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    Artigo
    A era das coligações eleitorais para a Câmara dos Deputados (2006, 2010, 2014 e 2018)
    (2021) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Quadros, Doacir Gonçalves de; Tribunal Superior Eleitoral
    Faz-se uma análise do desempenho dos partidos políticos e das coligações eleitorais nas eleições de 2006, 2010, 2014 e 2018 para a Câmara Federal dos Deputados. A partir dos dados coletados junto à Justiça Eleitoral brasileira e disponíveis no repositório eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral identificou-se que os partidos políticos que aderiram a coligações partidárias nas disputas eleitorais investigadas conquistaram mais votos e consequentemente mais mandatos na Câmara Federal. Nos pleitos analisados as coligações eleitorais conquistaram no mínimo 80% das vagas em disputa. Porém, ao analisar-se o impacto das coligações sobre a representação obtida pelos estados na Câmara Federal, os dados revelam que quanto maior é a magnitude eleitoral nos estados, a estratégia de campanha partidária avulsa mostrou-se mais eficiente para obtenção de mandatos nos pleitos.
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    Artigo
    O domínio das coligações nas eleições de 2010 e 2014 para a Câmara dos Deputados no Brasil
    (2017) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa os resultados das eleições de 2010 e 2014 para deputado federal no Brasil e identifica o desempenho dos partidos e coligações entre os eleitos. Analisa se os partidos que elegeram deputados optaram por coligações proporcionais e qual foi a distribuição desses resultados por distrito (circunscrição eleitoral). Com isso, pode-se mensurar os resultados eleitorais dos candidatos e partidos coligados, comparando-os com os partidos isolados, e também verificar se os que fizeram parte das coligações majoritárias conquistaram maior número de cadeiras na Câmara.
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    Artigo
    O PMDB na Câmara Federal : perfil social dos parlamentares (1982-2014)
    (2018) Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Ferreira, Ana Paula Lopes; Santos, Romer Mottinha; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o perfil social dos deputados federais eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), entre 1982 a 2014. Durante o período analisado, a agremiação foi uma das principais responsáveis pelo abastecimento da Câmara Federal. O trabalho testa duas hipóteses: a primeira que: i) a agremiação recruta os seus membros preferencialmente nos setores do empresariado e ii) apresenta padrões de recrutamento diferenciados nos estados da federação. Para testar tais hipóteses, foi realizado um levantamento dos eleitos no site do TSE, além da realização de uma prosopografia dos legisladores em duas fontes: no Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro (DHBB), no perfil dos Deputados informados pela Câmara Federal e em websites dos parlamentares. Os resultados indicam poucas variações no perfil dos eleitos entre os Estados da Federação, e além do predomínio de homens, os empresários são contingente expressivo na legenda, seguidos por profissionais liberais e políticos profissionais.
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    Dissertação
    Funcionários na política : o perfil sócio-profissional dos funcionários públicos eleitos para a Câmara dos Deputados no Brasil (1945-2010)
    (2014) Ferreira, Ana Paula Lopes; Codato, Adriano Nervo
    Na literatura sobre elites políticas, os estudos que abordam os funcionários públicos utilizam a variável profissão de origem como parte da identidade dos políticos em termos de experiências profissionais. Desta forma, informações sobre o perfil em si desse grupo, como a posição ocupada no funcionalismo público e a trajetória na carreira política são marginalizadas. A fim de suprir essa lacuna, o objetivo deste trabalho é expor o perfil político e social dos deputados federais brasileiros com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1945 e 2010. Trabalha-se com a hipótese de que as diferenças nos padrões de carreira política dos deputados federais com origem profissional no funcionalismo público podem ser explicadas pela posição ocupada na mesma (alto, baixo e médio escalão). Para testar a hipótese utiliza-se da análise quantitativa de dados categóricos - que foram coletados por meio do método da prosopografia-, a partir do levantamento do perfil de 313 parlamentares, separados em dezessete legislaturas, destacando-se dados como partido político, ideologia, posição ocupada no funcionalismo público e carreira política. Como resultado da pesquisa, temos que as variáveis determinantes para a explicação das diferenças de perfil dos parlamentares estão concentradas mais no âmbito das ideologias partidárias em que estão filiados, do que na posição ocupada no funcionalismo público, que não apresenta variações significativas ao longo do período em questão.
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    Artigo
    Entre a burocracia e a Câmara Federal : a profissionalização dos deputados federais no período de 1946 a 1964
    (2016) Ferreira, Ana Paula Lopes; Lemos, Mariana Werner de
    Mostra a profissionalização dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1946 e 1962. Testamos a hipótese de que diferentes tipos de funcionários públicos tendem a apresentar diferentes graus de profissionalização política, desse modo, ocupantes de cargos de destaque em suas carreiras públicas apresentam menor grau de profissionalização, uma vez que possuem recursos para driblar etapas da carreira política. Para testar tal hipótese usamos a prosopografia, analisando 87 perfis parlamentares que comportam 126 mandatos. A análise mostrou que diferentes escalões produzem diferentes carreiras políticas, e que indivíduos provenientes do alto escalão do funcionalismo público são detentores de atributos que contribuem para a ascensão facilitada a cargos políticos mais altos, no entanto, possuem menor profissionalização política uma vez que não são experimentados na carreira política antes de chegar a Câmara Federal
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    Artigo
    O contorno sociopolítico dos parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil (1982-2010)
    (2014) Codato, Adriano Nervo; Ferreira, Ana Paula Lopes
    Mostra a variação do perfil político e social dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1982 e 2010. Para classificar esses parlamentares como funcionários públicos nós tomamos por base a última atividade profissional ou ocupação que eles exerciam antes do primeiro mandato eletivo. Testamos uma primeira hipótese segundo a qual esses parlamentares seriam políticos inexperientes que entraram na carreira parlamentar mais tarde que a média de idade dos demais deputados e diretamente para a Câmara dos Deputados, graças ao capital político acumulado na função que desempenharam no Estado. Testamos uma segunda hipótese associada a essa primeira: quanto mais alto o cargo ocupado no setor público (alto escalão), menor seria a extensão da carreira cumprida até a Câmara dos Deputados já que o capital de função exerceria um efeito ainda maior. Foram levantados os perfis de 213 parlamentares, separados em seis legislaturas, destacando dados como sexo, formação acadêmica, partido político, ideologia, associativismo, posição na carreira estatal, cargos eletivos na carreira política, idade e região de origem. A análise mostrou que os dados confirmam parcialmente as duas hipóteses. Até 1994 a primeira posição para a maioria desses indivíduos era sim a Câmara dos Deputados. Porém, a partir de 1998 houve uma inversão e o cargo de estreia na vida política passou a ser o de vereador. Até 1994 a maioria desses deputados-funcionários provinha do médio e do alto funcionalismo. A partir de 1998 esse perfil se modifica e em 2010 temos que mais da metade vinha do baixo funcionalismo público, sendo principalmente professores de ensino fundamental e médio e bancários do setor público.