Navegando por Autor "Medeiros, Josué"
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Artigo Aquém do lulismo : notas críticas sobre a atual reprodução do paradigma do populismo por filósofos políticos brasileiros(2018) Lima, Pedro Luiz; Medeiros, Josué; Tribunal Superior EleitoralConsolidou-se entre alguns dos mais relevantes intérpretes do pensamento político brasileiro uma tendência analítica de retomar formas de caracterização antes aplicadas à República de 1946 para dar conta dos governos do PT desde 2003. Tornou-se frequente a analogia histórica entre os dois períodos como eixo interpretativo do presente, o que alçou mais uma vez a controversa noção de "populismo" ao status de conceito determinante para a apreensão da realidade. Delimitar o significado da retomada do que chamamos de paradigma do populismo nas obras de alguns dos expoentes locais da teoria crítica é o objetivo deste artigo. Sua circunscrição ao âmbito da filosofia política implica investigar como o "populismo" se imiscui mesmo ali onde o apuro no uso dos conceitos é mais pronunciado, como nas obras dos filósofos Vladimir Safatle, Paulo Arantes e Ruy Fausto . Argumenta-se que a persistência de pressupostos fundamentais do paradigma do populismo na análise dos filósofos dificulta, em vez de potencializar, a compreensão das efetivas contradições do fenômeno lulista.Outro Partidos antineoliberais : as negligenciadas semelhanças entre o PT e o MAS(2012) Reis, Guilherme Simões; Medeiros, Josué; Tribunal Superior EleitoralArtigo Regressão democrática na América Latina : do ciclo político progressista ao ciclo político neoliberal e autoritário(2018) Medeiros, Josué; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o quadro político da América Latina a partir de noção de ciclo político. Entende-se que, desde 2015, o continente vive um novo ciclo político neoliberal e antidemocrático, em substituição ao ciclo político progressista (Soares Lima: 2008) que marcou a região desde o final do século XX. Trata-se, com o conceito de ciclo político, de inserir o conjunto de quedas presidenciais recentes - Zelaya, Honduras, em 2009, Lugo, Paraguai, 2012 e Rousseff, Brasil, 2016 - em processo político mais amplo de avanço do neoliberalismo e das forças oligárquicas, no qual podemos listar a vitória de Macri na Argentina em 2015, a derrota, em 2016, de Evo Morales no plebiscito sobre uma nova reeleição, uma possível vitória de Pinera no Chile nas eleições presidenciais de dezembro de 2017 e, por último mas não menos importante, a persistente e profunda crise política e social na Venezuela. Tal processo mais amplo deve contemplar, portanto, dinâmicas conjunturais com tendências mais permanentes, e é com essa dialética que o presente artigo buscará, primeiro, definir o que é um ciclo político, para em seguida, aprofundar as caraterísticas do novo ciclo político, em especial o seu caráter de redução do alcance da democracia representativa, nos termos em que alguns autores (Wanderley Guilherme dos Santos, Luís Felipe Miguel, José Maurício Domingues) estão apresentando para o Brasil.
