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Artigo Uma democracia frágil e sem valores democráticos : o Brasil no século XXI(2021) Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Castillo, Sofia Isabel Vizcarra; Tribunal Superior EleitoralA eleição de Jair Bolsonaro em 2018 surpreendeu muitos meios acadêmicos e políticos. A sua eleição, no entanto, é coerente com a história e a cultura política do Brasil. A partir do conceito de cultura política híbrida, consideramos a eleição um reflexo da fragilidade da democracia no país. A análise de dados quantitativos e qualitativos da sétima onda da Pesquisa Mundial de Valores coletados no Brasil entre 2018 e 2019 permite caracterizar a cultura política dos brasileiros como autoritária, conservadora e antidemocrática, apesar de apoio genérico à democracia. Tal cultura política contribui para a existência de uma democracia inercial, sem valores democráticos. Já a história política evidencia que a instabilidade parece ser a regra no país, não a exceção. Nossas conclusões apontam que a democracia continua frágil em função dos valores não democráticos dos brasileiros e pela eleição de um presidente que defende claramente uma saída autoritária.Artigo A armadilha da cultura cívica revisitada : a persistência dos limites analíticos no campo da cultura política(2022) Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Santos, Débora de Oliveira; Beal, Luana Isabelle; Tribunal Superior EleitoralObjetiva discutir e sintetizar a persistência de armadilhas teóricoepistemológicas na abordagem de cultura política para a América Latina e indicar alternativas teóricas. Desde a constituição do campo de cultura política, pouco se avançou na incorporação de aportes e evidências não centrados no Norte global. Estudos sobre a América Latina indicam que as principais teorias da cultura política ainda carecem de capacidade de generalização para explicar sociedades em que a democracia liberal não é consolidada e a maioria da população não possui adequadas condições de vida. Assim, este artigo aborda três lacunas teórico-epistemológicas com foco na América Latina: a armadilha na teoria da cultura cívica; os limites na teoria revisitada de modernização; e a inadequação da explicação do backlash cultural no contexto latino-americano. Debatemos limitações e alternativas relevantes para explicar a cultura política na América Latina e para aperfeiçoar o campo da cultura política.Artigo A formação política do Brasil e o processo de democracia inercial(2018) Baquero, Marcello; Ranincheski, Sônia; Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a cultura política do Brasil na perspectiva das atitudes dos cidadãos em relação à democracia e às instituições políticas. Após a ditadura militar, a redemocratização no Brasil não foi suficiente para construir um sentimento de confiança na política. A consequência se manifesta em incongruências entre o desenvolvimento de valores democráticos e desconfiança institucional. Quais seriam as razões para este paradoxo? O objetivo deste artigo é problematizar o conceito de democracia inercial como uma característica marcante no atual momento político do país. Analisamos a história da formação política do Brasil, destacando a forte presença do Estado, da desigualdade social e da combinação entre autoritarismo e liberalismo, além dos elementos sistêmicos de corrupção e cidadania passiva. Conclui que os brasileiros mantêm o padrão de desconfiança nas instituições e que as conjunturas políticas vêm agravando esse sentimento resultando na manutenção da inércia democrática.Artigo O papel do Estado e cultura política na Argentina e no Brasil(2010) Capistrano, Daniel Jaime; Castro, Henrique Carlos de Oliveira deA opinião e a orientação de argentinos e brasileiros em relação à política e ao Estado têm mudado nos últimos vinte anos? Transformações sociais ocorridas nesse período sugerem que a cultura política nesses países experimentou alterações importantes. O presente artigo aborda esse tema com ênfase no apoio público à intervenção do Estado na economia. Os resultados da pesquisa corroboram a lógica de transformação na cultura política, mas apresentam um padrão de valorização da ação do Estado que não é considerado no debate atual. Esse padrão pode ser explicado por aspectos históricos, sociais e políticos específicos dos países latinoamericanos.Artigo Participação política no Brasil no século XXI : mudanças e continuidades(2012) Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Reis, Fernanda TeixeiraAvalia a relação entre as mudanças ocorridas nos canais de participação política dos brasileiros nos últimos 15 anos e a alegada apatia política nacional. A análise pretende elevar a mera discussão sobre correntes teórico-metodológicas dentro do estudo da participação política e cultura política participativa através do exame de como os indivíduos se orientam e agem dentro da arena estatal como um fator explicativo das dinâmicas sociais. Para tal, utilizou-se da análise de dados empíricos obtidos na pesquisa quantitativa sobre Cultura Política World Values Survey (WVS). Primeiramente, identificou-se os canais mais utilizados à participação política dos brasileiros buscando verificar se há ou não uma tendência à apatia, bem como as mudanças na participação política no Brasil nos últimos 15 anos. Posteriormente, avaliou-se a existência de um padrão semelhante na participação política em outros dois países selecionados - Estados Unidos e França - através de um estudo comparativo. Por fim, conclui-se que houve grandes mudanças nos canais participativos dos brasileiros nestes 15 anos: há uma tendência dos cidadãos participarem mais de instituições não ligadas à sociedade política. O brasileiro não é apático politicamente, e sim os canais governamentais não oferecem atrativos a sua participação, seguindo a mesma tendência nos dois países em questão.Artigo (Des)confiança nas instituições e partidos políticos na constituição de uma democracia inercial no Brasil : o caso das eleições de 2014(2016) Baquero, Marcello; Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Ranincheski, SôniaAnalisa as assimetrias produzidas por uma democracia inercial (incongruência entre os aspectos institucionais-formais e as dimensões informais da sociedade) e seu impacto no comportamento político eleitoral dos brasileiros durante as eleições presidenciais de 2014. Para tanto, analisamos o papel da confiança na constituição da cultura política no país; a deslegitimação das instituições políticas, principalmente dos partidos políticos; o processo eleitoral de 2014, com o enfoque de cultura política e do desgaste das instituições e; por fim examinamos dados da Pesquisa Mundial de Valores (World Values Survey) com vistas a verificar se houve mudanças em aspectos da cultura política do brasileiro em função do debate do processo eleitoral. A conclusão é que houve mudanças em sentido negativo em importantes aspectos da cultura política do brasileiro reforçando a hipótese de que há a existência de uma democracia inercial no Brasil.
