Navegando por Autor "Simoni Junior, Sergio"
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Artigo A dimensão partidária-eleitoral do Programa Minha Casa Minha Vida(2025) Simoni Junior, Sergio; Dias, Edney Cielici; Tribunal Superior EleitoralO conhecimento sobre a relação entre políticas públicas, partidos e voto para presidente no Brasil está fortemente concentrado em análises de programas de transferência de renda, o que limita a compreensão sobre como diferentes aspectos do desenho e implementação das políticas se relacionam com o jogo partidário-eleitoral. Neste artigo, por meio de regressões lineares aplicadas a todos os municípios brasileiros, analisamos a dinâmica eleitoral da política habitacional Programa Minha Casa Minha Vida, considerando desde sua criação até as eleições de 2014, com resultados detalhados por modalidades, fases de implementação e aderência ao deficit habitacional. As estimativas mostram que cidades governadas por partidos pertencentes à coalizão do governo federal não receberam mais unidades habitacionais, à exceção da modalidade direcionada para o eleitorado mais pobre. Além disso, o retorno eleitoral obtido pelo PT foi positivo quando a implementação do programa esteve relacionada com o deficit habitacional, particularmente em 2010.Folheto A cara da democracia no Brasil : partidos políticos(Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação, 2018-06) Amaral, Oswaldo E. do; Simoni Junior, Sergio; Tribunal Superior EleitoralOutro Competição eleitoral e política distributiva no Brasil : (re)avaliando o efeito dos programas de transferência de renda(2016) Simoni Junior, Sergio; Tribunal Superior EleitoralOutro Dividendos eleitorais de políticas programáticas : o caso do Bolsa-Escola e do Bolsa-Família(2019) Simoni Junior, Sergio; Tribunal Superior EleitoralArtigo Efeitos diretos e indiretos do Programa Bolsa Família nas eleições presidenciais brasileiras(2021) Simoni Junior, Sergio; Tribunal Superior EleitoralQuais são os mecanismos que conectam políticas de transferência de renda e voto para presidente? As explicações usuais focam, de modo geral, o "efeito direto", ou seja, o seu impacto apenas nos beneficiários do programa social. A partir da análise do Programa Bolsa Família, argumenta que o "efeito indireto" na decisão de voto dos eleitores não beneficiários que conhecem beneficiários pode ser tão ou mais importante que o efeito direto para o resultado eleitoral. Apresenta mecanismos plausíveis para essa hipótese e propõe um modelo empírico a partir de surveys de 2006 e 2010. Contrariando visões correntes sobre o impacto regional da política social, os resultados mostram a importância do efeito indireto positivo especialmente para o voto no PT na região Sudeste. Assim, chama atenção para o fato de que contatos sociais são mecanismos importantes para conformar o efeito eleitoral de políticas públicas.Outro Escolha de sistemas eleitorais e jogos ocultos : o caso brasileiro da constituinte de 1987-88(2011) Simoni Junior, Sergio; Silva, Patrick Cunha; Tribunal Superior EleitoralDissertação Flutuação eleitoral e sistema partidário : o caso de São Paulo(2012) Simoni Junior, Sergio; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralEstuda o papel dos partidos políticos brasileiros sob o prisma da volatilidade eleitoral. A questão da volatilidade é um dos principais tópicos de análise na área eleitoral e, em especial, sobre sistema partidário e sua evolução. Diz respeito à estabilidade/mudança, no tempo, da direção partidária do voto por parte do eleitor. No Brasil, o debate se trava em torno da institucionalização do sistema partidário e da relação deste com o eleitorado. Argumenta-se, de modo geral, que os partidos brasileiros manteriam relação fluída com os eleitores, o que configuraria um quadro de competição eleitoral instável e volúvel. Os paradigmas teóricos mobilizados pela abordagem tradicional são inspirados na sociologia política e eleitoral, e apontam, em geral, a falta de correspondência sólida entre partidos e clivagens sociais. Busca-se apresentar, nesta dissertação, uma versão alternativa. A fundamentação do argumento se dá, do ponto de vista teórico, por meio da reconstrução do caminho percorrido pela noção de volatilidade eleitoral, tal como ele se desenvolve na academia européia, conjugada com um diálogo com outro conjunto de literatura, encontrado marcadamente na academia americana, de inspiração institucionalista e na escola da escolha racional, interessado na competição eleitoral. Esse embasamento possibilita uma visão teórica e analítica diversa da literatura nacional sobre o fenômeno da volatilidade no Brasil. Do ponto de vista empírico, propõe-se uma mudança de foco em relação aos estudos tradicionais: enquanto esses analisam os pleitos legislativos, defende-se que estudos centrados nos cargos executivos possibilitam uma visão mais acurada sobre volatilidade e sistema partidário, pois essas são as disputas mais importantes para os partidos e para os eleitores. O objeto empírico deste estudo são os resultados eleitorais para o estado de São Paulo, nas eleições para cargos do Executivo, ou seja, presidente, governador, e prefeito da capital, nos anos de 1982 a 2008, com foco no período pós-94. A hipótese da pesquisa é que a volatilidade eleitoral, mensurada pelo índice de Pedersen, tradicional na literatura, é causada, em grande medida, por estratégias dos partidos políticos, ao decidirem pelo lançamento e retirada de candidaturas, não se devendo, necessariamente, a debilidades do sistema partidário ou ao comportamento e preferências instáveis do eleitor. Obviamente, existem mudanças de preferências, mas procura-se mostrar que em São Paulo os partidos apresentaram bases eleitorais definidas.Tese Política distributiva e competição presidencial no Brasil : Programa Bolsa-Família e a tese do realinhamento eleitoral(2017) Simoni Junior, Sergio; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralMostra algumas inconsistências e deficiências teóricas, metodológicas e empíricas nas análises correntes sobre o efeito eleitoral do Programa Bolsa Família (PBF) e o realinhamento nas eleições presidenciais brasileiras, buscando elaborar diagnósticos alternativos. O foco da tese recai sobre o pleito de 2006 em razão de seu caráter paradigmático, por ser considerada a eleição em que teria se verificado o realinhamento eleitoral. Sendo a primeira competição presidencial a ter lugar depois da implementação do PBF, a associação é direta e imediata: o PBF estaria na raiz da mudança do apoio social ao PT, de acordo com as interpretações correntes.Artigo O surgimento do PSD e o sistema partidário brasileiro(2019) Simoni Junior, Sergio; Ribeiro, Ricardo Mendes; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o Partido Social Democrata (PSD), reconstituindo seu processo de formação, sublinhando atores, estratégias e conjunturas. Analisa o comportamento legislativo na Câmara dos Deputados dos parlamentares que migraram para o partido e explora seu desempenho eleitoral em 2012 e 2014, ressaltando lançamento de candidaturas e o perfil local de votação no partido. Chama atenção para o fato de que a estrutura da competição partidária federal e local conferem lógica aos fenômenos analisados. Além disso, defende que são centrais para entender a formação e força do PSD, e dos demais novos partidos, as decisões e interpretações do Poder Judiciário sobre as leis partidário-eleitorais, elemento não previsto nas teorias comparadas de formação de novos partidos.Artigo Volatilidade eleitoral e sistema partidário : em busca de uma abordagem alternativa(2019) Simoni Junior, Sergio; Tribunal Superior EleitoralAborda a volatilidade eleitoral, ressaltando teoricamente que o comportamento volátil pode ser uma decisão eleitoral racional e que partidos alteram a oferta de candidaturas de forma estratégica. Do ponto de vista empírico, analisa os resultados eleitorais em São Paulo nas eleições para cargos do Executivo, nos anos de 1982 a 2014, verificando se a volatilidade se correlaciona com a escolaridade do eleitorado ao nível das urnas. Os resultados mostram que a volatilidade é causada, em grande medida, por estratégias dos partidos políticos, não se devendo a debilidades do sistema partidário. Além disso, o comportamento flutuante não é atributo de nenhum tipo social específico de eleitor e, portanto, não pode ser imputado aos menos instruídos.Outro Voto no PT nas eleições presidenciais de 2014 : eleitor pobre do Nordeste?(2018) Silva, Thiago Moreira da; Simoni Junior, Sergio; Figueiredo, Argelina Cheibub; Tribunal Superior EleitoralBusca avançar no entendimento da relação entre renda e as disputas presidenciais no Brasil. Inicia com uma constatação básica: as explicações vigentes fazem referência a duas dimensões de análise, a individual e a agregada. No entanto, ao analisar exclusivamente dados geográficos (em nível estadual ou municipal) ou individuais (por meio de survey), os pesquisadores pecam em tomar como equivalentes os votos de pessoas pobres (ricas) e os votos de regiões pobres (ricas). Para Singer (2012), por exemplo, "o realinhamento eleitoral de 2006 significa a mudança de um padrão histórico de comportamento eleitoral das camadas populares no Brasil, em particular no Nordeste".
