Navegando por Autor "Peres, Paulo Sergio"
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Artigo Institucionalização do sistema partidário ou evolução da competição? Uma proposta de interpretação econômica da volatilidade eleitoral(2013) Peres, Paulo SergioPropõe dois objetivos correlacionados: em primeiro lugar, discutir as anomalias lógicas, conceituais e empíricas das interpretações canônicas do índice de volatilidade eleitoral, entendido como mediador empírico do grau de institucionalização dos sistemas partidários, e, em segundo lugar, propor uma interpretação alternativa para o índice, abandonando-se o viés sociológico em favor de uma abordagem econômica. Nesse caso, o sistema partidário deve ser concebido como um mercado eleitoral, no qual o grau de restrições (regras e recursos) tem peso significativo na dinâmica da oferta (partidos disponíveis e política oferecidas e/ou executadas) e da demanda (eleitores individuais, classes econômicas, grupos étnicos, linguísticos ou religiosos e todo o tipo de clivagens sociais), e a volatilidade eleitoral reflete os movimentos evolutivos desse mercado.Artigo Partido dominante ou multipartidarismo moderado? Testando uma hipótese consolidada sobre o sistema partidário de São Paulo (1946-1964)(2017) Peres, Paulo Sergio; Conceição, Bruno da Silva; Tribunal Superior EleitoralNa literatura especializada, consolidou-se a tese de que, no período de 1946 a 1964, o sistema partidário de São Paulo apresentou um perfil consideravelmente diferente daquele que se delineou no âmbito nacional. Em São Paulo, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) teria sido um partido inexpressivo, e o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN) tiveram pouca densidade eleitoral. Assim, teria se estabelecido um sistema com um partido largamente dominante, o Partido Social Progressista (PSP). Nosso objetivo neste texto é revisitar de maneira mais rigorosa essa tese. Para tanto, analisamos comparativamente a evolução do sistema partidário nos níveis municipal, estadual e nacional, considerando a série histórica das votações para presidente, governador, prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereador, assim como o número efetivo de candidaturas e partidos e o índice de volatilidade eleitoral. Recorrendo a dados mais amplos do que aqueles que foram utilizados pela literatura de referência e a indicadores de desempenho sistêmico, demonstramos que a configuração do quadro partidário nesses níveis de disputa aponta para uma complexidade maior do que a descrita pelos analistas anteriores. De fato, o sistema partidário em São Paulo, seja no distrito estadual ou municipal, evoluiu para o pluripartidarismo moderado.Artigo Uma tipologia do recrutamento partidário(2017) Peres, Paulo Sergio; Machado, Amanda; Tribunal Superior EleitoralO recrutamento de lideranças políticas é uma das funções mais relevantes desempenhadas pelos partidos nas democracias contemporâneas. Porém, a literatura especializada costuma analisar apenas alguns aspectos relacionados à etapa final desse processo, como a seleção de candidatos, o perfil socioeconômico de lideranças já eleitas e as carreiras dos políticos, negligenciando as estratégias e modalidades de atração e formação de novos quadros empregadas pelas organizações partidárias. Consequentemente, até o momento, não foram desenvolvidos modelos heurísticos que permitam observar e analisar o recrutamento em seus diversos momentos. Nosso objetivo neste artigo é propor uma tipologia para o estudo do recrutamento partidário em todas as suas etapas. Para tanto, apresentamos uma definição conceitual que considera o recrutamento partidário como um processo abrangente que envolve três aspectos: (1) a atração de filiados para a organização; (2) a formação/treinamento dos futuros quadros; e (3) sua posterior alocação em postos na burocracia do partido ou nos governos e/ou sua seleção como candidato a cargos representativos, com o eventual exercício de algum mandato. Baseados nessa definição, propomos um modelo de análise que enquadra o recrutamento partidário de acordo com seus tipos, subtipos, formas, meios, modalidades e submodalidades.
