Navegando por Autor "Pereira, Frederico Batista"
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Artigo A estabilidade e a efetividade da preferência partidária no Brasil(2014) Pereira, Frederico BatistaUtiliza dados de pesquisa de opinião em painel coletados ao longo de 2002 em Caxias do Sul (RS) e Juiz de Fora (MG) para testar em que medida a preferência partidária é uma atitude estável e efetiva entre os eleitores brasileiros que a declaram. As análises focalizam os eleitores do Partido dos Trabalhadores. A questão que move o artigo é até que ponto a preferência partidária pode ser vista como uma causa do voto para presidente no Brasil. Duas perspectivas são contrastadas em busca da resposta para essa questão. A primeira defende que, ainda que restrita a uma parcela minoritária do eleitorado, a preferência partidária constitui uma atitude forte. Para a segunda perspectiva, a preferência partidária é, de maneira geral, uma atitude instável que emerge durante o período eleitoral, provavelmente em virtude da campanha e da identificação do eleitor com os candidatos. Os resultados das análises mostram que grande parte do petismo manifestado nas pesquisas de opinião em outubro se deve à saliência da eleição presidencial e tende a desaparecer posteriormente, além de ser menos importante para a escolha de candidatos para outros cargos em disputa. Além disso, esse petismo instável é mais comum entre eleitores menos politicamente envolvidos e sofisticados.Sumário de livro Legitimidade e qualidade da democracia no Brasil : uma visão da cidadania(Intermeios, 2011) Rennó, Lucio R. (Lucio Remuzat); Smith, Amy Erica; Layton, Matthew L.; Pereira, Frederico Batista; Tribunal Superior EleitoralArtigo Non causa pro causa : o voto de direita e esquerda no Brasil(2020) Pereira, Frederico Batista; Tribunal Superior EleitoralA maioria dos estudos sobre o voto no Brasil converge no diagnóstico de que a escala direita-esquerda não está associada à escolha do eleitorado. Todavia, parte da literatura frequentemente ignora ou desafia tal consenso. Para resolver essa questão, este artigo replica e reanalisa dados de opinião pública utilizados por estudos como evidência de que o eleitorado votaria sim com base na escala direita-esquerda (1989-2014). Os resultados indicam que tais estudos incorrem em equívocos metodológicos que invalidam suas conclusões. A associação estatística entre ideologia e voto é baixa de modo geral e apenas alta em um grupo reduzido de pessoas politicamente mais sofisticadas. Por fim, a análise de dados de painel não encontra evidência de que a associação indique uma relação causal mesmo entre os(as) mais sofisticado(as). Em suma, é preciso buscar novos horizontes na explicação do voto no Brasil.Artigo Sofisticação política e opinião pública no Brasil revisitando hipóteses clássicas(2013) Pereira, Frederico BatistaAnalisa o impacto da desigualdade de sofisticação política sobre as preferências políticas dos cidadãos. Após uma discussão sobre o conceito e a mensuração da sofisticação política, examina-se seus principais determinantes utilizando dados de uma pesquisa de painel realizada em Caxias do Sul e Juiz de Fora ao longo de 2002. Em seguida, o artigo examina quatro hipóteses da literatura acerca do efeito da sofisticação política sobre a maneira como os eleitores processam informações e opinam: 1) eleitores mais sofisticados apresentam maior estruturação ideológica em suas opiniões do que eleitores menos sofisticados; 2) eleitores mais sofisticados possuem opiniões políticas mais estáveis ao longo do tempo do que os politicamente menos sofisticados; 3) eleitores mais sofisticados adquirem mais informações políticas ao longo do tempo do que eleitores menos sofisticados, e; 4) eleitores mais sofisticados emitem opiniões com maior frequência do que eleitores menos sofisticados. As análises no artigo dão amplo suporte a essas hipóteses. Por fim, discute-se as implicações dos achados para os estudos de opinião pública e voto no Brasil.Artigo Voto econômico retrospectivo e sofisticação política na eleição presidencial de 2002(2014) Pereira, Frederico Batista; Tribunal Superior EleitoralAborda o tema do voto econômico a partir da perspectiva da desigualdade de sofisticação política entre os eleitores. Diversos estudos mostram que os eleitores brasileiros tendem a se basear na economia para votar e avaliar os presidentes. Essas evidências algumas vezes servem de suporte para a afirmação de que, mesmo não utilizando os partidos, os rótulos ideológicos e outras questões politicamente relevantes como referências para suas escolhas, o eleitorado de massa no Brasil seria capaz de tomar decisões criteriosas na política. Utilizando dados de pesquisa de painel coletados ao longo de 2002 em Caxias do Sul e Juiz de Fora, testa até que ponto o efeito da avaliação retrospectiva da economia (tanto do país quanto pessoal) sobre o voto para presidente depende do nível de sofisticação política do respondente. Os resultados mostram que a avaliação da economia tende a ser uma opinião instável ao longo do período analisado, e tem impacto sobre a escolha do candidato a presidente apenas entre os eleitores mais politicamente sofisticados. As implicações dos achados são discutidas e aponta-se para a relevância de se levar em conta o impacto da desigualdade de sofisticação política entre os eleitores no entendimento da dinâmica das eleições e da opinião pública no Brasil.
