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    Artigo
    Campanhas eleitorais em sociedades midiáticas : articulando e revisando conceitos
    (2004-06) Ribeiro, Pedro Floriano; Tribunal Superior Eleitoral
    Busca elucidar as razões e significados assumidos pelas campanhas eleitorais em momentos decisivos das democracias de público contemporâneas. O uso intensivo de pesquisas e do marketing, a centralidade dos meios de massa, a profissionalização dos participantes, a personalização e o uso de apelo publicitário sedutor-emotivo emergem como as principais características das campanhas eleitorais modernas; tais aspectos só podem ser corretamente apreendidos em seus atributos e fatores causais se se conferir especial atenção às alterações mais profundas e significativas que as antecederam e que fizeram emergir o que aqui chamamos de "sociedades midiáticas". Nessas sociedades, a videopolítica sartoriana assume papel fulcral, inclusive para a operacionalização da nova forma de governo representativo nelas dominante, qual seja, a democracia de público. Este artigo conclui - na contramão daqueles que enxergam as campanhas modernizadas como obras de políticos apolíticos e publicitários oportunistas - que os novos modos do agir político representam apenas a ponta de um iceberg que possui em sua base transformações de ordem societal, política e tecnológica muito mais profundas.
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    Artigo
    Robert Michels e a oligarquia do Partido dos Trabalhadores
    (2009) Ribeiro, Pedro Floriano
    Quem diz organização, diz oligarquia. Essas palavras de Michels resumem sua lei de ferro da oligarquia, que aponta a inevitabilidade da oligarquização da direção em qualquer organização de massa / especialmente sindicatos e partidos operários. O artigo procura identificar a ocorrência desse processo em um partido que, segundo seus militantes e muitos analistas, seria imune à lei de ferro. Focalizando a oligarquização como processo de formação de uma aristocracia partidária quase inamovível, os índices de Schonfeld foram aplicados para mensurar o grau de estabilidade dos dirigentes petistas no Diretório e Executiva Nacionais, e no núcleo da Executiva (cargos centrais), entre 1980 e 2009. Embora com algumas peculiaridades, a aplicação desses indicadores ao caso petista não deixa dúvidas: perto de completar seu centenário, a lei de ferro de Michels mantém-se robusta e atual.
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    Organização e estrutura decisória dos maiores partidos brasileiros : uma análise dos estatutos
    (2010) Ribeiro, Pedro Floriano; Tribunal Superior Eleitoral
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    Instituições, modernização e party membership em novas democracias : uma análise comparada entre Brasil e México
    (2017) Ribeiro, Pedro Floriano; Locatelli, Luís Gustavo Bruno; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa comparativamente os impactos das variáveis sistêmicas (ou ambientais) sobre a party membership de Brasil e México em contexto subnacional (estados). Ambos os países apresentam organizações partidárias multinível, elevados níveis de filiação (11% e 8,3% do eleitorado) e também partilham semelhanças tanto institucionais (presidencialismo, federalismo e multipartidarismo) como econômicas (profundas assimetrias regionais e de renda). Há três frameworks explicativos principais sobre os fatores que impactam na filiação: o mais disseminado, vinculado à teoria da modernização, destaca a influência de elementos socioeconômicos e o acesso à informação política. O segundo, também vinculado ao paradigma da modernização, destaca o estabelecimento dos vínculos clientelistas na relação partidos, Estados e sociedade (Norris, 2002). O terceiro destaca a influência das variáveis institucionais, como tipos de regime, governo, ciclos eleitorais e a polity size (Janda e Harmel, 1982; Bartolini 1988; Weldon 2006; Ribeiro e Locatelli, 2016). As hipóteses são: a) quanto maior a polity subnacional, menor o nível de filiação; b) quanto maior a quantidade de funcionários públicos e de political appointees no estado, maior o nível de filiação, devido ao fenômeno da patronagem; c) estados que apresentam menores PIB per capita, IDH e acesso à televisão possuem maiores níveis de filiação, devido à predominância do clientelismo e de formas tradicionais de campanha. Realizando testes estatísticos a partir de dados oficiais, o paper conclui que nenhum dos modelos teóricos, isoladamente, é capaz de explicar as variações nos níveis de filiação. Os fatores contextuais, explorados aqui, devem ser complementados por variáveis organizacionais (party-level) e no nível individual (surveys).
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    Partidos políticos como organizações de filiados : os militantes petistas e tucanos em São Paulo
    (2017) Locatelli, Luís Gustavo Bruno; Ribeiro, Pedro Floriano; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga os militantes do PT e do PSDB no estado de São Paulo, comparando os membros e os membros jovens - enfatizando "partyontheground". A finalidade é suprir dois hiatos da atual literatura: primeiro, contribuir para a compreensão dos partidos paulistas como organizações de filiados, analisando o seu perfil, motivações e interesses no interior dos partidos políticos. Para isso, apoiado, de um lado, no Modelo do Engajamento Cívico os constrangimentos sociais vinculados à participação; e do outro, nos Modelo Geral dos Incentivos e Modelo Tricotômico do Engajamento, avaliando os tipos de membros e a intensidade de participação conforme os seus interesses. Segundo, determinar os impactos das relações entre os jovens e as instituições democráticas, analisando comparativamente suas ressonâncias na função representativa dos partidos. Para isso, foram utilizados dois surveys realizados com militantes (2013) e com militantes jovens (2015) de ambos os partidos, além de alguns documentos partidários. Os principais achados apontam para disparidade de recursos cívicos dos membros e membros jovens frente ao eleitorado e a predominância da mobilização de intensidade via incentivos coletivos de participação no caso dos jovens petistas, e eficácia da ação individual no caso dos tucanos.