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Artigo Propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras(2015) Borba, Felipe; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras. Tema de extrema relevância tendo em vista que a literatura recente vem sugerindo que o tom das campanhas tem consequências importantes para a decisão do voto, a participação política e o nível de informação dos eleitores. Entretanto, a maior parte desses estudos interesse pelos efeitos da comunicação política, a propaganda negativa não se consolidou como agenda de pesquisa. A revisão da literatura registra produção esparsa e com resultados pouco consistentes. Este artigo busca superar parte dessa lacuna ao oferecer análise histórica da propaganda negativa veiculada no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral nas eleições presidenciais de 1989 a 2014 (primeiro e segundo turnos). O foco central é contribuir para o debate sobre os determinantes da campanha negativa dentro de um contexto multipartidário e altamente regulamentado. Os resultados indicam que o percentual médio de propaganda negativa é baixo no Brasil, sendo a estratégia usada principalmente no segundo turno, nos anos com reeleição e por candidatos em desvantagem nos índices de intenção de voto contra o líder. Ao todo, são analisadas 123 horas de propaganda eleitoral.Artigo Quem (não) confia nas urnas eletrônicas?(2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior EleitoralOutro As torcidas antifascistas no Brasil : um estudo sobre o ativismo online nas eleições de 2018(2020) Borba, Felipe; Borges, Nathalia; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a militância das torcidas antifascistas nas eleições de 2018 pela lente do movimento ciberativista. Para isso, foi observado conteúdo das postagens feitas nas páginas do Facebook destas torcidas durante todo o período eleitoral. Objetiva-se identificar, através destas publicações, como foi feita a interseção com o público dentro de cada página e revelar quais os tipos de postagens que se destacaram nesta relação. A metodologia da pesquisa contou com a análise do conteúdo das postagens nas páginas das torcidas antifascistas de 18 clubes que participaram da primeira divisão do campeonato brasileiro de 2018. A coleta de dados vai do dia 16 de agosto de 2018, início do período eleitoral, até o dia 28 de outubro do mesmo ano, fim do segundo turno das eleições. Os resultados apontam para uma variedade nos tipos de publicação. Ao mesmo tempo em que as torcidas reportavam notícias sobre as campanhas, divulgavam abaixo assinados, compartilhavam resultados de pesquisas de intenção de votos e imagens de humor, elas também convocavam seus seguidores para manifestações fora da rede. Acredita-se que dentro do Facebook as torcidas conseguiram proporcionar um espaço de diálogo com sua audiência devido, dentre outros fatores, às convicções ideológicas que as fundamentam e o ponto em comum do time de futebol.Artigo Propaganda negativa na campanha presidencial em 2014. Ou como tudo que é frágil se desmancha no ar(2015) Borba, Felipe; Veiga, Luciana Fernandes; Martins, Flávia Bozza; Tribunal Superior EleitoralAnalisa como a propaganda negativa de Dilma Rousseff contra seus adversários foi fundamental para assegurar a sua reeleição dentro de um contexto político marcado por forte sentimento de mudança. Busca mostrar como as intenções de voto, assim como as taxas de rejeição de Aécio Neves e Marina Silva, flutuaram no decorrer da campanha mediante os ataques feitos pela presidente com base na análise de quatro grupos focais realizados no Rio de Janeiro, entre os dias 29 e 30 de setembro, com eleitores das classes C e B. A análise mostra que a propaganda negativa ofereceu um arsenal de argumentos que foram assimilados e processados pelos eleitores com intenção de voto volátil ou indecisos e tiveram impacto na decisão final do voto. A propaganda negativa contra Marina Silva serviu para descredenciar o seu programa de governo e a atitude da candidata. No caso dos ataques contra Aécio Neves, eles reforçaram atitudes já presentes no eleitorado e ajudaram a desconstruir sua imagem como gestor em Minas Gerais. Finalmente, o artigo procura contribuir para o conhecimento sobre os determinantes da propaganda negativa ao incluir como razões para a utilização dessa estratégia a força relativa do governante segundo a sua popularidade.
