Navegando por Autor "Speck, Bruno Wilhelm"
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Artigo Astronomia e reforma política(2013) Speck, Bruno WilhelmTrata das constantes discussões sobre reforma política dentro do cenário nacional, tema constantemente em evidência desde a promulgação da constituição em 1988, além de sua repercussão de mídia. São levantadas diversos aspectos que inviabilizam a efetuação da reforma política.Artigo O bipartidarismo em Cabo Verde : a dinâmica do surgimento dos terceiros partidos e a magnitude dos distritos(2019) Speck, Bruno Wilhelm; Gonçalves, Anilsa Sofia Correia; Tribunal Superior EleitoralExamina o sistema bipartidário, que caracteriza a democracia em Cabo Verde desde 1991, e avalia até que ponto o sistema eleitoral pode ser responsabilizado por esta evolução.Artigo A compra de votos - uma aproximação empírica(2003) Speck, Bruno WilhelmAborda o fenômeno da compra de votos no contexto histórico e apresenta dados de um levantamento empírico realizado através de uma pesquisa de opinião após as eleições municipais no Brasil no ano 2000. São discutidas questões relacionadas ao significado da compra de votos no conjunto das questões ligadas à lisura do processo eleitoral. O texto aborda também os problemas enfrentados na pesquisa em função do assunto abordado e soluções metodológicas encontradas.Artigo Corporate dependence in Brazil's 2010 elections for federal deputy(2016) Mancuso, Wagner Pralon; Figueiredo Filho, Dalson Britto; Speck, Bruno Wilhelm; Silva, Lucas Emanuel Oliveira; Rocha, Enivaldo Carvalho da; Tribunal Superior EleitoralIt identifies factors that help explaining the level of corporate dependence among the candidates. It answers the question in relation to the 2010 elections for federal deputy in Brazil. It tests five hypotheses: 01. right-wing party candidates are more dependent than their counterparts on the left; 02. government coalition candidates are more dependent than candidates from the opposition; 03. incumbents are more dependent on corporate donations than challengers; 04. businesspeople running as candidates receive more corporate donations than other candidates; and 05. male candidates are more dependent than female candidates. Methodologically, the research design combines both descriptive and multivariate statistics. It uses OLS regression, cluster analysis and the Tobit model. The results show support for hypotheses 01, 03 and 04. There is no empirical support for hypothesis 05. Finally, hypothesis 02 was not only rejected, but we find evidence that candidates from the opposition receive more contributions from the corporate sector.Tese Democracia, partidos e eleições : os custos do sistema partidário-eleitoral no Brasil(2009) Campos, Mauro Macedo; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAborda o sistema de financiamento partidário-eleitoral no Brasil a partir da análise das regras que orientam o seu custeio. Trata-se de um estudo que busca mensurar o volume dos recursos despendidos na estruturação financeira dos partidos e das eleições, bem como os benefícios públicos atribuídos a este sistema, tomando como referência as eleições gerais de 2006. De início, busca-se trazer a valores monetários atuais o montante dos recursos públicos destinados ao custeio do sistema partidário-eleitoral e, com isso, ressaltar o impacto de tais recursos na estruturação partidária e no desdobramento das eleições. Foram avaliados os efeitos decorrentes da regra da proporcionalidade no padrão de distribuição dos recursos públicos, o que equivale a dizer que os grandes partidos ficam com o maior quinhão. As análises chamam a atenção, também, para a superioridade, em termos monetários, da participação pública na estruturação e manutenção do sistema partidário-eleitoral, comparada ao setor privado. A participação pública envolve: (a) o financiamento direto, através do fundo partidário; (b) a participação indireta, consubstanciada nos custos midiáticos da divulgação dos programas eleitorais e partidários; (c) a renúncia fiscal, decorrente do abatimento do crédito tributário a que o Estado tem direito, em virtude do tempo disponibilizado pelas emissoras de radiodifusão; (d) a imunidade tributária concedida aos partidos. Somados, tais custos atingiram a cifra de R$6,2 bilhões em 2006. O monopólio partidário quanto ao recebimento desses recursos e benefícios públicos, a autonomia estatutária e o poder discricionário dos partidos (e suas lideranças) para alocar e redistribuir tais recursos são fatores que reforçam o poder partidário na arena eleitoral e suscitam novos questionamentos sobre a suposta debilidade dos partidos na competição eleitoral, vistos sob a ótica do financiamento desse sistema. O trabalho aborda, ainda, o caráter híbrido do financiamento partidário e das eleições, mostrando uma participação cada vez maior do setor privado, notadamente nos períodos eleitorais. Neste último caso, os dados permitiram identificar que a composição das receitas privadas reflete um desvio no grau de proporcionalidade, definido pelas regras e pelo desempenho partidário, portanto, segue uma lógica própria, em função da ausência de restrições legais para a captação de financiamento privado pelos partidos e para a destinação dos recursos captados.Capítulo de livro Dinheiro e sexo na política brasileira : financiamento de campanha e desempenho eleitoral em cargos legislativos(Associação Brasileira de Ciência Política, 2012) Sacchet, Teresa; Speck, Bruno WilhelmArtigo O dinheiro importa menos para os candidatos evangélicos?(2017) Figueiredo Netto, Gabriela; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o impacto do dinheiro sobre o desempenho eleitoral de candidatos em eleições legislativas. Mais especificamente dialogamos com a literatura que analisa se os recursos financeiros importam mais para candidatos com determinados perfis. Para as eleições de 2010 e 2014 para os cargos de deputado federal e estadual, verificamos que, para os candidatos que se apresentam como evangélicos, o dinheiro tem um peso menor para alavancar as campanhas eleitorais. Identificamos esses candidatos através do seu nome de urna, uma técnica usada em pesquisas anteriores. O mecanismo causal que explica esse efeito menor do dinheiro sobre as candidaturas evangélicas é a mobilização do capital simbólico e real das igrejas protestantes. Esse resultado se alinha com outras pesquisas que mostram o valor relativo do dinheiro para alavancar o desempenho nas urnas. Candidatos que dispõem de outros mecanismos para acessar e mobilizar potenciais eleitores, como o apoio institucional da igreja, o acesso aos fiéis e os recursos não contabilizados, dependem menos dos recursos financeiros declarados do que os seus competidores.Artigo Dinheiro, tempo e memória eleitoral : os mecanismos que levam ao voto nas eleições para prefeito em 2012(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o peso do tempo de propaganda e financiamento eleitoral nas disputas majoritárias locais no Brasil. Dialogou-se com a literatura sobre o papel dos recursos financeiros e o tempo de propaganda gratuita nas eleições brasileiras, bem como com os estudos sobre a dinâmica da disputa eleitoral no âmbito municipal. Em termos metodológicos, utilizou-se a regressão linear múltipla e análise de trajetória. A primeira mostra que a votação em 2012 é efeito da memória eleitoral a partir do desempenho do partido em 2008, do volume de recursos financeiros e do tempo de horário eleitoral na campanha de 2012. O peso destes fatores varia em função do tamanho dos municípios. A análise de trajetória permite identificar com mais clareza os mecanismos causais que atuam entre variáveis.Outro Eleições 2014 : uma análise sobre o financiamento de campanha dos candidatos pastores(2015) Figueiredo Netto, Gabriela; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralO crescimento do número de parlamentares evangélicos ao longo das últimas legislaturas acompanha o crescimento populacional de brasileiros evangélicos em todo o Brasil. Esta lógica faz sentido a partir do momento em que o eleitorado evangélico passa a buscar opções de candidatos que possam vir a representar seus interesses no Parlamento em concordância com os princípios da religião, e há também o crescimento de candidatos que se utilizam do discurso da religião para atraírem votos dos fiéis. Os candidatos que se declaram como pastor, por exemplo, já enviesam seu eleitorado-alvo como aqueles pertencentes à religião e tendem a buscar seus votos. O presente trabalho tem como objetivo analisar se os candidatos evangélicos possuem um perfil de arrecadação diferente dos outros candidatos e necessitam de um menor financiamento de campanha para conseguirem se eleger. O objetivo é analisar os candidatos pastores para deputado estadual e federal em todos os estados na eleição de 2014 em contraposição com os outros candidatos.Artigo Estudo exploratório sobre filiação e identificação partidária no Brasil(2015-12) Speck, Bruno Wilhelm; Braga, Maria do Socorro Sousa; Costa, Valeriano; Tribunal Superior EleitoralRecupera a discussão dos conceitos de filiação partidária e identificação partidária na Ciência Política contemporânea e analisa os respectivos dados a partir dos resultados do Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB) de 2014. Analisamos os dados sobre a filiação partidária e a identificação partidária, primeiro através de inferências descritivas a respeito da distribuição das variáveis na amostra do ESEB, depois avaliando o poder explicativo das variáveis para entender diferentes dimensões do comportamento e das atitudes políticas dos entrevistados. Identificamos três tipos de filiados: (i) os filiados sem empatia por um partido; (ii) os que tem empatia pelo partido ao qual estão filiados (50%) e (iii) os que apresentam empatia por um outro partido. Esses resultados indicam a necessidade de explorar diferentes dimensões da filiação partidária em futuras pesquisas. Em relação à identificação partidária, verificamos que ela contribui para explicar a probabilidade de filiação e de se engajar em diferentes formas de ativismo político. A variável identificação partidária também ajuda prever o comparecimento eleitoral. Os fenômenos da filiação partidária e da identificação partidária, pouco valorizados na Ciência Política brasileira, apresentam padrões consistentes e são ferramentas importantes para entender o comportamento político dos cidadãos. Futuras pesquisas devem dedicar mais atenção a esses fenômenos.Capítulo de livro Financiamento de campanhas de homens e mulheres candidatos a deputado estadual e deputado federal nas eleições gerais de 2010 no Brasil(Universidade Estadual de Campinas, 2012) Speck, Bruno Wilhelm; Sacchet, Teresa; Santos, Fernando Henrique dos; Tribunal Superior EleitoralOutro Financiamento dos diretórios nacionais dos partidos políticos no Brasil : uma análise das doações privadas para as organizações partidárias entre 1998 e 2014(2015) Speck, Bruno Wilhelm; Campos, Mauro Macedo; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o financiamento privado dos diretórios nacionais dos partidos políticos no período de 1998 a 2014. Ele tem em primeiro lugar caráter descritivo, uma vez que ao contrário dos dados sobre o financiamento eleitoral as informações sobre o financiamento das organizações partidárias não estão disponíveis em formato de bancos de dados pela justiça eleitoral. Comparou-se primeiro o financiamento privado das organizações partidárias com as outras fontes de financiamento destas mesmas organizações para depois descrever a distribuição das doações privadas entre diferentes siglas partidárias. No terceiro passo mostra-se através da análise linear múltipla que a distribuição dos recursos entre vários diretórios nacionais pode ser explicada a partir da ocupação da presidência e do desempenho nas últimas eleições. O perfil ideológico e a participação no governo não apresentam a influencia esperada sobre os volumes arrecadados pelos respectivos partidos.Outro Financiamento eleitoral e representação política : o peso do dinheiro e o desequilíbrio de gênero nas esferas legislativas(2010) Sacchet, Teresa; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralArtigo Financiamento eleitoral, representação política e gênero : uma análise das eleições de 2006(2012) Sacchet, Teresa; Speck, Bruno WilhelmCompara a arrecadação de campanha de mulheres e homens candidatos aos cargos de deputados federal e estadual no pleito de 2006, no Brasil. Com base em análise de dados desagregados por sexo a partir do banco estatístico do Tribunal Superior Eleitoral foi considerado se mulheres e homens têm arrecadações distintas de financiamento de campanha, e em que medida este pode constituir-se em um fator explicativo para o baixo desempenho eleitoral delas. Os dados evidenciam que as mulheres têm arrecadações de campanha significativamente menores que a dos homens, e que dada a alta correlação existente entre financiamento e sucesso eleitoral, este pode ser um dos elementos centrais para explicar o seu baixo desempenho eleitoral.Artigo Financiamento empresarial na eleição para deputado federal (2002-2010) : determinantes e consequências(2015) Mancuso, Wagner Pralon; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAnalisa fatores que influenciam o financiamento eleitoral empresarial para candidatos a deputado federal no Brasil. O artigo também analisa a importância do financiamento eleitoral empresarial para o desempenho eleitoral. Focalizando as eleições realizadas entre 2002 e 2010, concluímos que o financiamento eleitoral empresarial é afetado por fatores de natureza política (capital político, ideologia partidária, estrutura partidária e pertença do partido à coalizão do governo) e por características dos candidatos (gênero, escolaridade e ocupação). Concluímos também que o financiamento eleitoral empresarial favorece fortemente o desempenho eleitoral dos candidatos, que também é beneficiado por outros fatores tais como capital político, estrutura partidária e escolaridade.Outro Financiamento, capital político e gênero : um estudo de determinantes do desempenho eleitoral nas eleições legislativas brasileiras de 2010(2012) Speck, Bruno Wilhelm; Mancuso, Wagner Pralon; Tribunal Superior EleitoralArtigo A "força" das oposições nas assembleias legislativas brasileiras(2012) Speck, Bruno Wilhelm; Bizzarro Neto, Fernando AugustoAnálise da oposição no contexto do parlamento, mais especificamente nos estados brasileiros. Os autores buscam analisar a força das oposições nas Assembléias Legislativas na legislatura 2007-2011, medida a partir da ocupação de cadeiras e de cargos no interior da estrutura decisória dos legislativos.Artigo Game over : duas décadas de financiamento de campanhas com doações de empresas no Brasil(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralApós duas décadas com eleições realizadas sob a influência de doações empresariais, o Brasil mudou o sistema de financiamento de campanhas, com resultados incertos para a competição política futura. Vários atores participaram ativamente deste processo de reformulação que se cristalizou em duas decisões tomadas no mesmo mês de setembro de 2015. O Supremo Tribunal Federal (STF), instância competente para o controle da constitucionalidade das leis, decidiu pela inconstitucionalidade das doações de empresas a partidos e candidatos nas campanhas eleitorais. No mesmo mês entrou em vigor a lei 13.165/15 modificando o financiamento eleitoral e realizando outras modificações no sistema eleitoral. Tudo indica que estamos em um momento de transição entre dois modelos de financiamento. As empresas, responsáveis por três quartos do custeio das campanhas, não poderão mais aportar recursos. Resta saber em quais fontes o novo modelo repousará. Este texto apresenta um balanço sobre o sistema de financiamento das campanhas nas duas décadas passadas dando ênfase à forte participação das empresas, recapitula o processo de discussão e aprovação da reforma em 2015 e avalia o impacto dos pontos mais importantes da reforma sobre a competição política no Brasil.Capítulo de livro Grupo de pesquisa 2 : partidos políticos : apresentação geral(2024) Speck, Bruno Wilhelm; Ribeiro, Pedro Floriano; Tribunal Superior EleitoralArtigo Identificação partidária e voto. As diferenças entre petistas e peessedebistas(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Balbachevsky, ElizabethAnalisa o impacto da identificação partidária sobre o comportamento eleitoral no Brasil. Usamos dados do Eseb realizado em 2014 com uma amostra representativa de eleitores de âmbito nacional. Em relação aos outros trabalhos a respeito do impacto da identificação sobre o voto, inovamos em dois aspectos. Primeiro, não nos limitamos à análise do voto para presidente, mas incluímos o voto para todos os cargos em disputa em 2014. Segundo, mostramos que a identificação partidária não atua da mesma forma sobre todos os eleitores identificados com um mesmo partido. Mostramos que partidários do PT são mais coerentes no seu voto para presidente quando têm maior nível de instrução, ao passo que os partidários do PSDB são mais fiéis na mesma questão quando têm baixa instrução. Da mesma forma, petistas são fiéis na hora de votar no presidente, enquanto os peessedebistas votam com seu partido na hora de escolher governadores e senadores. Finalmente, nossa análise identificou um padrão complexo entre as variáveis educação, aqui tomada como proxy dos recursos cognitivos do eleitor, identidade partidária e decisão de voto. Essa última contribuição leva a discussão sobre a identificação partidária no Brasil para além das questões sobre sua presença ou ausência no eleitorado, e sua relevância para entender a decisão de voto, que são as abordagens dominantes na literatura que trata do tema.
