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Artigo Questionando a tese da cartelização : o financiamento das organizações partidárias no Brasil (1998-2016)(2021) Speck, Bruno Wilhelm; Campos, Mauro Macedo; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o financiamento das organizações partidárias no Brasil, no período de 1998 a 2016. Recorrendo a técnicas de estatística descritiva, tratamos do papel dos recursos públicos, das doações de empresas privadas, das contribuições dos filiados e dos parlamentares. Questionamos a aplicabilidade da tese da cartelização dos partidos ao caso brasileiro, mostrando que o modelo de distribuição dos recursos públicos promove a fragmentação, não a cartelização, do sistema partidário. Constatamos que o setor privado não mantém vínculos orgânicos com partidos que representam seus interesses, mas age de forma pragmática. Concentra as doações nos partidos que disputam as eleições para presidente, com ampla vantagem para o partido que ocupa a Presidência. Nem os filiados nem os parlamentares contribuem significativamente para o orçamento dos partidos no Brasil.Outro Financiamento dos diretórios nacionais dos partidos políticos no Brasil : uma análise das doações privadas para as organizações partidárias entre 1998 e 2014(2015) Speck, Bruno Wilhelm; Campos, Mauro Macedo; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o financiamento privado dos diretórios nacionais dos partidos políticos no período de 1998 a 2014. Ele tem em primeiro lugar caráter descritivo, uma vez que ao contrário dos dados sobre o financiamento eleitoral as informações sobre o financiamento das organizações partidárias não estão disponíveis em formato de bancos de dados pela justiça eleitoral. Comparou-se primeiro o financiamento privado das organizações partidárias com as outras fontes de financiamento destas mesmas organizações para depois descrever a distribuição das doações privadas entre diferentes siglas partidárias. No terceiro passo mostra-se através da análise linear múltipla que a distribuição dos recursos entre vários diretórios nacionais pode ser explicada a partir da ocupação da presidência e do desempenho nas últimas eleições. O perfil ideológico e a participação no governo não apresentam a influencia esperada sobre os volumes arrecadados pelos respectivos partidos.
