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Outro Estruturação partidária nos municípios brasileiros (1996-2012)(2016) Vasquez, Vitor Lacerda; Fernandes, Jean Lucas Macedo; Faganello, Marco Antonio; Tribunal Superior EleitoralDesde os anos 1990, Katz e Mair (1994) já notavam o baixo acúmulo de conhecimento sobre as organizações partidárias, sobretudo em sua dimensão empírica. Dentro deste debate, há estudos que abarcam a distribuição das organizações partidárias pelo território brasileiro (Braga & Pimentel Jr, 2013; Braga, Rodrigues-Silveira, & Borges, 2013). O presente paper insere-se neste escopo, ao buscar verificar, por meio de candidatos a vereador lançados pelos partidos nos pleitos municipais, quais estratégias são mobilizadas para a expansão da estrutura partidária. Para tanto, analisaram-se dados de candidatura para vereador nas eleições ocorridas entre 1996 e 2012, e buscou-se verificar para que tipo de município os partidos buscam ir e se a migração é uma via pela qual buscam fazê-lo. Além disso, investigou-se o impacto da posição no espectro ideológico dos partidos neste processo. Os resultados indicam que: não há um tipo bem definido de município para o qual os partidos decidem ir; a migração parece ser uma ferramenta de estruturação dos partidos no âmbito local e; isto não vária de acordo com o posicionamento ideológico do partido, pois tal estratégia está presente em todos eles.Outro Partidos headhunters : migração eleitoral e expansão partidária nos municípios brasileiros (2000-2016)(2018) Faganello, Marco Antonio; Fernandes, Jean Lucas Macedo; Tribunal Superior EleitoralAnalisa as migrações partidárias entre vereadores em todo o território nacional, entre os anos 2000 e 2016. A hipótese é que a migração é um instrumento usado pelas agremiações partidárias para maximizar as chances de conquista de votos e de cadeiras. Partidos novos ou com baixo capital eleitoral em um município, funcionariam como partidos headhunters buscando lançar candidatos a vereador com experiência eleitoral prévia e uma base eleitoral definida, fazendo, assim, com que suas chances de vitória no jogo eleitoral local sejam maximizadas. Ao mesmo tempo, tal procedimento, garante uma diminuição dos custos de formação de novas lideranças políticas. Do ponto de vista do candidato, a mudança para outro partido possibilitaria a consolidação de sua liderança dentro de uma agremiação com poucos concorrentes, ao mesmo tempo em que ampliaria suas chances de obter uma cadeira no Legislativo municipal. A dinâmica eleitoral proveniente do mecanismo de lista aberta, que possibilita uma decisão mais personalista por parte do eleitor, em detrimento do partido, faz com que a migração partidária se constitua, por um lado, como uma ferramenta de consolidação dos partidos pelos municípios e, por outro, em uma forma de consolidação de novas lideranças, contribuindo para o aumento da fragmentação partidária local.Artigo Migração partidária nos municípios brasileiros (2000-2016)(2018-06) Faganello, Marco Antonio; Fernandes, Jean Lucas Macedo; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a dinâmica das migrações partidárias em nível local, entre 2000 e 2016, tendo como escopo as eleições para prefeito e vereador, em todo o Brasil. A migração partidária é bastante explorada em nível nacional, sobretudo para o Congresso Nacional, mas em nível local esse fenômeno tem recebido pouca atenção da literatura. Métodos: A metodologia utilizada é quantitativa, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), valendo-se de ferramentas da geografia eleitoral, da análise de redes e de estatística descritiva. Resultados: A migração partidária e de candidaturas (políticos que concorrem a prefeito em uma eleição e na seguinte para vereador, e vice-versa) não trazem, necessariamente, maiores chances de sucesso. Observa-se, também, que no nível local as taxas de migrações vêm decaindo, nos dois cargos. Discussão: Muito se argumenta acerca da "fraqueza" dos laços partidários nos municípios e de uma relação pouco estável entre candidatos e partidos. Estes seriam trocados pelos políticos a todo momento, sempre que o contexto local fosse favorável. Sob esse ponto de vista, a migração partidária em nível municipal seria determinada for fatores circunstanciais. Contudo, os achados obtidos nesse artigo revelam que há padrões de comportamento dos candidatos e partidos nos municípios em termos de estratégias eleitorais, e que a variação nos indicadores da migração não é ad hoc. Nesse sentido, apontamos para outra realidade: os partidos seguem estratégias distintas e coordenadas, em se tratando de migrar ou não.Artigo Notas sobre a migração partidária nos municípios brasileiros (2000-2012)(2016) Fernandes, Jean Lucas Macedo; Faganello, Marco AntonioExplora dados eleitorais municipais apontando padrões de comportamento dos candidatos e partidos em nível local. Tanto em discussões acadêmicas quanto no senso comum, discute-se muito sobre a fraqueza dos laços partidários nos municípios e a persistência de uma relação pouco estável entre candidatos e partidos. Não existiriam padrões de migração e de manutenção dos políticos locais em relações a suas agremiações partidárias. Esta pesquisa mostra uma realidade distinta: os partidos seguem estratégias distintas e coordenadas, em se tratando de migrar ou não. Uma conclusão mais geral é a de que as taxas de migrações vêm decaindo ao longo do tempo nos municípios e elas são diferentes em cada estado. A metodologia utilizada é quantitativa, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo como escopo as eleições para prefeito e vereador (2000-2012).
