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Artigo Dirigentes partidários, mudança política e percursos sociais : os destinos de lideranças do Partido Conservador paranaense após a queda do Império (década de 1890)(2021) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralInvestigam-se os percursos políticos de lideranças do Partido Conservador paranaense nos anos seguintes à queda do Império. Há três argumentos sustentados neste trabalho. Primeiro, demonstra-se que os próceres do Partido Conservador do Paraná, ao tempo da implantação da República, estavam politicamente cindidos. A mudança de regime político ocorreu em uma época de instabilidade na vida interna da grei. O segundo argumento reconhece que os conservadores que pertenceram à última diretoria da agremiação permaneceram como aliados nos anos posteriores a 1889. A aproximação com os republicanos históricos foi crucial para que conquistassem posições destacadas nas instituições políticas e nos novos partidos. O terceiro argumento afirma que, na Primeira República, os conservadores dissidentes não se mantiveram unidos. As trajetórias dessa parcela de correligionários foram marcadas pela baixa competitividade eleitoral e por breves passagens pelos partidos minoritários do estado.Artigo Jornais, estudantes e partidos políticos no Brasil oitocentista : a defesa do Partido Conservador nas edições de A Ordem (São Paulo, 1862)(2015) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralEstudo sobre a defesa do ideário do Partido Conservador elaborada pelos articulistas do jornal A Ordem, em 1862. Os redatores desse jornal eram estudantes da Faculdade de Direito de São Paulo. Nesse quadro, o presente artigo comporta uma discussão sobre a natureza das ideias políticas e da atividade partidária de estudantes de Direito que não se tornaram lideranças políticas nacionais ao tempo do Império. Eles se tornaram, portanto, políticos marcados pela limitada projeção nos quadros partidários. Este artigo contém análise do pensamento político de bacharéis que desenvolveram uma produção textual de forma episódica. De um lado, é destacado que a produção de um jornal político era operacional para a difusão, no âmbito provincial, da matriz do pensamento das lideranças dos partidos monárquicos. De outro lado, argumenta-se que os redatores de A Ordem situavam as ideias dos membros do Partido Liberal como ameaças à estabilidade política do Império. A implantação da República seria o real objetivo dos liberais. Os articulistas defendiam a monarquia e os preceitos da Constituição de 1824. Portanto, é evidenciado que o elogio da perenidade das instituições políticas era peculiar aos artigos veiculados naquele periódico.Artigo Definição de candidaturas parlamentares e relações entre chefes partidários no Brasil monárquico : o caso da participação de Zacarias de Góis e Vasconcelos em eleições na Província do Paraná (1861-1862)(2017) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralComporta uma investigação sobre as articulações políticas que resultaram no lançamento das candidaturas do bacharel baiano Zacarias de Góis e Vasconcelos (1815-1877) a deputado geral pela província do Paraná, nos anos de 1861 e 1862. O presente estudo, portanto, consiste em uma análise acerca das implicações da ausência de regras precisas para o relacionamento entre os membros das instâncias administrativas dos partidos monárquicos. No Paraná dos anos 1860, as principais implicações dessa ausência eram a ingerência de lideranças nacionais do Partido Liberal sobre processos de definição de candidaturas parlamentares e a neutralização do poder da elite política provincial. De outra parte, é evidenciado que a ingerência de lideranças nacionais na dinâmica eleitoral da província também inibia o lançamento de candidaturas pelo Partido Conservador. Nesse quadro, demonstra-se que os desígnios eleitorais de líderes nacionais do Partido Liberal, no princípio dos anos 1860, limitaram a autonomia das lideranças paranaenses da agremiação no tocante aos modos de gestão desse partido.Tese Parentelas, partidos e transição política : mudanças na gestão de diretórios partidários e na atuação política das elites regionais na passagem do império para a República (Paraná, c. 1853-c. 1926)(2017) Gomes, Sandro Aramis Richter; Lima, Carlos Alberto MedeirosRealiza uma investigação acerca dos processos de criação e reorganização de diretórios partidários regionais na passagem do Império para a República. Nesse quadro, o presente estudo comporta uma análise sobre as formas pelas quais as elites regionais executaram os planos da elite imperial atinentes à consolidação de regras e ritos para o funcionamento de diretórios partidários. O argumento central sustentado nesta tese consiste na afirmação de que as elites regionais possuíram ampla autonomia para gerir o processo de mudança nos modos de gestão dos diretórios. Essa autonomia foi a responsável por inviabilizar a homogeneidade das formas de funcionamento desses órgãos partidários. A elite imperial não exerceu decisivo controle sobre a gerência dos partidos em âmbito provincial. A partir da década de 1870, as elites regionais (conservadoras e liberais) consolidaram-se na condição de principais definidoras dos modelos de gestão partidária no Brasil. Assim, os projetos de reorganização partidária concebidos por líderes dos partidos Conservador e Liberal não ocasionaram a afirmação do domínio político da elite imperial sobre as elites regionais. Antes, essas elites foram as controladoras da execução dos referidos projetos. Nessa condição, elas criaram distintos formatos de administração partidária. Nesta tese, portanto, demonstra-se que a história política do Segundo Reinado foi marcada, em distintas províncias, por contínuos processos de criação e dissolução de diretórios. O Segundo Reinado foi a época na qual as elites regionais, sob a circunstancial vigilância da elite imperial, mobilizaram-se para criar diretórios partidários. A administração dos diretórios partidários não era isenta de regras acerca da resolução de conflitos internos e deliberações para a definição de candidaturas. Dessa forma, os diretórios regionais não eram órgão anômicos. Contudo, esses órgãos eram administrados de forma oligárquica. Esse caráter oligárquico permaneceu durante o período republicano. O fato de os principais partidos da Primeira República serem estaduais indica a permanência da força das elites regionais sobre a gestão partidária no Brasil. Ou seja, na Primeira República ocorreu a plena realização do modelo de gestão partidária descentralizado. O desenvolvimento desta abordagem é realizado por meio da investigação do envolvimento de membros de duas parentelas (Correia e Guimarães) na gestão de diretórios partidários no Estado do Paraná, no período que abarca os anos de 1853 e 1926. O ano de 1853 refere-se ao momento da criação da Província do Paraná. O ano de 1926, por seu turno, é o marco final do processo de retorno de membros dessas parentelas ao grupo governista do Paraná. Por meio do estudo da trajetória de integrantes dessas parentelas, torna-se possível reconhecer a natureza do envolvimento das elites regionais no processo de reorganização de diretórios à época do Império. Ao mesmo tempo, esse estudo também viabiliza a compreensão a respeito das condições de inserção das antigas elites provinciais na construção dos quadros partidários da Primeira República. Nesse âmbito, demonstra-se que os chefes partidários pertencentes àquelas parentelas lideraram a reorganização de diretórios na Província do Paraná. O modelo oligárquico de gestão partidária que eles imprimiram a esses diretórios criou obstáculos ao surgimento de lideranças políticas. Em seguida, será demonstrado que os membros dessas parentelas, quando fundaram partidos de oposição na Primeira República, permaneceram apegados aos modelos de gestão partidária de natureza oligárquica.Artigo O partido conservador na província do Paraná : composição social, conflitos internos e transição de comando político em dois diretórios partidários (Curitiba e Paranaguá, 1876-1879)(2016) Gomes, Sandro Aramis RichterDiscute a estrutura interna do Partido Conservador do Paraná, no recorte temporal que abarca os anos de 1876 e 1879. Compete salientar que as notícias publicadas pelo jornal O Paranaense concentram informações sobre as divergências políticas que, à época, existiam entre os diretórios conservadores de Curitiba, situada no primeiro planalto da província, e de Paranaguá, localizada no litoral. Primeiramente, são analisadas as diferenças concernentes à hierarquização dos diretórios da capital e do litoral. Demonstra-se que o diretório de Curitiba era mais propenso a incorporar e a conferir posições de liderança a indivíduos não originários do Paraná. Em seguida, será evidenciado que o diretório de Paranaguá era mais refratário a tal absorção. Nesse município, o controle dos esquemas partidários era gerido pelos negociantes ervateiros e pelos seus descendentes que possuíam formação jurídica.
