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    Artigo
    Quem se abstém no Brasil? Competição local e efeito da Covid-19 na participação do eleitor no primeiro turno da eleição municipal de 2020
    (2022) Cervi, Emerson Urizzi; Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
    Insere-se na linha de pesquisas sobre participação eleitoral em disputas políticas locais. A partir de um modelo multivariado, tem o objetivo de analisar os efeitos de variáveis políticas associadas ao efeito da pandemia da Covid-19 na abstenção eleitoral das eleições municipais de 2020 no Brasil. São consideradas as disputas para prefeito de todos os 5.568 municípios com eleições municipais para responder à pergunta: onde e quem mais se absteve nas eleições de 2020? Os resultados mostram que, do ponto de vista agregado, municípios com mais mortes por Covid-19 tenderam a ter maior abstenção. Porém, o número de candidatos, usado como indicador de competição eleitoral, exerceu forte efeito contrário. No nível individual, os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que homens, com baixa escolaridade e idade acima de 40 anos tenderam a participar menos das eleições de 2020.
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    Outro
    Tempo de televisão e voto nas eleições brasileiras
    (2014) Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga a influência que o tempo de propaganda no rádio e na televisão exerce sobre a votação dos candidatos aos cargos majoritários no Brasil. O tema, embora motivo de atenção da imprensa e das estratégias partidárias, é praticamente negligenciado como objeto de estudos entre pesquisadores brasileiros. A revisão da literatura mostra que o principal foco de investigação são as estratégias retóricas dos candidatos no âmbito do HGPE e pouca atenção tem sido dada para medir o impacto que o tempo de propaganda exerce sobre o voto. A pergunta é: até que ponto pode se atribuir à votação de um candidato a quantidade de tempo a que teve direito numa eleição? Para responder essa questão, esse estudo se propõe a investigar as campanhas para os cargos de prefeito de capital, governador e presidente disputadas entre 2002 e 2012 de 1151 candidatos. A força do tempo de televisão sobre o voto pode ser observada na relação que existe entre o posicionamento dos candidatos no ranking de magnitude do tempo de propaganda e a sua colocação ao final do primeiro turno. Os candidatos que iniciam a campanha com o maior tempo de propaganda terminam o primeiro turno o mais votado em 57% dos casos. Paralelamente, o texto discute financiamento de campanha, avaliação de governo e oferece uma nova tipologia dos candidatos.
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    Artigo
    Propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras
    (2015) Borba, Felipe; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga a propaganda negativa nas eleições presidenciais brasileiras. Tema de extrema relevância tendo em vista que a literatura recente vem sugerindo que o tom das campanhas tem consequências importantes para a decisão do voto, a participação política e o nível de informação dos eleitores. Entretanto, a maior parte desses estudos interesse pelos efeitos da comunicação política, a propaganda negativa não se consolidou como agenda de pesquisa. A revisão da literatura registra produção esparsa e com resultados pouco consistentes. Este artigo busca superar parte dessa lacuna ao oferecer análise histórica da propaganda negativa veiculada no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral nas eleições presidenciais de 1989 a 2014 (primeiro e segundo turnos). O foco central é contribuir para o debate sobre os determinantes da campanha negativa dentro de um contexto multipartidário e altamente regulamentado. Os resultados indicam que o percentual médio de propaganda negativa é baixo no Brasil, sendo a estratégia usada principalmente no segundo turno, nos anos com reeleição e por candidatos em desvantagem nos índices de intenção de voto contra o líder. Ao todo, são analisadas 123 horas de propaganda eleitoral.
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    Artigo
    Relação entre propaganda, dinheiro e avaliação de governo no desempenho de candidatos em eleições majoritárias no Brasil
    (2017) Borba, Felipe; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o desempenho eleitoral de 1.281 candidatos que disputaram eleições para presidente, governadores e prefeitos de capitais entre 2002 e 2014 no Brasil. Para tanto, utilizamos um conjunto de variáveis em um modelo de regressão linear múltipla com o objetivo de descrever os efeitos conjuntos do tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, dos gastos de campanha e da avaliação de governo sobre o desempenho dos candidatos. Os resultados mostram que dependendo do tipo de candidato, há maior impacto de uma ou outra variável. Por exemplo, o tempo de HGPE mostra-se mais importante para explicar o voto em candidatos de oposição, enquanto a avaliação positiva do governo é a variável preditiva mais forte para as votações de concorrentes à reeleição. A hipótese de que diferentes tipos de candidatos apresentam distintos comportamentos é comprovada. Com isso, esperamos contribuir para as pesquisas sobre eleições no Brasil mostrando a importância de distinguir concorrentes à reeleição de governistas e dos candidatos de oposição.
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    Artigo
    O uso estratégico das inserções nas eleições presidenciais brasileiras
    (2012) Borba, Felipe
    Analisa as estratégias de comunicação dos candidatos a presidente durante as eleições de 2006 e 2010. O foco é o componente estratégico das inserções eleitorais e a metodologia consiste em investigar como os candidatos distribuem essas inserções dentro da programação normal das emissoras de televisão. Os resultados demonstram que os candidatos perseguem estratégias distintas influenciados basicamente por três variáveis: a legislação eleitoral, o posicionamento nos índices de intenção de voto e a diferença de recursos entre as candidaturas. Paralelamente, o artigo debate o papel da regulamentação da propaganda eleitoral e como esse conjunto de regras influencia o nível de informação das campanhas, a incidência de ataques e as estratégias partidárias. no total, foram examinadas 2993 inserções eleitorais.
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    Artigo
    A propaganda negativa como instrumento democrático
    (2013) Borba, Felipe; Desposato, Scott