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    Artigo
    Legitimidade democrática no Brasil e na Argentina em perspectiva comparada : diferentes transições democráticas e suas consequências
    (2018) Vidal, Nicolás Alfredo; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior Eleitoral
    Estuda comparativamente Brasil e Argentina, apresentando, em primeiro lugar, dados do Barômetro das Américas sobre o apoio à democracia, rejeição a golpes militares e confiança nas Forças Armadas e, num segundo momento, tenta encontrar quais elementos históricos são capazes de explicar as diferenças ou semelhanças encontradas nessas atitudes. Analisa os últimos anos da ditadura e o processo de transição democrática nesses países. Os resultados demonstram uma diferença significativa nas atitudes democráticas, que pode estar relacionada às diferentes trajetórias desses países no seu processo de saída da ditadura.
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    Artigo
    Determinantes contextuais da coesão do sistema de crenças democrático : evidências a partir da América Latina
    (2019) Fuks, Mario; Casalecchi, Gabriel Avila; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o impacto de fatores contextuais - o PIB per capita, a qualidade da democracia e os anos ininterruptos de democracia - sobre a coesão do sistema de crenças democrático dos latino-americanos. Considera-se um democrata coeso aquele que apoia diferentes princípios democráticos, notadamente: eleições livres e competitivas, separação dos poderes, primado da lei, participação política e tolerância. Utilizou-se, para isso, um modelo multinível com dados de opinião pública de 19 países do Barômetro das Américas de 2010. Os resultados indicam que os cidadãos que vivem em países com maior PIB per capita e maior tradição democrática são mais propensos a serem democratas coesos. A qualidade da democracia, por sua vez, não apresentou resultados significativos. Esses achados têm uma importante implicação para a democracia na região.
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    Artigo
    Vencedores e perdedores nas eleições presidenciais de 2014 : o efeito da derrota nas urnas sobre a satisfação e o apoio em relação à democracia no Brasil
    (2016) Braga, Maria do Socorro Sousa; Casalecchi, Gabriel Avila
    Nas últimas duas décadas do século passado a democracia estabeleceu-se como regime hegemônico em várias partes do mundo. Teoricamente, essas democracias funcionam segundo preceitos constitucionais originados de consenso normativo resultante de negociação entre forças políticas que legitimam, assim, o processo de escolha de governantes. Ou seja, deve haver consenso mínimo sobre as regras subjacentes à escolha dos governantes e, posteriormente, adesão aos resultados de todos os atores envolvidos. Consequentemente, um importante sinal do quão legítima é a democracia de um país é o comportamento dos seus perdedores. Diante desse princípio democrático, este artigo parte de duas questões, tendo a democracia brasileira como estudo de caso. A primeira busca responder se a derrota nas urnas em 2014 afetou os graus de satisfação e de apoio dos perdedores em relação à democracia brasileira. Ou seja, perder as eleições fez com que os eleitores derrotados extrapolassem a crítica ao governo eleito, alcançando o próprio regime democrático e, portanto, as regras do jogo? Já a segunda indagação, de cunho mais explicativo, procura identificar quais condições são capazes de intensificar as características que podem aumentar ou diminuir o gap entre vencedores e perdedores no que se refere ao apoio ao regime democrático. A principal conclusão é a de que os perdedores das eleições são mais insatisfeitos com o desempenho da democracia do que os vitoriosos, porém não existem diferenças no que tange à adesão à democracia. Esse resultado ocorre mesmo quando controlado por diferentes características demográficas, sociais e individuais, entre elas a avaliação do governo Dilma Rousseff e a rejeição ao PT.
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    Artigo
    Qualificando a adesão à democracia : quão democráticos são os democratas brasileiros?
    (2016) Fuks, Mario; Casalecchi, Gabriel Avila; Gonçalves, Guilherme Quaresma; David, Flávia Felizardo
    Qualifica a adesão à democracia no Brasil. Parte da ideia de que a adesão à democracia é mais bem entendida de um ponto de vista multidimensional. Os indivíduos podem aderir a diferentes princípios subjacentes à democracia, em vez de optarem pela simples adesão ou não a ela. Nosso enfoque são os democratas: queremos saber quão democráticos são os democratas brasileiros. Utilizamos aqui o banco de dados Barômetro das Américas de 2006 a 2012. Os resultados mostram que existem diferentes níveis de adesão à democracia, conforme o princípio democrático em questão. Os brasileiros aderem com maior intensidade à dimensão participativa, em detrimento da procedimental e da representativa. Mostramos, no entanto, que esses princípios podem caminhar de forma mais ou menos independente.