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    Mobilização cognitiva e apartidarismo : a relação dos eleitores com os partidos políticos na América Latina (2006-2014)
    (2015) Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior Eleitoral
    Há algumas décadas diversos autores têm destacado o afastamento dos eleitores com relação aos partidos políticos em democracias consolidadas. Tal fenômeno decorreria de alterações nas funções desempenhadas e nas relações estabelecidas pelos partidos, assim como por avanços nos níveis de educação e de acesso à informação por parte do eleitorado, dentre outras razões. Enquanto em tais países a discussão gira em torno das consequências do desalinhamento partidário sobre o regime, em jovens democracias, como é o caso da maioria dos países da América Latina, prevalece o dissenso acerca da existência ou não do referido afastamento. Considerada a essencialidade dos partidos políticos ao funcionamento da democracia e o processo de estabelecimento da legitimidade e da consolidação democráticas nos países da região, o objetivo deste paper é verificar a existência do desalinhamento partidário na América Latina, bem como as alterações nos eleitorados nacionais e da região a partir do modelo da mobilização cognitiva. Para tanto, analiso dados oriundos de pesquisas de opinião pública do Latin American Public Opinion Project (LAPOP), coletados entre os anos de 2004 e 2014.
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    Partidarismo e legado democrático na América Latina
    (2017) Casalecchi, Gabriel Avila; Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior Eleitoral
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    Há novos personagens ou uma nova cena? A participação social de filiados ao Partido dos Trabalhadores
    (2020) Gimenes, Éder Rodrigo; Faeti, Filipe Vicentini; Tribunal Superior Eleitoral
    As bases sociais de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) brasileiro marcam sua diferenciação com relação às demais legendas surgidas não apenas no contexto de luta pela redemocratização, mas também ao longo das últimas três décadas. Para além da relevância de movimentos sociais, de grupos vinculados à Igreja Católica e do sindicalismo ao longo dos anos o PT estruturou-se apoiado também pelos movimentos de trabalhadores em favor da reforma agrária, por exemplo. Nesse sentido, ficou conhecido como partido das massas brasileiro, balizador da definição das demais legendas no espectro ide Contudo, a eleição de Lula em 2002 inaugurou um período de governo (e não mais de oposição), que fez emergir novos desenhos às relações entre o partido e os filiados, bem como entre as políticas públicas aprovadas e as demandas de grupos historicamente atrelados ao PT. Assim, este paper objetiva comparar os vínculos sociais de filiados ao partido antes e após sua ascensão à presidência.
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    Participação eleitoral e partidarismo na América Latina : estudo exploratório sobre bases individuais
    (2017) Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior Eleitoral
    Discute duas distintas manifestações relacionadas ao voto na América Latina: o comparecimento eleitoral e a adesão normativa ao voto como aspecto essencial de apoio ao regime democrático. O intuito é de contribuir à elucidação de questões como: Os latino-americanos apoiam as eleições e votam na mesma medida ou esses indivíduos mais valorizam o voto, abstratamente, do que participam? Eleitores com diferentes perfis apresentam características também distintas com relação à normativa ao voto e ao comparecimento eleitoral ou existe um padrão de comportamento dos latino-americanos?
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    Simpatia partidária na América Latina : Argentina, Brasil, Chile e Uruguai em perspectiva comparada
    (2018) Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa de forma comparada e longitudinal a identificação partidária (doravante IP) de quatro diferentes democracias latino-americanas, que, por um lado, assemelham-se por pertencerem à terceira onda de democracia, bem como por terem iniciado sua transição democrática em períodos relativamente parecidos. Por outro lado, apesar das semelhanças, são países que apresentam diferentes trajetórias tanto no que tange à democracia, de forma mais ampla, quanto ao sistema partidário e a história dos partidos, em termos mais específicos. Essas semelhanças e diferenças tornam a comparação entre os países apropriadas para investigar, dentro do contexto de redemocratização, o padrão e os determinantes da identificação partidária ao longo do tempo, confrontando possíveis explicações que derivam tanto de aspectos individuais quanto contextuais (nacionais).
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    Mobilização cognitiva e perfis eleitorais na América Latina
    (2016) Gimenes, Éder Rodrigo; Borba, Julian; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa dados decorrentes da onda de 2012 do Latin American Public Opinion Project (LAPOP) para um conjunto de 21 países latino-americanos e para os Estados Unidos, de modo que os resultados de regressões binárias apontaram efeitos distintos [a] dos perfis de eleitores sobre a posição churchilliana e também sobre as dimensões procedimentais da democracia definidas por Fuks et al (2016) como "adesão aos procedimentos de escolha", "adesão normativa ao voto", "adesão à participação de todos" e "adesão ao princípio da representação" e [b] quando comparados América Latina e Estados Unidos. Nesse sentido, as conclusões apontam a necessidade de aprofundamento desta agenda de pesquisa ao menos no que tange a três pontos: [1] verificar a limitação da capacidade explicativa da tese do apartidarismo sobre aspectos procedimentais da adesão à democracia; [2] verificar a relação existente entre os recursos individuais testados (mobilização cognitiva combinada com simpatia partidária) sobre medidas valorativas de adesão à democracia, como igualitarismo e tolerância, por exemplo; e [3] testar a relação hierárquica entre variáveis individuais e de contexto sobre o apoio ao regime.
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    Evolução dos determinantes do partidarismo na América Latina
    (2019) Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior Eleitoral
    Examina a evolução do relacionamento dos eleitores com os partidos políticos nas democracias latino-americanas, analisando os determinantes do partidarismo em países que se enquadram em distintas categorias em termos de enraizamento partidário: Uruguai, Argentina, Brasil e Chile.
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    Participação de alta intensidade entre os filiados ao Partido dos Trabalhadores no Brasil
    (2018) Paludo, José Roberto; Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa os determinantes da participação de alta intensidade dos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil. Para tanto, considerando que tal temática permeia um campo de pesquisas ainda incipiente, baseia-se na literatura sobre participação, comportamento político, especialmente na obra High-Intensity Participation: the dinamics of party activism in Britain (WHITELEY; SEYD, 2002), a fim de investigar a hipótese de que a trajetória dos filiados, representada pela interação entre as variáveis de tempo de filiação e de idade, é determinante para explicar a intensidade do engajamento de filiados às atividades partidárias, complementada pelos recursos individuais e habilidades cívicas adquiridas no processo de socialização, os quais combinariam incentivos e retribuições simbólicas e materiais. Os resultados corroboram a hipótese central, bem como permite inferir sobre o processo de alteração da base social dos filiados ao PT no Brasil, cujos reflexos são perceptíveis para além do contexto intrapartidário.
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    Simpatia partidária e participação em partidos políticos na América Latina : determinantes individuais e de contexto do partidarismo
    (2014) Gimenes, Éder Rodrigo; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Tribunal Superior Eleitoral
    Focaliza o ativismo partidário, modalidade de envolvimento político vital aos regimes democráticos representativos pouco explorada no âmbito da América Latina. Apresenta um diagnóstico de distanciamento crescente entre eleitores e partidos políticos nos Estados Unidos e em países europeus, ao passo que análises envolvendo países latino-americanos são destoantes, uma vez que há autores que confirmam o desalinhamento partidário e outros que afirmam que as jovens democracias se encontram em processo de consolidação, onde a ainda baixa institucionalização partidária faz parte do processo de fortalecimento democrático. Nesse sentido, a pesquisa identifica os determinantes individuais e contextuais do envolvimento do eleitorado latinoamericano em partidos. A partir de modelos multivariados hierárquicos, os resultados indicam a complementaridade entre condicionantes de nível micro e macro e confirmam a relevância de fatores relacionados aos recursos materiais e subjetivos para o ativismo partidário no contexto latino-americano.
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    Indiferenciação e alienação partidária no Brasil
    (2018) Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior Eleitoral
    Nos últimos anos, diversas pesquisas têm registrado um declínio nas taxas de identificação partidária em diferentes regiões do mundo. Uma preocupação da literatura tem sido compreender se os eleitores que se afastam dos partidos tomam essa decisão mediante uma decisão racional e bem informada, caracterizada pela autonomia e independência em relação aos partidos (indiferenciação), ou se o motivo seria uma atitude de desencanto e afastamento do sistema partidário ou até mesmo do regime como um todo (alienação). Este artigo investiga essa questão aplicada ao caso brasileiro. Para isso, foram utilizados os dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (2002, 2006, 2010 e 2014). Os resultados demonstram que o percentual de eleitores indiferentes e alienados variam conjuntamente, especialmente em conjunturas críticas na qual o governo se envolve em escândalos de corrupção. Essa variação é em parte explicada pela baixa nota atribuída pelos eleitores indiferentes, fazendo com que todos os partidos sejam vistos igualmente "ruins". Constata-se ainda que indiferentes e alienados compartilham dos mesmos determinantes, sendo que em ambos estão ausentes fatores ligados à mobilização cognitiva, como a escolaridade e o interesse por política. Esses resultados têm consequências importantes para a democracia brasileira.