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Artigo A raça dos (in)eleitos(2014) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto Mello; Tribunal Superior EleitoralOutro Socialismo moreno, conservadorismo pálido? Cor e recrutamento de candidaturas nas duas maiores cidades brasileiras(2014) Campos, Luiz Augusto; Tribunal Superior EleitoralDiscute os dados de um levantamento sobre a cor dos candidatos a vereador nas eleições ocorridas em 2012 nos dois maiores municípios brasileiros. Diante da carência de registros oficiais sobre a cor autodeclarada dos candidatos, optou-se por submeter as quase três mil fotos, obtidas no site do TSE, à classificação de uma equipe de pesquisadores. Os resultados permitem problematizar, por exemplo, a tese segundo a qual partidos de esquerda seriam mais abertos a não-brancos do que legendas de direita. Mais importante ainda, eles indicam que a marginalização dos não-brancos da representação não pode ser atribuída exclusivamente a deficiências de recrutamento de candidaturas.Artigo O que afasta pretos e pardos da representação política? : uma análise a partir das eleições legislativas de 2014(2017) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto Mello; Tribunal Superior EleitoralArtigo A cor dos eleitos : determinantes da sub-representação política dos não brancos no Brasil(2015) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto MelloParece fora de qualquer polêmica o fato de que a política nacional é majoritariamente branca. Levantamentos recentes indicam que a proporção de negros no parlamento federal nunca ultrapassou os míseros 9%. Mas a despeito dessa evidente marginalidade, pouco se sabe sobre as causas dessa sub-representação política. Este artigo pretende elucidar quais são os principais filtros que afastam os não brancos, pretos e pardos, da política brasileira. Para tal, foi feito um levantamento sobre a cor dos candidatos a vereador nas eleições de 2012 nas duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. Diante da carência de registros oficiais sobre a raça ou cor desses candidatos, optamos por submeter suas fotos, disponibilizadas pelo TSE, à classificação de uma equipe de pesquisadores. Os resultados permitiram entender até que ponto o alheamento político dos não brancos brasileiros se deve: (i) a vieses no recrutamento partidário; (ii) às diferenças de capital educacional e patrimônio entre os candidatos brancos e não brancos; (iii) às desigualdades na distribuição dos recursos partidários e eleitorais; ou (iv) às próprias preferências eleitorais dos votantes. Ao que parece, as chances eleitorais dos pretos e pardos refletem as dificuldades que esses grupos têm em ascender à pequena elite de candidatos que possuem os maiores financiamentos e as maiores votações.
