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Artigo Explorando o efeito das clivagens sociais e políticas na participação política juvenil(2023) Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Silva, Gregório Unbehaun Leal da; Tribunal Superior EleitoralAnalisa-se o efeito das clivagens social e política sobre a participação política de jovens em distintas modalidades de engajamento político. Para tanto, foram testadas hipóteses de que [H1] as clivagens sociais têm efeitos sobre a participação política de jovens, [H1a] mulheres jovens participam mais do que homens jovens e [H2] as clivagens políticas não têm efeitos sobre a participação política de jovens. Os dados são oriundos de survey aplicado junto a estudantes do ensino médio de Porto Alegre pelo Nupesal (UFRGS). Os achados confirmaram parcial e/ou integralmente as hipóteses, denotando haver diferenciação entre os determinantes da participação juvenil conforme as modalidades testadas, com destaque para o impacto do gênero na clivagem social e do processo de socialização nos anos impressionáveis, levantando aspectos para a continuidade da agenda de pesquisas sobre o tema no Brasil.Outro Bases sociais, atitudinais e comportamentais do apartidismo brasileiro(2013) Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior EleitoralA partir de pesquisas em democracias avançadas, pesquisadores têm alertado para a expansão de um novo perfil de eleitor, o apartidário, caracterizado por alta mobilização cognitiva, forte apoio à democracia, posicionamento crítico em relação às instituições hierárquicas e preferência por formas diretas de ação política. Russel Dalton, combinando variáveis de mobilização cognitiva e simpatia partidária, definiu ainda três outros perfis de eleitores: independente apolítico, partidários rituais e partidários cognitivos. Essa nova tipologia do eleitorado contemporâneo traz uma série de novos desafios para as instituições democráticas e seus impactos ainda não são claros. Como a pertinência dessa classificação ainda não foi testada no contexto das jovens democracias, propomos nesse trabalho a identificação dos condicionantes sociais, atitudinais e comportamentais de cada um dos quatro tipos de eleitores entre o público brasileiro, usando para tanto os dados produzidos pelo LAPOP em sua onda de 2012.Outro Simpatia partidária na América Latina : Argentina, Brasil, Chile e Uruguai em perspectiva comparada(2018) Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior EleitoralAnalisa de forma comparada e longitudinal a identificação partidária (doravante IP) de quatro diferentes democracias latino-americanas, que, por um lado, assemelham-se por pertencerem à terceira onda de democracia, bem como por terem iniciado sua transição democrática em períodos relativamente parecidos. Por outro lado, apesar das semelhanças, são países que apresentam diferentes trajetórias tanto no que tange à democracia, de forma mais ampla, quanto ao sistema partidário e a história dos partidos, em termos mais específicos. Essas semelhanças e diferenças tornam a comparação entre os países apropriadas para investigar, dentro do contexto de redemocratização, o padrão e os determinantes da identificação partidária ao longo do tempo, confrontando possíveis explicações que derivam tanto de aspectos individuais quanto contextuais (nacionais).Artigo Participação de alta intensidade entre os filiados ao Partido dos Trabalhadores no Brasil(2018) Paludo, José Roberto; Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os determinantes da participação de alta intensidade dos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil. Para tanto, considerando que tal temática permeia um campo de pesquisas ainda incipiente, baseia-se na literatura sobre participação, comportamento político, especialmente na obra High-Intensity Participation: the dinamics of party activism in Britain (WHITELEY; SEYD, 2002), a fim de investigar a hipótese de que a trajetória dos filiados, representada pela interação entre as variáveis de tempo de filiação e de idade, é determinante para explicar a intensidade do engajamento de filiados às atividades partidárias, complementada pelos recursos individuais e habilidades cívicas adquiridas no processo de socialização, os quais combinariam incentivos e retribuições simbólicas e materiais. Os resultados corroboram a hipótese central, bem como permite inferir sobre o processo de alteração da base social dos filiados ao PT no Brasil, cujos reflexos são perceptíveis para além do contexto intrapartidário.Artigo Cultura política e democracia : resultados empíricos sob a perspectiva local(2014) Gimenes, Éder RodrigoO Brasil encontra-se atualmente no segundo período de transição democrática, após a experiência autoritária ocorrida no século passado. O novo regime tem dado sinais positivos de desenvolvimento, experimentando outras formas de participação para além do voto, como orçamentos participativos, audiências públicas, conselhos gestores e plebiscitos, por exemplo. A despeito disso, pesquisadores identificaram em suas pesquisas diferentes níveis de adesão ao regime democrático no Brasil, com distinção entre o apoio à democracia em termos abstratos e avaliativos. Em geral, esses pesquisadores têm verificado que a incorporação de valores abstratos pró-democracia tem se disseminado na sociedade nacional, ao mesmo tempo em que as avaliações sobre o seu funcionamento concreto têm se mostrado negativas. Se a existência dessa incongruência na população em geral pode ser interpretada como causa potencial de instabilidade política no médio e longo prazos, supomos que os seus efeitos sejam ainda mais relevantes quando se verifica entre aqueles que podemos chamar de elites políticas. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo verificar a existência desse hiato entre o apoio difuso e o apoio específico à democracia entre indivíduos pertencentes a um segmento da elite não-estatal e aos eleitores do município de Maringá (PR), com vistas à compreensão de seus valores acerca do referido regime e da identificação de concordância ou discrepância em relação a amostras nacionais, regionais e locais quanto a essa incongruência. Os resultados apontaram culturas políticas diferentes entre as amostras, com destaque ao status social e mobilização cognitiva dos indivíduos que pertencem ao segmento de elite não estatal municipalArtigo Partidarismo no Brasil : análise longitudinal dos condicionantes da identificação partidária (2002-2014)(2016) Gimenes, Éder Rodrigo; Furriel, Wesley Oliveira; Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo AparecidoA relação entre eleitores e partidos tem sido tema recorrente em diversos trabalhos dentro das Ciências Sociais, principalmente no campo da Ciência Política. No caso brasileiro, uma análise longitudinal, desde a década passada, aponta expressivas oscilações no percentual de eleitores identificados com partidos. Diante desse contexto, nosso objetivo foi identificar as mudanças no perfil sócio-econômico e atitudinal dos eleitores partidários entre 2002 e 2014, além de realizar uma breve comparação entre PT, PSBD, PMDB, PV e PSB. Para tanto, utilizamos, principalmente, dados coletados pelo Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB) de 2002, 2006, 2010 e 2014. Nossas conclusões mais relevantes são de que o eleitor partidário brasileiro é mais mobilizado cognitivamente em termos atitudinais, se comparado ao eleitor não partidário; porém, não há grandes distinções entre eleitores que se identificam com os partidos em destaque nas disputas presidenciais
