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    Artigo
    Quem se abstém no Brasil? Competição local e efeito da Covid-19 na participação do eleitor no primeiro turno da eleição municipal de 2020
    (2022) Cervi, Emerson Urizzi; Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
    Insere-se na linha de pesquisas sobre participação eleitoral em disputas políticas locais. A partir de um modelo multivariado, tem o objetivo de analisar os efeitos de variáveis políticas associadas ao efeito da pandemia da Covid-19 na abstenção eleitoral das eleições municipais de 2020 no Brasil. São consideradas as disputas para prefeito de todos os 5.568 municípios com eleições municipais para responder à pergunta: onde e quem mais se absteve nas eleições de 2020? Os resultados mostram que, do ponto de vista agregado, municípios com mais mortes por Covid-19 tenderam a ter maior abstenção. Porém, o número de candidatos, usado como indicador de competição eleitoral, exerceu forte efeito contrário. No nível individual, os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que homens, com baixa escolaridade e idade acima de 40 anos tenderam a participar menos das eleições de 2020.
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    Artigo
    Quanto vale o voto da TV?
    (2014) Borba, Felipe; Figueiredo, Marcus; Tribunal Superior Eleitoral
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    Parada do orgulho LGBT : a voz e o voto
    (2017) Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
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    Quem (não) confia nas urnas eletrônicas?
    (2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral e a formação da opinião pública na eleição presidencial de 2018
    (2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior Eleitoral
    A eleição de 2018 colocou o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) em xeque. Um candidato com apenas seis segundos de tempo de propaganda no rádio e na televisão foi eleito presidente. A vitória de Jair Bolsonaro não foi isolada e candidatos aos executivos estaduais igualmente sem tempo foram eleitos governadores. Mas será que o HGPE perdeu completamente a relevância para o eleitor? Para avaliar o grau de importância do horário eleitoral na eleição de 2018, este artigo realiza duas abordagens empíricas diferentes. A primeira verifica o nível de interesse pelo HGPE a partir da sua audiência. A segunda mede o impacto da exposição ao horário eleitoral sobre o nível de conhecimento dos eleitores em relação aos cinco candidatos para presidente mais votados. Para isso, o artigo analisa uma série de pesquisas de intenção de voto feitas pelo Instituto Datafolha no primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, 2010, 2014 e 2018. Os resultados mostram que a busca dos eleitores pelo HGPE cresceu em 2018 em relação às três eleições anteriores e que assistir à propaganda eleitoral nesse ano contribuiu decisivamente para o nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos. Esses achados colocam em evidência a importância do HGPE para a democracia brasileira.
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    Relação entre dinheiro, propaganda eleitoral e avaliação de governo para explicar desempenho de candidatos a eleições majoritárias em diferentes níveis no Brasil
    (2016) Borba, Felipe; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o desempenho eleitoral de 1.281 candidatos que disputaram eleições para presidente, governador e prefeitos de capitais entre 2002 e 2014 no Brasil. Para tanto, utiliza um conjunto de variáveis em um modelo de regressão linear múltipla com o objetivo de descrever os efeitos conjuntos do tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, dos gastos de campanha e da avaliação de governo sobre o desempenho dos candidatos. Os resultados mostram que dependendo do tipo de candidato, há maior impacto de uma ou outra variável. Por exemplo, o tempo de HGPE mostra-se mais importante para explicar o voto em candidatos de oposição, enquanto a avaliação positiva do governo é a variável preditiva mais forte para as votações de concorrentes à reeleição. A hipótese de que diferentes tipos de candidatos apresentam distintos comportamentos é comprovada. Com isso, espera-se contribuir para as pesquisas sobre eleições no Brasil mostrando a importância de distinguir concorrentes à reeleição de governistas e dos candidatos de oposição.
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    Violência eleitoral no Brasil : o perfil político e social de candidatos assassinados entre 1998 e 2016
    (2018) Borba, Felipe; Nogueira, Ary Jorge Aguiar; Tribunal Superior Eleitoral
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    As torcidas antifascistas no Brasil : um estudo sobre o ativismo online nas eleições de 2018
    (2020) Borba, Felipe; Borges, Nathalia; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa a militância das torcidas antifascistas nas eleições de 2018 pela lente do movimento ciberativista. Para isso, foi observado conteúdo das postagens feitas nas páginas do Facebook destas torcidas durante todo o período eleitoral. Objetiva-se identificar, através destas publicações, como foi feita a interseção com o público dentro de cada página e revelar quais os tipos de postagens que se destacaram nesta relação. A metodologia da pesquisa contou com a análise do conteúdo das postagens nas páginas das torcidas antifascistas de 18 clubes que participaram da primeira divisão do campeonato brasileiro de 2018. A coleta de dados vai do dia 16 de agosto de 2018, início do período eleitoral, até o dia 28 de outubro do mesmo ano, fim do segundo turno das eleições. Os resultados apontam para uma variedade nos tipos de publicação. Ao mesmo tempo em que as torcidas reportavam notícias sobre as campanhas, divulgavam abaixo assinados, compartilhavam resultados de pesquisas de intenção de votos e imagens de humor, elas também convocavam seus seguidores para manifestações fora da rede. Acredita-se que dentro do Facebook as torcidas conseguiram proporcionar um espaço de diálogo com sua audiência devido, dentre outros fatores, às convicções ideológicas que as fundamentam e o ponto em comum do time de futebol.
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    Artigo
    A influência das campanhas nas eleições presidenciais : o papel da mídia
    (2008) Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
    A importância das campanhas eleitorais reside no fato de que se trata do momento privilegiado da relação entre os cidadãos e a política. É a hora em que as diferentes opções informam à sociedade sobre seu programa de governo, as principais medidas que pretendem impulsionar e que idéias estão por trás destas medidas. A pergunta é: são as campanhas capazes de afetar a percepção dos eleitores? O objetivo deste artigo é o de investigar o grau de influência das campanhas eleitorais na decisão do voto. A análise é restrita a apenas um segmento das campanhas, a cobertura eleitoral feita pelos jornais brasileiros, no contexto das eleições presidenciais de 2002. O artigo inicia com uma discussão a respeito da relação teórica entre eleitores e mídia nos momentos eleitorais. Em seguida, analisa o impacto da cobertura sobre a intenção de voto a partir de um critério que mede o tom das críticas por meio do saldo das matérias positivas e negativas publicadas durante a campanha. Concluímos, com base na aplicação de métodos descritivos e estatísticos, que o voto dado ao candidato Lula (PT) foi fortemente influenciado pela cobertura feita pelos jornais.
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    Artigo
    Propaganda negativa na campanha presidencial em 2014. Ou como tudo que é frágil se desmancha no ar
    (2015) Borba, Felipe; Veiga, Luciana Fernandes; Martins, Flávia Bozza; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa como a propaganda negativa de Dilma Rousseff contra seus adversários foi fundamental para assegurar a sua reeleição dentro de um contexto político marcado por forte sentimento de mudança. Busca mostrar como as intenções de voto, assim como as taxas de rejeição de Aécio Neves e Marina Silva, flutuaram no decorrer da campanha mediante os ataques feitos pela presidente com base na análise de quatro grupos focais realizados no Rio de Janeiro, entre os dias 29 e 30 de setembro, com eleitores das classes C e B. A análise mostra que a propaganda negativa ofereceu um arsenal de argumentos que foram assimilados e processados pelos eleitores com intenção de voto volátil ou indecisos e tiveram impacto na decisão final do voto. A propaganda negativa contra Marina Silva serviu para descredenciar o seu programa de governo e a atitude da candidata. No caso dos ataques contra Aécio Neves, eles reforçaram atitudes já presentes no eleitorado e ajudaram a desconstruir sua imagem como gestor em Minas Gerais. Finalmente, o artigo procura contribuir para o conhecimento sobre os determinantes da propaganda negativa ao incluir como razões para a utilização dessa estratégia a força relativa do governante segundo a sua popularidade.