Doutrina
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Outro A participação feminina nas eleições de 2002 e 2006, a política de cotas e o sistema eleitoral brasileiro(2010) Alves, José Eustáquio Diniz; Araújo, Clara; Tribunal Superior EleitoralAvalia a participação feminina na política parlamentar brasileira, tendo como base os resultados das eleições de 2002 e 2006 para a Câmara Federal. Pretende-se comparar as intercessões entre fatores sociais e institucionais, seu impacto sobre chances de eleições de acordo com o sexo, bem como em que medida os diversos condicionantes socioeconômicos potencializam ou minimizam os resultados da política de cotas no Brasil. Após situar o Brasil no panorama internacional, quando se mostra que avanços sociais na igualdade de gênero não se traduzem em melhorias de gênero na política, é feita uma análise estatística multivariada. A análise busca compreender como algumas variáveis individuais - como sexo, idade, nível educacional e estado conjugal - se articulam com a filiação partidária e com indicadores sociais - como IDH, densidade demográfica e tamanho do distrito-, para determinar as chances de sucesso eleitoral. Em seguida são discutidas as expectativas e limites que as políticas de cotas comportam diante do debate atual e a multicausalidade da explicação da baixa representação feminina na política.Artigo Impactos de indicadores sociais e do sistema eleitoral sobre as chances das mulheres nas eleições e suas interações com as cotas(2007) Araújo, Clara; Alves, José Eustáquio Diniz; Tribunal Superior EleitoralArtigo Gênero e acesso ao poder legislativo no Brasil : as cotas entre as instituições e a cultura(2009) Araújo, ClaraApresenta dados de pesquisa que avaliou dez anos da política de cotas no Brasil, discutindo novos aspectos associados à influência de fatores institucionais sobre os resultados dessa política. A análise se vale da comparação estatística entre períodos eleitorais, procurando mostrar empiricamente algumas relações entre variáveis do sistema eleitoral, com base em comparação entre os estados brasileiros, que constituem também os distritos eleitorais. Com isso, visa a ir além das análises comparativas mais gerais e a fornecer evidências ainda pouco exploradas em relação às unidades federativas brasileiras. O texto questiona e problematiza as explanações que imputam os resultados da política de cotas, sobretudo, aos preconceitos e resistências dos partidos, e argumenta em favor da necessidade de análises que se sustentem nas categorias sociológicas de instituições, de agência e de agente, baseando-se menos em inferências fundadas em discursos pré-estabelecidos. Finalmente, o artigo apresenta algumas conclusões e aponta para possíveis desdobramentos da pesquisa.
