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Outro Efeitos diretos, indiretos e tardios : trajetórias da transmissão intergeracional da participação política(2010) Fuks, Mario; Tribunal Superior EleitoralPropõe um modelo para explicar o processo mediante o qual os jovens se tornam cidadãos participativos. Veremos que ele ocorre de duas formas complementares. A primeira é a transmissão imediata, embora, em grande medida, estimulada por efeitos indiretos, das rotinas participativas. A segunda depende de um processo de longa duração, gerando a participação como efeito tardio. Acreditamos que, ao incluir efeitos diretos, indiretos e tardios, o nosso modelo é capaz de explicar porque e de que forma os ambientes familiar e escolar afetam a participação política do jovem. Em termos mais específicos, o estudo mostra que a participação política dos pais é a forma mais eficaz de se "ensinar" participação política aos filhos. Em relação às condições sócio-econômicas da família, embora não transmitam participação aos filhos, são elas que criam condições mais ou menos favoráveis para o envolvimento dos pais em atividades participativas. O ambiente familiar, juntamente com o ambiente escolar, também age sobre a motivação do jovem para participar de atividades políticas. Jovens mais propensos a participar são aqueles que, mais tarde, serão mais receptivos aos "convites" de participação política na vida adulta. No conjunto, os dados apontam associação entre a reprodução intergeracional da desigualdade social e da desigualdade política. Para testarmos o nosso modelo, realizamos um survey com alunos do ensino médio de Belo Horizonte. Jovens de 14 escolas da rede pública e privada de Belo Horizonte foram entrevistados.Artigo Efeitos diretos, indiretos e tardios : trajetórias da transmissão intergeracional da participação política(2011) Fuks, Mario; Tribunal Superior EleitoralPropõe um modelo para explicar o processo mediante o qual os jovens se tornam cidadãos participativos. Vê-se que este ocorre de duas formas complementares. A primeira é a transmissão imediata, embora, em grande medida, estimulada por efeitos indiretos, das rotinas participativas. A segunda depende de um processo de longa duração, gerando a participação como efeito tardio. O estudo mostra que a participação política dos pais é a forma mais eficaz de se "ensinar" participação política aos filhos. Em relação às condições socioeconômicas da família, embora não transmitam participação aos filhos, são elas que criam condições mais ou menos favoráveis para o envolvimento dos pais em atividades participativas. No conjunto, os dados apontam associação entre a reprodução intergeracional da desigualdade social e da desigualdade política.Artigo Expandindo o conceito de competência política : conhecimento político e atitudes democráticas na América Latina(2018) Fuks, Mario; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior EleitoralPropõe uma ampliação do conceito de "competência política" que ultrapasse as tomadas de decisões próprias do processo eleitoral e que abarque, também, os valores democráticos. De forma mais específica, busca compreender qual efeito que o conhecimento político exerce sobre a adesão a diferentes princípios democráticos. Para isso, foram utilizados os dados do Barômetro das Américas de 2008. A medida de conhecimento factual foi obtida com perguntas como "qual o nome do presidente/líder do Congresso", "quanto tempo dura o mandato do presidente ou primeiro ministro" etc. A medida de atitudes democráticas foi obtida com perguntas como "a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo" ou "sob algumas circunstâncias, um governo autoritário pode ser preferível a um regime democrático", entre outras. Os resultados demonstram que o conhecimento político tem um efeito positivo e estatisticamente significativo não só sobre a preferência pela democracia, como também sobre os princípios subjacentes ao regime, como o apoio às eleições livres e competitivas, a participação política, o controle e a separação dos poderes, o primado da lei e a tolerância. Argumenta que esses achados têm implicações importantes para as pesquisas sobre a relação entre conhecimento político e legitimidade democrática.Artigo Explicando os efeitos de programas de socialização política : a experiência do Parlamento Jovem no Brasil(2014) Fuks, MarioInvestiga, de forma sistemática, as mudanças geradas por programas de educação cívica em seus participantes, oferecendo uma visão integrada dos condicionantes e dos padrões de efeito resultantes. Nossas principais conclusões são: 1) valores são mais resistentes à mudança do que a motivação, o conhecimento político e as atitudes diante de instituições políticas; 2) os ganhos cognitivos e mudanças atitudinais ocorrem com maior intensidade quando o objeto pertence ao universo familiar da experiência; 3) os efeitos sobre a participação política não se manifestam no presente, mas os dados indicam a propensão a maior participação na vida adulta; 4) a qualidade do programa e a motivação do participante condicionam a influência dos demais fatores. O objeto de estudo é o Parlamento Jovem mineiro, em sua edição de 2008. O desenho da nossa pesquisa segue a lógica da pesquisa quase experimental (CAMPBELL; STANLEY, 1979). A partir de uma amostra não aleatória, foram realizadas, em 2008, duas rodadas de um survey, com 670 entrevistas, sendo 335 antes e 335 após o programa, das quais 167 com participantes e 168 com não participantes.Artigo Atitudes, cognição e participação política : padrões de influência dos ambientes de socialização sobre o perfil político dos jovens(2012) Fuks, MarioO debate sobre o papel da socialização na aquisição de conhecimento, na formação das atitudes e no padrão de participação política do jovem nos lembra, constantemente, que a família e a escola são os ambientes definidores nesse processo. Mas isso não esclarece uma série de questões. Uma delas é a interação entre os diversos fatores que compõem esses contextos socializadores e os mecanismos por meio dos quais eles geram efeitos sobre o perfil político dos jovens. Essa dinâmica é o foco do presente artigo e o nosso principal argumento é que ela cria padrões distintos na influência desses ambientes sobre o perfil político do jovem, dependendo da dimensão considerada. Nossas análises são feitas a partir dos dados de um survey realizado em 2008 com jovens do ensino médio da cidade de Belo Horizonte.
