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Artigo Na contracorrente do desenvolvimentismo : autonomia organizativa, democracia partidária e o socialismo radical da Liga Socialista Independente (1956-1960)(2013) Bandoli, MabelleApresentação, análise e discussão das definições programáticas e dos traços organizativos da Liga Socialista Independente / LSI, principalmente no que tange ao seu posicionamento diante das propostas gerais da política desenvolvimentista e nos seus traços institucionais relativos à autonomia organizativa e democracia interna.Buscamos neste trabalho cumprir os seguintes objetivos: 1) Exame dos princípios programáticos mais gerais e o debate das definições programáticas para a situação política brasileira, que se encontram definidos nas fontes documentais analisadas. a; 2) A caracterização dos traços organizativos definidos em Estatuto, considerando que tais traços são mais reveladores da existência de um projeto do que de uma identidade forjada na prática concreta da ação político-partidária da LSI. 3) A análise crítica das escolhas feitas pela Liga, levando em conta a formação social da sua militância e as limitações e possibilidades institucionais à sua disposição. Como fontes, utilizamos todos os números publicados do Ação Socialista, jornal e veículo central da Liga; o Projeto de Programa e Estatutos, formulado e aprovado por unanimidade quando da fundação da agremiação, em 1956 e o depoimento de Michael Löwy, ex-militante da LSI. Os resultados foram obtidos a partir da comparação com as duas outras agremiações de extremaesquerda que lhes eram contemporâneas: o trotskista Partido Operário Revolucionário (POR) e o Partido Comunista do Brasil (PCB). Concluímos que os traços organizativos fundamentais da Liga- grande margem de autonomia em relação às instituições externas e uma democracia interna significativa / possibilitou à LSI uma formulação programática bastante original, especialmente se comparada às propostas dos demais partidos da esquerda marxista.Artigo Desenvolvimentismo e institucionalização partidária : o trotskismo invulgar do POR (1952-1960)(2016) Bandoli, MabelleDiscute as principais características organizativas e programáticas do Partido Operário Revolucionário (de sua fundação em 1952 a 1960), avaliando seu posicionamento diante dos projetos de desenvolvimento nacional em voga nos anos 1950 e a relação desse posicionamento com os arranjos institucionais do partido. O ideário desenvolvimentista adotado pelos governos da década de 1950 principalmente no governo Juscelino Kubitschek contou com a adesão de boa parte da esquerda marxista da época, o que incluía, além do trotskista POR, agremiações como o Partido Comunista do Brasil (PCB) e a Liga Socialista Independente (LSI). As variações entre os programas desses partidos e suas formulações sobre o desenvolvimentismo, além das diferenças entre seus princípios organizativos foram tema de nossa pesquisa de mestrado, que tem parte dos resultados da investigação feita sobre o POR apresentados neste texto. Buscamos, portanto, compreender os diferentes níveis dessa adesão programática entre os partidos da extrema esquerda (ou a existência de formulações críticas ou alternativas), na tentativa de lançar luz sobre um aspecto, a nosso ver, marginalmente tratado das pesquisas sobre o tema, que é o dos programas partidários de orientação marxista que debatiam os pressupostos pecebistas estes mais amplamente investigados pela produção científica. Para debater a maneira como se combinaram seus princípios institucionais e a elaboração do programa específico do POR orientamos nossa leitura pelas proposições teóricas de Panebianco e Duverger. Esta pesquisa foi realizada com base em fontes bibliográficas e documentais, especialmente o jornaldo POR o Frente Operária além de entrevistas com ex-militantes. Como resultados, observamos que os traços originários do POR foram determinantes para a conformação do seu programa político, pois obrigaram os trotskistas a lidar com a presença de duas instituições externas fortes: o Bureau Latinoamericano da IV Internacional e o PCB. Isso significou uma diminuição de sua autonomia organizativa e a consequente diminuição da democracia interna no partido dois indicadores que constam entre as propostas de Panebianco para medir níveis de institucionalização partidária.
