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    Para além das valências : o uso de termos e enquadramentos depreciativos na cobertura da eleição de 2010
    (2013) Feres Júnior, João; Miguel, Lorena; Tribunal Superior Eleitoral
    O viés político da grande mídia brasileira não é novidade. Não são raros os estudos que demonstram tal viés em períodos eleitorais. Não obstante, os grandes jornais continuam a reiterar a suposta imparcialidade e equilíbrio de suas coberturas. A despeito da literatura acadêmica produzida sobre o tema, a análise de como esse viés se dá por meio de diferentes estratégias editoriais está longe de ser esgotada. O presente estudo pretende contribuir com um tópico pouco explorado nessa literatura: o uso de expressões pejorativas em eleições. Analisaram-se todos os textos publicados por Folha de São Paulo, O Globo e Estado de São Paulo durante o período da campanha eleitora presidencial de 2010. Além de uma análise de valências, examinaram-se os enquadramentos utilizados, dando particular atenção para o uso de expressões que rebaixam moralmente um candidato, personalidade política ou partido. A hipótese principal é de que a candidata do PT, Dilma Rousseff, o então presidente Lula e o PT foram alvo de um número marcadamente superior de expressões pejorativas. Entretanto, a título de hipótese auxiliar, os jornais diferiram entre si na quantidade e qualidade do uso de tais expressões.
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    Artigo
    Dois prefeitos, duas medidas : a lua de mel na grande imprensa paulista
    (2017-08) Feres Júnior, João; Barbabela, Eduardo; Tribunal Superior Eleitoral
    Avalia a adequação de se expandir o conceito de Lua de Mel, período de trégua por parte da oposição e da mídia que políticos eleitos em tese desfrutariam, para descrever o tratamento recebido pelos dois mais recentes prefeitos da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e João Doria (PSDB). Para tal, fazemos uma análise de valências das matérias publicadas nas capas e páginas de opinião dos dois principais jornais paulistas, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo durante os primeiros 150 dias de seus mandatos. Além de testarmos a hipótese da existência de Lua de Mel nas eleições recentes para prefeito da cidade de São Paulo, também examinaremos a hipótese secundária de que tal tratamento foi semelhante em intensidade e perfil para cada um dos prefeitos em começo de mandato. Os resultados mostram que houve Lua de Mel somente para Doria, pois Haddad não recebeu qualquer trégua da cobertura jornalística, e que tal Lua de Mel terminou em torno do final do seu terceiro mês de mandato, prazo similar ao que a literatura norte-americana estima para os presidentes daquele país.