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    Artigo
    Uma nova classificação ideológica dos partidos políticos brasileiros
    (2023) Bolognesi, Bruno; Ribeiro, Ednaldo; Codato, Adriano; Tribunal Superior Eleitoral
    Assim como a política democrática se modifica, a percepção sobre os partidos que ela compõe também se altera. O objetivo desse trabalho é oferecer uma classificação ideológica nova e atualizada dos partidos políticos brasileiros. Através de um survey aplicado à comunidade de cientistas políticos em 2018, pedimos que classificassem os partidos na dimensão esquerda-direita e também quanto ao seu principal objetivo: a persecução de votos, de posições de governo ou de políticas. Os resultados apontam para um movimento centrífugo do sistema partidário, com a maioria dos partidos caminhando para a direita, e para o predomínio de partidos que podem ser classificados como fisiológicos, priorizando a díade votos-cargos e desprezando a programaticidade.
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    Artigo
    Aspectos motivacionais do recrutamento político : um estudo inicial dos candidatos a deputado federal no Brasil (2010)
    (2014) Bolognesi, Bruno; Medeiros, Pedro de; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o processo de recrutamento dos candidatos a deputado federal com ênfase na sua dimensão motivacional. A partir de dados coletados por meio de survey aplicado a 120 candidatos ao cargo de deputado federal nas eleições de 2010, procurou-se investigar o momento em que os indivíduos passam a se interessar por política e o momento em que passam a se dedicar integralmente à atividade política. A análise dos dados apontam a família e o movimento estudantil como locais de construção do interesse inicial pela política e os partidos como fonte de motivação para a profissionalização política.
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    O sistema partidário no Paraná : do personalismo à estruturação
    (2014) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior Eleitoral
    Identifica as características gerais do sistema partidário no estado do Paraná, isto é, sua evolução, principais organizações e tendências sistêmicas. O objetivo é demonstrar que o ambiente de personalismo e fragmentação crescente não foram obstáculos para estruturar o sistema em torno do antagonismo histórico entre duas frentes partidárias, protagonizadas por PMDB/PT e PSDB/DEM. Dessa forma, sugere-se que o personalismo das principais lideranças estaduais, uma vez consolidado em campos ideológicos opostos, caminhou lentamente em direção à polarização da disputa nacional e pode definir as alternativas de policies no estado, em torno das quais orbitaram regularmente parte dos partidos relevantes no cenário local.
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    Da polícia à política : explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de Estado à Câmara dos Deputados
    (2016) Berlatto, Fábia; Codato, Adriano Nervo; Bolognesi, Bruno
    Investiga o perfil social e a preferência partidária dos integrantes das Forças Repressivas do Estado que se lançaram na política institucional nas duas últimas décadas no Brasil. Por meio de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades de integrantes das Forças Policiais e Militares que se candidataram a deputado federal. Achados desta pesquisa mostraram mudanças bruscas, de uma eleição a outra, entre os tipos de partidos nos quais essas candidaturas mais se concentraram. Se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 1990, via grandes partidos de direita, nos anos 2010 ela se dá por meio de pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos fisiológicos). Além do impedimento constitucional de militares filiarem-se a partidos políticos, a ausência de preferência sistemática por um tipo de agremiação partidária pode ser o efeito de um comportamento estratégico, já que obter um lugar na lista desses pequenos partidos não é apenas mais simples, mas há mais abertura a discursos personalistas, tais como os sustentados por esses candidatospoliciais. Esse comportamento também está relacionado à sua visão negativa da política tradicional e dos políticos estabelecidos nos grandes partidos e à crítica a programas com apelos ideológicos muito genéricos. Esses candidatos preferem representar agendas determinadas, como as demandas de suas próprias corporações.
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    Artigo
    Fronteiras sociais fortes e padrões organizacionais fracos? : seleção de candidatos e composição social nos principais partidos políticos brasileiros em 2010
    (2015) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz Domingos
    Seleção de candidatos e composição social dos partidos são, teoricamente, parte de um mesmo processo político. No Brasil, de acordo com o conhecimento disponível, as bancadas partidárias apresentam significativo contraste entre si do ponto de vista de suas bases sociais, ainda que seus procedimentos internos de seleção de candidatos sejam relativamente uniformes. Pretendemos examinar essa combinação mediante a intersecção entre processos organizacionais de seleção de candidatos e composição social das candidaturas para a Câmara dos Deputados em 2010 para DEM, PMDB, PSDB e PT. A proposição a ser testada e a de que a seleção de candidatos de diferente entre os principais partidos nacionais e incide sobre o padrão o recrutamento social dos mesmos. Os resultados apontam que a seleção de candidatos não de capaz de explicar a composição social das listas partidárias, mas revela a organização partidária como causa fundamental da permeabilidade dos partidos políticos da inserção de grupos sociais expressivos como trabalhadores.
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    Artigo
    Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?
    (2015) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano Nervo
    Dimensiona a presença e a evolução do número de trabalhadores manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a 2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionais