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Navegando por Autor "Mundim, Pedro Santos"

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    Artigo
    Cientistas políticos, comunicólogos e o papel da mídia nas teorias da decisão do voto
    (2010) Mundim, Pedro Santos
    Há cerca de 12 anos, Rubim e Azevedo identificaram que o grande entrave para o desenvolvimento das pesquisas sobre comportamento eleitoral e mídia, no Brasil, era a falta de diálogo entre nossos comunicólogos e cientistas políticos. Esse problema persiste até hoje. Neste artigo, argumento que uma solução para tal impasse encontra-se na maneira como as principais teorias sobre comportamento político abordam, ou permitem a discussão, do papel da mídia no processo de decisão do voto. Por um lado, a incorporação desse referencial teórico, um dos campos de pesquisa mais tradicionais da Ciência Política, permitiria aos comunicólogos uma interpretação mais abalizada sobre o papel da mídia nos resultados eleitorais. Por outro, a incorporação da mídia como uma variável importante para as análises da decisão do voto, feitas pelos cientistas políticos, daria a devida relevância ao mecanismo de disseminação de informações mais importante da cena política contemporânea.
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    Outro
    Do ópio do povo ao estopim de insatisfações : Copa do Mundo e popularidade presidencial no Brasil
    (2018) Mundim, Pedro Santos; Silva, Gleice Meire Almeida da; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa a relação entre a opinião pública e a Copa do Mundo no Brasil a partir dos dados de pesquisas de opinião quantitativas e qualitativas realizadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República entre 2013 e 2014. As análises sugerem que o aumento da criticidade dos cidadãos e a frustração com expectativas futuras de serviços públicos essenciais como saúde e educação impactaram diretamente na visão dos brasileiros sobre o evento e na aprovação do governo do Governo Federal. Em meio a um conjunto de manifestações no país, os torneios da Fifa passaram da ideia de "ópio do povo" para um símbolo canalizador de insatisfações da população. Ao invés de ampliar a popularidade e facilitar os ganhos eleitorais em 2014, a Copa do Mundo colocou em risco o capital político das lideranças políticas brasileiras.
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    Artigo
    Imprensa e voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006
    (2012) Mundim, Pedro Santos; Tribunal Superior Eleitoral
    Apresenta os resultados de uma pesquisa sobre os efeitos da cobertura da imprensa no voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006. Argumenta-se que ela foi um fator importante em ambos os pleitos. A variável dependente é formada pelas séries históricas de intenção de voto dos principais candidatos: Lula (Partido dos Trabalhadores), Serra (Partido da Social Democracia Brasileira), Garotinho (Partido Socialista Brasileiro) e Ciro (Partido Popular Socialista) em 2002, e Lula, Alckmin (Partido da Social Democracia Brasileira), Heloísa Helena (Partido Socialismo e Liberdade) e Cristovam Buarque (Partido Democrático Trabalhista) em 2006. A principal variável explicativa é a cobertura eleitoral de quatro grandes jornais do país: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Completam o modelo as seguintes variáveis de controle: propaganda partidária dos candidatos, o Horário Político Gratuito Eleitoral no 1º e 2º turnos, os debates presidenciais e o índice de popularidade presidencial. Os modelos foram estimados via MQO. Os resultados dos testes indicam que, em 2002, a cobertura da imprensa de Lula e Ciro Gomes foi uma das responsáveis pela variação observada nas suas respectivas intenções de voto. Em 2006, a dinâmica foi um pouco mais complexa. Apenas as intenções de voto em Heloísa Helena foram afetadas por sua própria cobertura. A princípio, é surpreendente que a cobertura extremamente negativa de Lula não tenha lhe custado votos. Mas ela teve um impacto indireto, e importante, para Alckmin e Cristovam Buarque. Como esse impacto foi maior durante o escândalo do dossiê tucano, pode-se afirmar que a cobertura da imprensa contribuiu decisivamente para a ocorrência do 2º turno na última eleição presidencial. Esses resultados mantêm-se mesmo quando se analisam os votos de eleitores de grupos de escolaridade distintos, um controle para os diferentes níveis de exposição aos jornais.
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    Artigo
    Um modelo para medir os efeitos da cobertura da imprensa no voto : teste nas eleições de 2002 e 2006
    (2010) Mundim, Pedro Santos
    Apresenta a construção e o teste de um modelo voltado para medir o efeito da cobertura da imprensa no voto dos eleitores. O período de análise são as eleições presidenciais de 2002 e 2006. A variável dependente são as séries históricas de intenção de voto dos principais candidatos. A variável explicativa de maior interesse foi construída a partir da análise de conteúdo da cobertura eleitoral de quatro grandes jornais do país: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Os resultados dos testes indicaram que o modelo funcionou satisfatoriamente e que a cobertura da imprensa foi, sim, um fator importante das disputas eleitorais de 2002 e 2006. Em ambos os pleitos as intenções de voto de seis dos oito principais candidatos ao cargo de Presidente da República foram afetadas pelos fluxos de informação provenientes da cobertura da imprensa.
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    Artigo
    O papel da imprensa na construção da agenda eleitoral
    (2009) Mundim, Pedro Santos
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    Artigo
    Qual foi o papel das variáveis midiáticas na eleição presidencial de 2010?
    (2011) Bezerra, Heloísa Dias; Mundim, Pedro Santos
    Apresenta os resultados de um estudo preliminar sobre os efeitos de variáveis midiáticas no processo de decisão do voto dos brasileiros para a eleição presidencial de 2010. Os resultados de modelos logísticos multinomiais estimados com os dados do ESEB 2010 sugerem que duas das cinco variáveis midiáticas utilizadas - debates e atenção política - influenciaram o voto dos eleitores a favor de Serra, e contra Dilma, respectivamente no 1º e no 2º turnos da eleição. Ao mesmo tempo, outras duas variáveis apresentaram resultados contra intuitivos: a maior exposição aos jornais impressos e ao programa Brasil Urgente aumentavam a probabilidade de o eleitor preferir abster-se, votar em branco ou nulo do que votar em Dilma. Ainda que esta seja uma análise inicial, esses resultados estão mais em sintonia com as visões que defendem um papel mais ativo da mídia durante as eleições do que com aquelas que defendem a sua irrelevância.
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    Artigo
    Social networks and mobile instant messaging services in the election of Jair Bolsonaro as president of Brazil in 2018
    (2023) Mundim, Pedro Santos; Vasconcellos, Fábio; Okado, Lucas; Tribunal Superior Eleitoral
    Estudos que utilizaram dados de survey para analisar as razões da eleição de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil em 2018 destacaram fatores como ideologia conservadora, antipetismo (ressentimento contra o Partido dos Trabalhadores Brasileiros) e populismo. Em todos eles, as variáveis midiáticas são tratadas de maneira superficial, como se seu papel na política e nas eleições fosse simplesmente "entregar a mensagem" aos eleitores. Contestamos essa visão de que a mídia desempenhou um papel secundário nas decisões dos eleitores, ao enfatizar os efeitos das redes sociais e dos aplicativos de troca de mensagens instantâneas. Com base nos dados do Estudo Eleitoral Brasileiro, mostramos que o uso do Facebook, WhatsApp e YouTube como fontes de informação política quase dobrou as chances de voto em Bolsonaro. Isso os coloca em um nível de importância semelhante ao de outras variáveis, como o discurso anti-pluralista, valores religiosos e ideologia de direita.
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    Artigo
    The world cup and presidential popularity in Brazil
    (2019) Mundim, Pedro Santos; Silva, Gleice Meire Almeida da; Tribunal Superior Eleitoral
    It analyzes the relationship between public opinion and the World Cup in Brazil with reference to data from quantitative and qualitative opinion polls conducted by the Office of the Secretary of Communication of the Presidency of the Republic. These analyses suggest that an increasingly critical view on the part of citizens as well as frustration with expectations vis-à-vis essential public services such as health and education had a direct impact on Brazilians' views of the event and their (dis)approval of the Federal Government. Amid a series of demonstrations in 2013 and 2014, the World Cup was transformed from a classic case of bread and circuses into a catalyst for popular dissatisfaction. Instead of a popularity boost and a smooth path to re-election in 2014, Brazilian political leaders found themselves scrambling to deal with the legacy of a World Cup own goal.
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    Tese
    O Twitter nas campanhas eleitorais : novos desafios para os atores políticos em Goiás
    (2014) Fernandes, Luiz Carlos do Carmo; Mundim, Pedro Santos; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa as transformações ocorridas na comunicação política-eleitoral a partir da aprovação da Lei n°12.034/2009 - que regulamentou de forma detalhada o uso da internet como ferramenta de comunicação política no processo eleitoral brasileiro, por meio de um recorte regional. Ou seja, entender como atores políticos de Goiás estão enfrentando os desafios impostos, principalmente pelo uso das redes sociaison-line nas campanhas eleitorais - o objeto de estudo é o Twitter, cujo uso foi analisado nas campanhas eleitorais de 2010 e de 2012. Para isso, foram utilizadas técnicas tradicionais da sociologia e novas possibilidades trazidas pela análise de redes sociais on-line, reunindo pesquisa etnográfica on-line, entrevistas qualitativas on-line, análise de conteúdo de tuites e pesquisa com a utilização de ferramentas da internet. Os resultados finais deste estudo sugerem que o uso das redes sociais on-line em campanhas políticas ampliou a agenda e as formas de se comunicar com a sociedade e passou a exigir, dos atores políticos, uma presença nas redes sociais on-line cada vez mais atenta e duradoura. Os temas abordados no período eleitoral foram ampliado, embora continue prevalecendo a própria campanha e as propostas de políticas públicas. Já em relação ao discurso foi possível verificar uma maior alteração: informação/notícia, agradecimentos e pedido de voto/apoio, praticamente dominantes no Twitter em 2010 e 2012, não eram estratégias discursivas importantes até 2006 na propaganda eleitoral. Portanto, as transformações políticas decorrentes o uso da internet e das redes sociais on-line nas campanhas eleitorais em Goiás podem ser percebidas na temática, no discurso, nas estratégias. Mas não ainda no comportamento dos atores e das instituições políticas. Somente no decorrer das próximas campanhas será possível verificar se as exigências da nova ferramenta de comunicaçãopolíticaafetarão os atores e as organizações políticas de modo a obrigá-los a mudar suas condutas durante as campanhas eleitorais, como também fora delas.
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    Artigo
    O viés da cobertura política da imprensa nas eleições presidenciais brasileiras de 2002, 2006 e 2010
    (2018) Mundim, Pedro Santos; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o viés da cobertura política da imprensa nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010, a partir da análise de conteúdo dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Como primeira hipótese, avalia se o espaço concedido aos candidatos nos jornais estaria em desacordo com sua importância política ou sua posição na disputa eleitoral. Mas como esses critérios não garantem, necessariamente, um equilíbrio na cobertura, a segunda hipótese avalia se existe diferença significativa na cobertura realizada pelos jornais, a partir de um índice de viés de cobertura anti-PT. Os testes estatísticos utilizados foram causalidade de Granger, ANOVA e HSD de Tukey. Embora exista viés na cobertura da imprensa, principalmente no conteúdo opinativo, as análises rejeitaram a existência de um padrão claro e sistemático de preferência por um determinado partido ou candidato nas páginas dos jornais.
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