; Tribunal Superior EleitoralInvestiga o impacto de fatores políticos e sociodemográficos municipais sobre a representação feminina nas eleições de 2020. As hipóteses derivam das teorias sobre influências de condições socioeconômicas, competição eleitoral e tamanho dos distritos sobre o desempenho das mulheres nas eleições proporcionais. Foram analisadas quatro variáveis dependentes: proporção de candidatas, financiamento de campanha, percentual de votos e percentual de cadeiras conquistadas pelas vereadoras. Utilizaram-se análises descritivas bivariadas por meio de ANOVA e testes post-hoc entre categorias de tamanho populacional e as variáveis dependentes; matriz de correlação de pearson entre as variáveis quantitativas; e, por fim, foram construídos modelos econométricos hierárquicos multiníveis no intuito de realizar análises multivariadas que permitissem estimar simultaneamente os impactos das variáveis independentes e controlar os efeitos aleatórios dos estados. Os resultados apontam para impactos inversamente proporcionais entre tamanho do município e percentual de candidaturas e de financiamento. Variáveis socioeconômicas dos municípios tiveram pouco ou nenhum impacto sobre o desempenho das mulheres em todas as variáveis analisadas. A competição eleitoral obteve impacto positivo para percentual de candidaturas femininas, mas negativo para percentual de votos e de cadeiras conquistadas pelas mulheres.Artigo Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral das mulheres nas eleições brasileiras (1998-2020)(2022) Peixoto, Vitor de Moraes; Marques, Larissa Martins; Ribeiro, Leandro Molhano; Tribunal Superior EleitoralApresenta uma análise longitudinal das inovações institucionais nos mecanismos de promoção à igualdade de gênero na arena eleitoral brasileira nas últimas três décadas. São analisadas as três ondas de criação de instrumentos legais e as três reações adaptativas nas estratégias partidárias. Foram mobilizadas evidências empíricas das eleições gerais e municipais entre 1998 e 2020 no intuito de analisar a evolução da participação eleitoral feminina em quatro dimensões: candidaturas, despesas de campanha, votos e cadeiras conquistadas. Os resultados demonstraram que as duas primeiras ondas de inovações institucionais que introduziram as cotas por reserva de vagas (1995-1997) e a obrigatoriedade de preenchimento de candidaturas femininas (2009) tiveram suas efetividades mitigadas pelas reações conservadoras das estratégias partidárias. Apenas na terceira onda (2015-2018), advinda do poder judiciário, que proibiu o financiamento empresarial e instaurou a proporcionalidade de gênero na distribuição de recursos partidários, houve impactos significativos na representação feminina. Mesmo essas últimas inovações tiveram seus efeitos mitigados por estratégias adaptativas dos partidos que visavam a manutenção do status quo de uma representação predominantemente masculina. Estas estratégias têm dificultado o progresso da promoção de igualdade de gênero na arena eleitoral, tornando-o mais lento e gradual do que o preconizado pelos instrumentos legais.
