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Outro Nacionalização da política na América do Sul : explorando o estágio atual destes sistemas partidários(2017) Conceição, Bruno da Silva; Tribunal Superior EleitoralApresenta dados mais atuais sobre o fenômeno da nacionalização política nas últimas eleições parlamentares de: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Para analisar este fenômeno da nacionalização da política na América do Sul foram coletados dados das percentagens de voto partidário das últimas eleições parlamentares, disponibilizadas nos órgãos eleitorais dos países analisados. A medida de nacionalização partidária é uma adaptação do uso do Coeficiente de Gini direcionada para a votação percentual dos partidos nos diferentes estados que compõe os territórios nacionais. Os resultados encontrados reforçam a visão da literatura sobre a fraca nacionalização dos sistemas partidários sul-americanos. Os países analisados situam-se entre uma baixa nacionalização (Argentina, Brasil, Chile e Paraguai) e intermediária nacionalização (Bolívia e Uruguai) dos principais partidos políticos.Outro Nacionalização partidária no Brasil : análise comparada dos sistemas de 1945-64, 1966-1978 e 1998-2014(2018) Peres, Paulo; Conceição, Bruno da Silva; Tarouco, Gabriela da Silva; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o grau de nacionalização partidária no Brasil em termos processuais e comparativos, considerando sua evolução desde 1946 até 2014. O universo do estudo são os sistemas partidários (a) da democracia de 1946-64, (b) do bipartidarismo do regime autoritário de 1965-78 e (c) do multipartidarismo implementado a partir de 1978-79. Para mensurar o grau de nacionalização partidária utilizou-se o Party Nationalization Score [PNS], tendo como base empírica as estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral referentes à conquista de cadeiras da Câmara dos Deputados e das Assembleias Estaduais. Os resultados mostram que o sistema partidário brasileiro é complexo e abriga desde partidos regionais a partidos com nacionalização baixa e moderada, assim como alguns partidos com nacionalização elevada. Além disso, a evolução dos partidos ao longo dos três sistemas partidários considerados levou à interrupção da nacionalização entre o multipartidarismo de 1945-64 e o bipartidarismo subsequente, assim como favoreceu a continuidade da nacionalização dos dois partidos do regime autoritário no sistema partidário atual.Artigo Partido dominante ou multipartidarismo moderado? Testando uma hipótese consolidada sobre o sistema partidário de São Paulo (1946-1964)(2017) Peres, Paulo Sergio; Conceição, Bruno da Silva; Tribunal Superior EleitoralNa literatura especializada, consolidou-se a tese de que, no período de 1946 a 1964, o sistema partidário de São Paulo apresentou um perfil consideravelmente diferente daquele que se delineou no âmbito nacional. Em São Paulo, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) teria sido um partido inexpressivo, e o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN) tiveram pouca densidade eleitoral. Assim, teria se estabelecido um sistema com um partido largamente dominante, o Partido Social Progressista (PSP). Nosso objetivo neste texto é revisitar de maneira mais rigorosa essa tese. Para tanto, analisamos comparativamente a evolução do sistema partidário nos níveis municipal, estadual e nacional, considerando a série histórica das votações para presidente, governador, prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereador, assim como o número efetivo de candidaturas e partidos e o índice de volatilidade eleitoral. Recorrendo a dados mais amplos do que aqueles que foram utilizados pela literatura de referência e a indicadores de desempenho sistêmico, demonstramos que a configuração do quadro partidário nesses níveis de disputa aponta para uma complexidade maior do que a descrita pelos analistas anteriores. De fato, o sistema partidário em São Paulo, seja no distrito estadual ou municipal, evoluiu para o pluripartidarismo moderado.
