Chile

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    Alternância partidária e mudança política na Presidência da República : o caso do Chile
    (2017) Cunha, Lucas; Tribunal Superior Eleitoral
    Tem por objetivo analisar efeitos de alternâncias partidárias na Presidência da no Chile no período do chamado 'giro à esquerda'. Pretende-se estudar o impacto da alternância ideológica à esquerda na dinâmica presidencial, compreendido como o fortalecimento das redes vinculadas à presidência. Há um conjunto de estudos que analisam a alternância ideológica recente na América Latina. Há também uma literatura sobre presidências, que analisa os processos de tomada de decisão internos. Não há, no entanto, um diálogo entre tais literaturas. A proposta do artigo inova no sentido de conjugar duas literaturas que pouco ou nada dialogam entre si. A literatura sobre left turns destaca os elementos da insatisfação dos eleitores com reformas pró-mercado adotadas nos anos de 1990. Já a literatura sobre presidências discute evidências sobre como presidentes governam e de que maneira estruturam os órgãos e redes de assessoramento presidencial. Há nessa literatura um destaque para temas relacionados ao processo de centralização da tomada de decisão presidencial, delegação de atribuições para a burocracia e o processo de burocratização, institucionalização e centralização. A hipótese a ser verificada é se há fortalecimento das estruturas da presidência em governos de esquerda. A metodologia se caracteriza como uma ferramenta que busca fazer inferências causais válidas. Pretende-se traçar um histórico do processo político chileno apontando possíveis relações causais existentes entre alternâncias ideológicas após o ano 2000 e alterações na presidência. Os resultados indicam uma dinâmica de aumento e autonomização do staff presidencial em governos da Concertación, quando comparados ao governo da Alianza
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    O Partido Socialista nos 20 anos de Concertación : organização, objetivos e mudança partidária (Chile, 1989-2009)
    (2010) Oliveira, Augusto Neftali Corte de; Tribunal Superior Eleitoral
    Apresenta um panorama da participação do Partido Socialista nos 20 anos em que a Concertación venceu sucessivas eleições presidenciais no Chile, sendo as duas últimas com candidatos do próprio partido. Inserindo-se no debate da ciência política sobre a organização, os objetivos e a mudança partidária, recorre à literatura acadêmica específica sobre o caso, documentos do PS e da Concertación e matérias em periódicos jornalísticos. Especificamente, o artigo analisa a influência do sistema político chileno e da sustentação da Concertación sobre o PS e seus grupos internos, que acarretaram em mudanças organizacionais e programáticas no partido a partir do governo Lagos. Estas mudanças desvirtuaram as características organizacionais que permitiram ao PS reagir a situações adversas no passado, impediram a inovação e levaram à secessão que favoreceu a derrota da Concertación nas eleições de 2009-2010. Palavras chaves: Chile, Partido Socialista, Concertación.
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    As centro-esquerdas e o realinhamento dos sistemas partidários no Cone-Sul : Argentina, Brasil,Chile e Uruguai
    (2012) Santos, Fernando Henrique dos; Tribunal Superior Eleitoral
    Visamos a uma análise das transformações nos sistemas partidários no cone sul: Argentina, Brasil, Uruguai e Chile, a partir das transições para democracia até os dias atuais. Para isso, a pesquisa se ancora nos referencias teóricos presentes nos trabalhos de Sartori (1982), Mainwaring e Scully(1995) e Mainwring e Torcal (2009). Nesse processo, enfatizaremos a importância e crescimento das esquerdas institucionais passando a se constituir como principais atores da disputa política; são esses partidos (e coalizões) de esquerda: Partido dos Trabalhadores (Brasil), Partido Justicialista (Argentina), Concertación (Chile) e Frente Amplio (Uruguai).Procuramos, constituir a estratégias que lhes permitiram sucesso eleitoral, tais como a prática de coalizões. Por outro lado, buscar-se-á destacar as diferenças desses frente a outras esquerdas mais radicais atuantes no continente.
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    Os governos progressistas no Cone Sul : semelhanças e diferenças ideológicas
    (2015) Marques, Teresa Cristina Schneider; Oliveira, Augusto Neftali Corte de; Tribunal Superior Eleitoral
    Nos últimos quinze anos, a América Latina passou por uma verdadeira transformação política a partir da eleição de presidentes considerados progressistas. Entre os países nos quais se verifica essa transformação, destacamos os países do Cone Sul que passaram por regimes autoritários ao longo do século XX: Chile, Brasil, Argentina e Uruguai. Este fenômeno eleitoral e as políticas adotadas pelos novos governos reascenderam o debate sobre os limites das mudanças políticas e econômicas compatíveis com a democracia liberal. Uma discussão importante na literatura da Ciência Política procura identificar nestas experiências suas caraterísticas ideológicas e programáticas, em antagonismo a práticas consideradas populistas e clientelistas. A pesquisa contribui com esta discussão a partir da análise de 13 programas de governo dos 4 países da América Latina acima referidos. São identificadas as principais iniciativas de políticas econômicas propostas pelas candidaturas presidenciais, revelando as similitudes e diferenças ideológicas que existem entre elas. Desta forma, a pesquisa revela que existem padrões ideológicos entre os presidentes progressistas da América Latina.
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    O Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil e o Partido Socialista (PSCH) no Chile : a nova face da social-democracia latino-americana
    (2006) Silva, Rodrigo Freire de Carvalho e; Tribunal Superior Eleitoral
    Tem como objeto as transformações ideológicas pelas quais vêm passando o Partido Socialista do Chile e o brasileiro Partido dos Trabalhadores. Suas participações nos governos dos seus respectivos países - experimentando uma combinação de ortodoxia econômica com gastos públicos elevados nas áreas sociais - são particularmente analisadas, focando no seu impacto sobre a identidade destes partidos.
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    Os governos de esquerda e os impasses à democracia participativa : os casos do Brasil, Chile e Venezuela
    (2017) Fukushima, Kátia Alves; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa se houve avanços dos governos de esquerda, especificamente, os governos de Lula no Brasil (2003-2010), de Chávez na Venezuela (1999-2013) e de Bachelet no Chile (2006-2010) na conformação de um modelo de democracia participativa. A base teórica da presente pesquisa é a obra de Macpherson (1977) "The life and times of liberal democracy" que compreende a democracia liberal e a democracia participativa como termos complementares. De acordo com esta perspectiva teórica, a democracia participativa é entendida como o aperfeiçoamento da democracia liberal, pressupondo uma sociedade ativa e menos desigual, em que o cidadão tem oportunidades para desenvolver suas capacidades e participar cada vez mais do processo decisório. Para tanto, utiliza-se a análise comparada a partir de duas dimensões: a) a correlação de forças políticas e econômicas e; b) os recursos políticos. Ao comparar os três governos a partir dessas duas dimensões, observou-se a configuração de um "governo de rupturas" (governo Chávez), de um "governo moderado" (governo Lula) e de um "governo de continuidades" (primeiro mandato de Bachelet). As conclusões obtidas a partir dos dados sobre participação mostram que o "governo de continuidades" de Bachelet se manteve mais próximo da "democracia de equilíbrio" em que a soberania popular está restrita à arena eleitoral enquanto o "governo de rupturas" de Chávez se aproximou mais da democracia participativa. Já o "governo moderado" de Lula se posicionou em um ponto intermediário entre os dois casos.
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    Da oposição ao governo : uma análise comparada das mudanças ocorridas no Partido dos Trabalhadores (PT), na Frente Ampla (FA) e no Partido Socialista do Chile (PSCh)
    (2016) Melo, Carlos Ranulfo; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa a chegada da esquerda ao governo abordando o problema sob outro ângulo: o impacto de tal evento sobre os partidos que estiveram à frente do processo. São comparados os casos do Partido dos Trabalhadores (PT), da Frente Ampla (FA) e do Partido Socialista de Chile (PSCH). O PSCh, no interior da Concertación, esteve à frente da presidência chilena entre 2000 e 2009 e, posteriormente, de 2014 em diante. O PT ocupou o Executivo federal brasileiro desde entre 2003 e 2016, ao passo que a FA obteve sua primeira vitória em 2004 e mantem-se até os dias de hoje na condução de seu país.