França
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Artigo Populismo de esquerda versus populismo de direita no início do século XXI : o conflito político nos EUA, Inglaterra, França e Alemanha(2018) Rodriguês, Theófilo Machado; Tribunal Superior EleitoralCom a publicação, em 2005, de A razão populista, Ernesto Laclau trouxe o tema do populismo de volta para a agenda da teoria política. Mas o tema não ficou circunscrito somente aos debates teóricos. Nesse início de século assistimos ao crescimento de uma miríade de forças eleitorais que articulam a política sob o método do populismo. Essa forma de articulação de demandas e reivindicações ocorre tanto à direita quanto à esquerda do espectro ideológico. Tendo como suporte analítico o conceito de populismo de Laclau, o presente artigo investiga as recentes investidas eleitorais que atuam sob essa forma em quatro países: Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. A primeira seção é dedicada ao conceito de populismo em Laclau. A segunda seção observa o processo eleitoral estadunidense de 2016 com a pré-candidatura de Bernie Sanders e a vitória de Donald Trump. Na terceira parte é analisada a ascensão de Jeremy Corbyn no Partido Trabalhista britânico e de seu oposto, Nigel Farage, do UKIP. Na quarta, foram comparados os extremos que se apresentaram para a eleição presidencial francesa de 2017: Marine Le Pen, da Frente Nacional; e Jean-Luc Mélenchon, da antiga Front de Gauche, atual France Insoumise. Por fim, observa-se o crescimento do Die Linke e da AfD na Alemanha. A hipótese apresentada é a de que o conceito de populismo formulado por Ernesto Laclau e reafirmado por ChantalMouffe possui validade explicativa não apenas para países da América Latina, como já vem ressaltando uma parcela da literatura, mas também para os países do "norte".Artigo A crise política do proletariado : o crescimento de popularidade da Frente Nacional Francesa entre os trabalhadores(2013) Andrade, Guilherme I. Franco de; Tribunal Superior EleitoralInvestiga o aumento significativo do número de votos provenientes dos trabalhadores franceses em partidos de extrema direita. Historicamente os trabalhadores se posicionavam politicamente em partidos socialistas. Segundo os pesquisadores, essas mudanças não seriam apenas uma exceção na França, o que nos leva a questionar e investigar esse processo de mudança no posicionamento político de parcela dos trabalhadores. Propõe investigar se existe uma relação que nos permita dizer se as mudanças socioeconômicas têm colaborado para o crescimento da extrema direita.Artigo A ascensão da extrema-direita na França(2017) Granado, Gustavo; Tribunal Superior EleitoralDurante mais de 40 anos, a Frente Nacional sempre se notabilizou por grandes polêmicas e ocupou um espaço secundário na política francesa. Contudo, a partir de 2011 inicia-se um trabalho de reformulação interna do partido, que resulta em grandes vitórias eleitorais e também crises internas a serem administradas. O que causou esta mudança de coadjuvante a protagonista político? Este artigo propõe analisar duas razões que podem explicar a extrema-direita como força política real.Outro "Extrema direita"? O nacionalismo populista da Frente Nacional (FN) na França(2016) Vidal, Camila Feix; Tribunal Superior EleitoralBusca compreender o fenômeno recente dos chamados "partidos de extrema direita" europeus através do estudo da ideologia partidária elencada em quatro categorias (política externa, política econômica, questões sociais e democracia representativa) do que veio a ser o modelo desses partidos: a Frente Nacional francesa. Para isso, fez-se uma análise dos programas partidários (considerados o "retrato" do partido em um dado momento), uma entrevista semi-conduzida com um dirigente frontista - o Conselheiro Especial da Presidente Marine Le Pen, Eric Domard, e de bibliografia. A hipótese defendida aqui é a de que a FN representa um fenômeno relativamente recente que pode ser caracterizado por um nacionalismo defensivo de tipo populista (e, portanto, incongruente com termos vagos e simplistas tal como "extrema direita" já que abrange, também aspectos típicos de "esquerda"), uma conseqüência direta dos processos de globalização, regionalização e neoliberalismo.
