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Artigo A participação política eleitoral nas eleições de 2016 a 2022(2024) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Quadros, Doacir Gonçalves de; Tribunal Superior EleitoralOferece uma análise preliminar sobre a participação política nas eleições de 2016, 2018, 2020 e 2022. A partir de estatísticas eleitorais, buscamos identificar qual foi o perfil e o número de participantes nos pleitos eleitorais, considerando os registros de candidaturas, filiação partidária e o trabalho de mesários. Entre os períodos eleitorais de 2016 a 2022 pesquisas de opinião mostraram o aumento da desconfiança da população sobre a lisura do funcionamento do sistema político e eleitoral devido a uma série de escândalos políticos de poder e financeiro envolvendo partidos, políticos e governantes. Segundo a literatura especializada sobre o impacto do escândalo político no comportamento do cidadão, quanto maior a incidência e divulgação de escândalos políticos, maior é a desconfiança política e a apatia do eleitor (Thompson, 2002; Power; Jamison, 2005). Ao averiguar neste artigo a participação política e eleitoral entre as eleições 2016 a 2022, testa-se aqui a hipótese de que quanto maior a sensação de desconfiança do eleitor, há uma queda na participação política eleitoral, mensurada em torno dos registros de candidaturas, de filiações partidárias e de mesários. Usamos dados coletados no repositório online do Tribunal Superior Eleitoral e manuseados de acordo com método quantitativo, descritivo e comparativo. A conclusão é de que mesmo em um contexto político e eleitoral instável e conturbado, como o período entre as eleições de 2016 a 2022, houve um aumento na participação política eleitoral.Artigo A era das coligações eleitorais para a Câmara dos Deputados (2006, 2010, 2014 e 2018)(2021) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Quadros, Doacir Gonçalves de; Tribunal Superior EleitoralFaz-se uma análise do desempenho dos partidos políticos e das coligações eleitorais nas eleições de 2006, 2010, 2014 e 2018 para a Câmara Federal dos Deputados. A partir dos dados coletados junto à Justiça Eleitoral brasileira e disponíveis no repositório eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral identificou-se que os partidos políticos que aderiram a coligações partidárias nas disputas eleitorais investigadas conquistaram mais votos e consequentemente mais mandatos na Câmara Federal. Nos pleitos analisados as coligações eleitorais conquistaram no mínimo 80% das vagas em disputa. Porém, ao analisar-se o impacto das coligações sobre a representação obtida pelos estados na Câmara Federal, os dados revelam que quanto maior é a magnitude eleitoral nos estados, a estratégia de campanha partidária avulsa mostrou-se mais eficiente para obtenção de mandatos nos pleitos.Outro As coligações eleitorais estaduais : um estudo sobre os deputados estaduais eleitos em 2014(2016) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Tribunal Superior EleitoralTrata de uma pesquisa sobre os resultados eleitorais de 2014 no Brasil dos deputados estaduais nos 26 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de identificar qual o desempenho dos partidos e coligações no pleito. No mesmo, analisa-se quais partidos optaram por coligações proporcionais e qual o partido que elegeu governador em primeiro turno ou o mais votado. Com isso, pode-se analisar os resultados eleitorais dos candidatos e partidos coligados comparando com os não coligados e se os que fizeram parte das coligações majoritárias conquistaram maior número de cadeiras nas Assembleias Legislativas. Trabalhou-se com a hipótese do trabalho de que o sucesso eleitoral dos candidatos ao legislativo estadual em eleições proporcionais depende da coligação proporcional ou majoritária que o partido optou para a disputa. Para testar tal hipótese usou-se a metodologia utilizada é de pesquisa quantitativa de análise de conteúdo e permite identificar quantos candidatos obtiveram sucesso eleitoral por partido ou coligação. Os resultados preliminares demonstram que os partidos que optaram por coligações também conquistaram mais cadeiras para deputados estaduais.Outro A dependência das coligações nas eleições para Câmara dos Deputados no Brasil (2010-2014)(2017) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Tribunal Superior EleitoralTrata-se de pesquisa sobre resultados das eleições para deputados federais no Brasil em 2010 e 2014, com o objetivo de identificar o desempenho dos partidos e coligações entre os eleitos. Analisa-se os partidos que elegeram deputados se optaram por coligações proporcionais e a distribuição destes resultados por distritos (circunscrições eleitorais). Com isso, pode-se mensurar os deputados eleitos para verificar os resultados eleitorais dos candidatos e partidos coligados comparando com os partidos isolados e, também, se os que fizeram parte das coligações majoritárias conquistaram maior número de cadeiras na Câmara. A metodologia utilizada é pesquisa quantitativa de análise de conteúdo. A hipótese do trabalho é que o sucesso eleitoral dos candidatos à Câmara nestas eleições dependeu das coligações proporcionais que os partidos optaram para a disputa, sendo minoritários os eleitos em partido isolado, dependendo do tamanho do distrito eleitoral. Os resultados demonstram que os partidos que optaram por coligações proporcionais também conquistaram mais cadeiras para o cargo de deputado nas duas últimas eleições, que resulta uma distribuição de cadeiras entre poucas coligações nos estados, especialmente nos distritos de baixa magnitude.Artigo O domínio das coligações nas eleições de 2010 e 2014 para a Câmara dos Deputados no Brasil(2017) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os resultados das eleições de 2010 e 2014 para deputado federal no Brasil e identifica o desempenho dos partidos e coligações entre os eleitos. Analisa se os partidos que elegeram deputados optaram por coligações proporcionais e qual foi a distribuição desses resultados por distrito (circunscrição eleitoral). Com isso, pode-se mensurar os resultados eleitorais dos candidatos e partidos coligados, comparando-os com os partidos isolados, e também verificar se os que fizeram parte das coligações majoritárias conquistaram maior número de cadeiras na Câmara.Artigo O PMDB na Câmara Federal : perfil social dos parlamentares (1982-2014)(2018) Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Ferreira, Ana Paula Lopes; Santos, Romer Mottinha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o perfil social dos deputados federais eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), entre 1982 a 2014. Durante o período analisado, a agremiação foi uma das principais responsáveis pelo abastecimento da Câmara Federal. O trabalho testa duas hipóteses: a primeira que: i) a agremiação recruta os seus membros preferencialmente nos setores do empresariado e ii) apresenta padrões de recrutamento diferenciados nos estados da federação. Para testar tais hipóteses, foi realizado um levantamento dos eleitos no site do TSE, além da realização de uma prosopografia dos legisladores em duas fontes: no Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro (DHBB), no perfil dos Deputados informados pela Câmara Federal e em websites dos parlamentares. Os resultados indicam poucas variações no perfil dos eleitos entre os Estados da Federação, e além do predomínio de homens, os empresários são contingente expressivo na legenda, seguidos por profissionais liberais e políticos profissionais.Dissertação Funcionários na política : o perfil sócio-profissional dos funcionários públicos eleitos para a Câmara dos Deputados no Brasil (1945-2010)(2014) Ferreira, Ana Paula Lopes; Codato, Adriano NervoNa literatura sobre elites políticas, os estudos que abordam os funcionários públicos utilizam a variável profissão de origem como parte da identidade dos políticos em termos de experiências profissionais. Desta forma, informações sobre o perfil em si desse grupo, como a posição ocupada no funcionalismo público e a trajetória na carreira política são marginalizadas. A fim de suprir essa lacuna, o objetivo deste trabalho é expor o perfil político e social dos deputados federais brasileiros com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1945 e 2010. Trabalha-se com a hipótese de que as diferenças nos padrões de carreira política dos deputados federais com origem profissional no funcionalismo público podem ser explicadas pela posição ocupada na mesma (alto, baixo e médio escalão). Para testar a hipótese utiliza-se da análise quantitativa de dados categóricos - que foram coletados por meio do método da prosopografia-, a partir do levantamento do perfil de 313 parlamentares, separados em dezessete legislaturas, destacando-se dados como partido político, ideologia, posição ocupada no funcionalismo público e carreira política. Como resultado da pesquisa, temos que as variáveis determinantes para a explicação das diferenças de perfil dos parlamentares estão concentradas mais no âmbito das ideologias partidárias em que estão filiados, do que na posição ocupada no funcionalismo público, que não apresenta variações significativas ao longo do período em questão.Artigo Entre a burocracia e a Câmara Federal : a profissionalização dos deputados federais no período de 1946 a 1964(2016) Ferreira, Ana Paula Lopes; Lemos, Mariana Werner deMostra a profissionalização dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1946 e 1962. Testamos a hipótese de que diferentes tipos de funcionários públicos tendem a apresentar diferentes graus de profissionalização política, desse modo, ocupantes de cargos de destaque em suas carreiras públicas apresentam menor grau de profissionalização, uma vez que possuem recursos para driblar etapas da carreira política. Para testar tal hipótese usamos a prosopografia, analisando 87 perfis parlamentares que comportam 126 mandatos. A análise mostrou que diferentes escalões produzem diferentes carreiras políticas, e que indivíduos provenientes do alto escalão do funcionalismo público são detentores de atributos que contribuem para a ascensão facilitada a cargos políticos mais altos, no entanto, possuem menor profissionalização política uma vez que não são experimentados na carreira política antes de chegar a Câmara FederalArtigo O contorno sociopolítico dos parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil (1982-2010)(2014) Codato, Adriano Nervo; Ferreira, Ana Paula LopesMostra a variação do perfil político e social dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1982 e 2010. Para classificar esses parlamentares como funcionários públicos nós tomamos por base a última atividade profissional ou ocupação que eles exerciam antes do primeiro mandato eletivo. Testamos uma primeira hipótese segundo a qual esses parlamentares seriam políticos inexperientes que entraram na carreira parlamentar mais tarde que a média de idade dos demais deputados e diretamente para a Câmara dos Deputados, graças ao capital político acumulado na função que desempenharam no Estado. Testamos uma segunda hipótese associada a essa primeira: quanto mais alto o cargo ocupado no setor público (alto escalão), menor seria a extensão da carreira cumprida até a Câmara dos Deputados já que o capital de função exerceria um efeito ainda maior. Foram levantados os perfis de 213 parlamentares, separados em seis legislaturas, destacando dados como sexo, formação acadêmica, partido político, ideologia, associativismo, posição na carreira estatal, cargos eletivos na carreira política, idade e região de origem. A análise mostrou que os dados confirmam parcialmente as duas hipóteses. Até 1994 a primeira posição para a maioria desses indivíduos era sim a Câmara dos Deputados. Porém, a partir de 1998 houve uma inversão e o cargo de estreia na vida política passou a ser o de vereador. Até 1994 a maioria desses deputados-funcionários provinha do médio e do alto funcionalismo. A partir de 1998 esse perfil se modifica e em 2010 temos que mais da metade vinha do baixo funcionalismo público, sendo principalmente professores de ensino fundamental e médio e bancários do setor público.Artigo O perfil das deputadas federais com origem profissional no funcionalismo público eleitas entre 1982 e 2010(2015) Ferreira, Ana Paula Lopes; Lemos, Mariana Werner de; Sirino, Nárila PaolaTrata do perfil das deputadas federais, com origem profissional no funcionalismo público, eleitas entre 1982 e 2010. Diante da escassez de pesquisas sobre este objeto, e a fim de mostrar o perfil dessas parlamentares, testamos as seguintes hipóteses: a) se o perfil de recrutamento das deputadas com origem no funcionalismo público brasileiro é diferente das demais parlamentares conforme o espectro ideológico do partido ao qual estão filiadas; b) se em relação às demais deputadas, as deputadas funcionárias possuem atributos de capital social capazes de contribuir para a entrada e ascensão destas na carreira política. Os resultados evidenciam que as deputadas provenientes do funcionalismo público brasileiro possuem alguns recursos como maior disponibilidade de tempo e possibilidade de licença para se candidatarem a cargos eletivos, que refletem em projeção e consolidação de carreira, podendo ser convertidos em recursos de inclusividade e representatividade eleitoral em relação às demais parlamentares e, ainda, que o recrutamento daquelas que ocupavam posições em escalões mais altos do funcionalismo público é realizado em maioria pelos partidos de centro e de direita
