Doutrina
URI permanente desta comunidadehttps://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/4128
Navegar
5 resultados
Resultados da Pesquisa
Artigo Da polícia à política : explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de Estado à Câmara dos Deputados(2016) Berlatto, Fábia; Codato, Adriano Nervo; Bolognesi, BrunoInvestiga o perfil social e a preferência partidária dos integrantes das Forças Repressivas do Estado que se lançaram na política institucional nas duas últimas décadas no Brasil. Por meio de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades de integrantes das Forças Policiais e Militares que se candidataram a deputado federal. Achados desta pesquisa mostraram mudanças bruscas, de uma eleição a outra, entre os tipos de partidos nos quais essas candidaturas mais se concentraram. Se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 1990, via grandes partidos de direita, nos anos 2010 ela se dá por meio de pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos fisiológicos). Além do impedimento constitucional de militares filiarem-se a partidos políticos, a ausência de preferência sistemática por um tipo de agremiação partidária pode ser o efeito de um comportamento estratégico, já que obter um lugar na lista desses pequenos partidos não é apenas mais simples, mas há mais abertura a discursos personalistas, tais como os sustentados por esses candidatospoliciais. Esse comportamento também está relacionado à sua visão negativa da política tradicional e dos políticos estabelecidos nos grandes partidos e à crítica a programas com apelos ideológicos muito genéricos. Esses candidatos preferem representar agendas determinadas, como as demandas de suas próprias corporações.Artigo Profissionalização ou popularização da classe política brasileira? : um perfil dos senadores da República(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoCompara alguns achados disponíveis na literatura nacional sobre a trajetória política e a ocupação profissional de deputados federais para o caso específico dos senadores. Nosso experimento leva em consideração, ao lado de outras fontes, uma base de dados relativamente ampla sobre o Senado (240 indivíduos) num intervalo de tempo considerável: 1986-2010. Na primeira e na segunda seções resumimos algumas análises sobre o processo de recrutamento parlamentar no Brasil focados na Câmara dos Deputados. Na terceira e quarta seções procuramos verificar se o que já se sabe sobre a Câmara Federal vale também para o Senado da RepúblicaArtigo Competição e profissionalização política : as eleições para deputado federal no Brasil em 2010(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoDiscute a profissionalização política nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2010. Partindo da constatação de que ser político profissional é a variável mais importante para determinar o sucesso eleitoral de um candidato à CD, o paper verifica como se dá a combinação entre as variáveis ser político profissional, condições políticas de competição (magnitude do distrito e blocos ideológicos), receitas de campanha e desempenho eleitoral para o universo dos 4.124 candidatos a deputado federal em 2010. Os resultados mostram (a) baixa relação entre a magnitude do distrito a profissionalização dos competidores; (b) que os políticos profissionais estão em maior proporção nas listas dos partidos com melhores desempenhos; (c) que a presença dos profissionais é menos comum nos partidos de direita; e (d) que são os políticos que angariam maior quantidade de recursos financeiros.Artigo Variáveis sobre o recrutamento político e a questão de gênero no Parlamento brasileiro(2013) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoAvança no emprego de variáveis sociais e político-institucionais no entendimento dos processos de recrutamento de elites políticas. O caso de eleições de mulheres para a Câmara dos Deputados do Brasil oferece subsídios empíricos para a exploração das lacunas das explicações com base apenas em variáveis de um único tipo. Assim, propomos uma análise centrada nos partidos políticos. A ideia básica é que partidos políticos no Brasil são sociologicamente diferentes, apesar de operarem num marco institucional uniforme. A diferença é menos programática ou ideológica, embora ela também exista, e mais das suas fontes sociais de recrutamento. Disso decorre que partidos diferentes teriam diferentes maneiras de se organizar internamente e, por isso, diferentes estratégias e mecanismos para a formação de listas de candidatosArtigo O contorno sociopolítico dos parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil (1982-2010)(2014) Codato, Adriano Nervo; Ferreira, Ana Paula LopesMostra a variação do perfil político e social dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1982 e 2010. Para classificar esses parlamentares como funcionários públicos nós tomamos por base a última atividade profissional ou ocupação que eles exerciam antes do primeiro mandato eletivo. Testamos uma primeira hipótese segundo a qual esses parlamentares seriam políticos inexperientes que entraram na carreira parlamentar mais tarde que a média de idade dos demais deputados e diretamente para a Câmara dos Deputados, graças ao capital político acumulado na função que desempenharam no Estado. Testamos uma segunda hipótese associada a essa primeira: quanto mais alto o cargo ocupado no setor público (alto escalão), menor seria a extensão da carreira cumprida até a Câmara dos Deputados já que o capital de função exerceria um efeito ainda maior. Foram levantados os perfis de 213 parlamentares, separados em seis legislaturas, destacando dados como sexo, formação acadêmica, partido político, ideologia, associativismo, posição na carreira estatal, cargos eletivos na carreira política, idade e região de origem. A análise mostrou que os dados confirmam parcialmente as duas hipóteses. Até 1994 a primeira posição para a maioria desses indivíduos era sim a Câmara dos Deputados. Porém, a partir de 1998 houve uma inversão e o cargo de estreia na vida política passou a ser o de vereador. Até 1994 a maioria desses deputados-funcionários provinha do médio e do alto funcionalismo. A partir de 1998 esse perfil se modifica e em 2010 temos que mais da metade vinha do baixo funcionalismo público, sendo principalmente professores de ensino fundamental e médio e bancários do setor público.
