Doutrina
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Artigo Raça e eleições : a importância de incluir mais negros na representação política(2020) Campos, Luiz Augusto; Tribunal Superior EleitoralOutro A competitividade das candidaturas não-brancas : disputa para a Câmara dos Deputados em 2014(2016) Machado, Carlos Augusto Mello; Campos, Luiz Augusto; Recch, Filipe; Tribunal Superior EleitoralApresenta um modelo de regressão alternativo para se estimar os efeitos de algumas variáveis sociopolíticas nas chances eleitorais de determinados candidatos, especialmente aqueles autoclassificados como pretos e pardos. No lugar da regressão linear ou logística, empregamos regressões quantílicas que basicamente estimam os coeficientes das variáveis independentes em cada um dos quantis para uma dada variável dependente. Se, por exemplo, tomarmos a votação como variável dependente, a regressão quantílica permite discriminar os efeitos das demais variáveis independentes (classe social, nível de instrução, sexo, cor/raça etc.) em cada um dos grupos de candidatos, desde os menos votados (quantis inferiores) até os presentes nos estratos mais votados (quantis superiores).Artigo O que afasta pretos e pardos da representação política? : uma análise a partir das eleições legislativas de 2014(2017) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto Mello; Tribunal Superior EleitoralArtigo A cor dos eleitos : determinantes da sub-representação política dos não brancos no Brasil(2015) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto MelloParece fora de qualquer polêmica o fato de que a política nacional é majoritariamente branca. Levantamentos recentes indicam que a proporção de negros no parlamento federal nunca ultrapassou os míseros 9%. Mas a despeito dessa evidente marginalidade, pouco se sabe sobre as causas dessa sub-representação política. Este artigo pretende elucidar quais são os principais filtros que afastam os não brancos, pretos e pardos, da política brasileira. Para tal, foi feito um levantamento sobre a cor dos candidatos a vereador nas eleições de 2012 nas duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. Diante da carência de registros oficiais sobre a raça ou cor desses candidatos, optamos por submeter suas fotos, disponibilizadas pelo TSE, à classificação de uma equipe de pesquisadores. Os resultados permitiram entender até que ponto o alheamento político dos não brancos brasileiros se deve: (i) a vieses no recrutamento partidário; (ii) às diferenças de capital educacional e patrimônio entre os candidatos brancos e não brancos; (iii) às desigualdades na distribuição dos recursos partidários e eleitorais; ou (iv) às próprias preferências eleitorais dos votantes. Ao que parece, as chances eleitorais dos pretos e pardos refletem as dificuldades que esses grupos têm em ascender à pequena elite de candidatos que possuem os maiores financiamentos e as maiores votações.
