Doutrina
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Artigo Classe ideologia e política : uma interpretação dos resultados das eleições de 2002 e 2006(2007) Holzhacker, Denilde; Balbachevsky, Elizabeth; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os impactos da estratificação social e da identidade ideológica sobre o voto no Brasil nas eleições presidenciais de 2002 e 2006 e identifica os valores e atitudes associados ao voto em Lula nos dois pleitos. A análise baseada nos resultados do ESEB mostra o comportamento independente das duas variáveis explicativas do voto para presidente: em 2002, a estratificação social foi pouco relevante para explicar a decisão eleitoral, sobretudo o voto em Lula, que esteve significativamente associado com a auto-identidade ideológica. Em 2006, as variáveis impactam o voto para presidente de modo inverso. Não obstante essas diferenças, nos dois momentos, o voto em Lula em específico é mais fortemente explicado pela simpatia e identidade com o candidato.Artigo Identificação partidária e voto. As diferenças entre petistas e peessedebistas(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Balbachevsky, ElizabethAnalisa o impacto da identificação partidária sobre o comportamento eleitoral no Brasil. Usamos dados do Eseb realizado em 2014 com uma amostra representativa de eleitores de âmbito nacional. Em relação aos outros trabalhos a respeito do impacto da identificação sobre o voto, inovamos em dois aspectos. Primeiro, não nos limitamos à análise do voto para presidente, mas incluímos o voto para todos os cargos em disputa em 2014. Segundo, mostramos que a identificação partidária não atua da mesma forma sobre todos os eleitores identificados com um mesmo partido. Mostramos que partidários do PT são mais coerentes no seu voto para presidente quando têm maior nível de instrução, ao passo que os partidários do PSDB são mais fiéis na mesma questão quando têm baixa instrução. Da mesma forma, petistas são fiéis na hora de votar no presidente, enquanto os peessedebistas votam com seu partido na hora de escolher governadores e senadores. Finalmente, nossa análise identificou um padrão complexo entre as variáveis educação, aqui tomada como proxy dos recursos cognitivos do eleitor, identidade partidária e decisão de voto. Essa última contribuição leva a discussão sobre a identificação partidária no Brasil para além das questões sobre sua presença ou ausência no eleitorado, e sua relevância para entender a decisão de voto, que são as abordagens dominantes na literatura que trata do tema.Artigo Determinantes das atitudes do eleitorado brasileiro com relação à privatização e aos serviços públicos(2006) Balbachevsky, Elizabeth; Holzhacker, DenildeInvestiga possíveis efeitos do processo de privatização de empresas estatais, levado à cabo pelo governo FHC, sobre as atitudes e opiniões do eleitorado brasileiro acerca da presença do Estado na economia. O estudo utiliza um survey pós-eleitoral realizado no final do ano de 2002, que constitui a base de dados ESEB (Estudo Eleitoral Brasileiro), patrocinada pela CAPES. A investigação está centrada na análise dos padrões de respostas dados pelos entrevistados, quando solicitados a opinar sobre qual setor - iniciativa privada ou governo - deveria ser responsável pelo provimento de diferentes serviços e produtos à população. A análise encontrou uma forte coerência nessas respostas, o que permitiu produzir uma escala de atitudes relativa à privatização. Ademais, foi possível estabelecer correlações significativas entre essas atitudes e a campanha eleitoral de 2002, particularmente o voto declarado pelo eleitor.Artigo Identidade, oposição e pragmatismo : o conteúdo estratégico da decisão eleitoral em 13 anos de eleições(2004) Balbachevsky, Elizabeth; Holzhacker, DenildeCom base em resultados de surveys realizados no contexto das quatro eleições presidenciais brasileiras de 1989, 1994, 1998 e 2002, bem como da eleição municipal de 1996), as autoras analisam o comportamento do eleitorado e propõem que este segue um padrão definido por uma dentre três estratégias possíveis: o voto como expressão de uma identidade com o candidato; como crença no potencial de oposição que o candidato representa ou como expressão da crença na sua capacidade administrativa. Ao longo do período, destaca-se a associação do voto dos eleitores que se orientam pela busca de uma identidade com o candidato e a candidatura Lula. O artigo é baseado nos resultados do Estudo Eleitoral Brasileiro.
