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    Artigo
    Padrões de financiamento eleitoral no Brasil : as receitas de postulantes à Câmara dos Deputados em 2010 e 2014
    (2017) Silva, Bruno Fernando da; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior Eleitoral
    A partir de 2006, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou públicas, por meio digital, as prestações de contas de candidatos, partidos e comitês, houve um crescimento significativo no volume de trabalhos que analisam o financiamento de campanhas no Brasil. Todavia, com o protagonismo assumido pelas empresas, a importância e o impacto das demais receitas têm sido pouco abordados. O objetivo aqui é preencher parte dessa lacuna, detalhando o quanto cada uma das fontes de recurso contribui para o total arrecadado e quanto os competidores diferem-se em volume de financiamento. Para  isto, foram analisadas as contas eleitorais de candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 2010 e 2014. Metodologicamente, conjugou-se estatística descritiva e testes de diferenças de médias. Os resultados indicam que o desempenho eleitoral está associado não somente ao volume de receitas, mas também à elevada presença de alguns tipos de doadores, como pessoas jurídicas e partidos. O posicionamento em relação ao governo federal, entretanto, afeta o montante arrecadado, mas não é um bom critério para avaliar a forma com que os candidatos são financiados.
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    Artigo
    Redes de doadores e financiamento político em 2014 : distinguindo doações para candidatos, partidos e comitês financeiros nas eleições presidenciais brasileiras
    (2015) Cervi, Emerson Urizzi; Horochovski, Rodrigo Rossi; Junckes, Ivan Jairo; Tribunal Superior Eleitoral
    Aplica a metodologia de Análise de Redes Sociais (ARS) para caracterizar o financiamento de campanhas nacionais brasileiras a partir das redes constituídas pelos doadores. Os resultados mostram diferenças nas estratégias de arrecadação dos partidos e maior consistência ideológica na formação da rede de doadores partidários, frente aos doadores a candidatos e aos comitês partidários.
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    Artigo
    Relação entre propaganda, dinheiro e avaliação de governo no desempenho de candidatos em eleições majoritárias no Brasil
    (2017) Borba, Felipe; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o desempenho eleitoral de 1.281 candidatos que disputaram eleições para presidente, governadores e prefeitos de capitais entre 2002 e 2014 no Brasil. Para tanto, utilizamos um conjunto de variáveis em um modelo de regressão linear múltipla com o objetivo de descrever os efeitos conjuntos do tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral, dos gastos de campanha e da avaliação de governo sobre o desempenho dos candidatos. Os resultados mostram que dependendo do tipo de candidato, há maior impacto de uma ou outra variável. Por exemplo, o tempo de HGPE mostra-se mais importante para explicar o voto em candidatos de oposição, enquanto a avaliação positiva do governo é a variável preditiva mais forte para as votações de concorrentes à reeleição. A hipótese de que diferentes tipos de candidatos apresentam distintos comportamentos é comprovada. Com isso, esperamos contribuir para as pesquisas sobre eleições no Brasil mostrando a importância de distinguir concorrentes à reeleição de governistas e dos candidatos de oposição.
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    Artigo
    Dinheiro, profissão e partido : a vitória na eleição para deputado federal no Brasil em 2010
    (2015) Cervi, Emerson Urizzi; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff)
    A partir de banco de dados com 4.124 candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2010, este artigo avalia o peso das variáveis ocupação, tipo de partido político e financiamento das campanhas no desempenho eleitoral dos competidores a uma cadeira no legislativo federal. O artigo conclui que pertencer a partidos políticos grandes e organizados, ter experiência política prévia (especialmente na própria Câmara dos Deputados) e possuir alta capacidade de arrecadação de recursos financeiros são condições fundamentais para determinar o sucesso eleitoral do candidato. Tais dados apontam para a profissionalização dos quadros eleitos no Brasil e para a crescente institucionalização do universo político nacional.
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    Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral no Brasil : análise das contribuições de pessoas físicas, jurídicas e partidos políticos às eleições de 2008 nas capitais de Estado
    (2010) Cervi, Emerson Urizzi
    Trata do financiamento de campanhas eleitorais. Considerado um ponto central das democracias representativas, recursos financeiros para partidos e candidatos geram campanhas eleitorais mais ou menos igualitárias. Estudos mostram que, quanto maior a participação do Estado nas receitas dos partidos, maior a distância entre eles e a sociedade civil. O objetivo é verificar a relação entre desempenho eleitoral e fontes de financiamento das campanhas. O trabalho divide as fontes em três grupos: estatal, empresas (pessoas jurídicas) e pessoas físicas. A partir da análise das prestações de contas dos 173 candidatos a prefeito nas 26 capitais brasileiras em 2008, são apresentados resultados sobre o impacto dos tipos de doadores no desempenho dos partidos. Demonstra-se que as doações de pessoa jurídica apresentam maior correlação com candidaturas bem-sucedidas, sendo esta a origem da desigualdade.
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    Artigo
    Doadores, partidos e estratégias para o financiamento de campanhas eleitorais no Brasil : uma análise sobre o reduzido número de doadores e os elevados valores doados para os candidatos a presidente em 2014
    (2016) Cervi, Emerson Urizzi
    O trabalho insere-se na linha de pesquisas sobre financiamento de campanhas para discutir a importância tanto da origem, quanto da forma de doações a candidaturas nacionais no Brasil, em 2014. O objetivo é descrever como são feitas as doações e de que forma são declaradas as doações às campanhas nacionais. Para melhor compreensão das decisões específicas, são comparadas as declarações de receitas do PT e PSDB com os demais partidos na disputa de 2014. Entre os principais achados estão o fato de as doações diretas a candidatos representaram apenas 1/3 do total de R$ 1,8 bi declarado nas campanhas nacionais e que apesar de ser altamente aberto e democrático, na prática o sistema de financiamento das campanhas é "fechado" a um grupo reduzido de grandes empresas que aportaram somas consideráveis nas campanhas presidenciais. Menos de 0,01% dos doadores foram responsáveis por mais de 20% dos recursos declarados pelas campanhas nacionais.
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    Artigo
    O financiamento de campanha em 2014 : primeiras aproximações
    (2015) Cervi, Emerson Urizzi
    Analisa o volume, o tipo e a origem dos recursos de financiamento das campanhas para deputado federal no Brasil em 2014. Considera nos cálculos os três maiores partidos políticos PMDB, PT e PSDB e contrapõe três situações: eleito, não eleito e reeleito. Conclui que no grupo dos eleitos o principal doador são as empresas, girando em torno de 30% em média no PT e PMDB, em 40% no PSDB e 25% para os demais partidos. Já no grupo dos reeleitos, o principal doador é o partido político, ficando acima de 35% no PT, PSDB e outros e passando de 40% no PMDB.