Doutrina
URI permanente desta comunidadehttps://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/4128
Navegar
4 resultados
Resultados da Pesquisa
Artigo Transição política e formação de um partido estadual de oposição : a composição social do núcleo dirigente e o desempenho eleitoral da União Republicana (Estado do Paraná, 1890-1895)(2020) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a composição social e o desempenho eleitoral da União Republicana, um partido que existiu no Estado do Paraná entre os anos de 1890 e 1895. O objetivo deste artigo é produzir um conhecimento sobre a acomodação das antigas elites provinciais no contexto da vida política da Primeira República. Nesse âmbito, é evidenciado que a citada agremiação foi um refúgio para membros do Partido Liberal que não conseguiram relevantes posições no partido situacionista do estado.Artigo Administração de diretórios partidários e ação política de elites provinciais no Brasil do Segundo Reinado : a implantação do centro liberal e suas implicações no funcionamento do Partido Liberal na província do Paraná (1868-1889)(2019) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os impactos da reorganização do diretório nacional do Partido Liberal na gestão do Partido Liberal na Província do Paraná no decorrer dos decênios de 1870 e 1880. O argumento fundamental deste estudo afirma que a mencionada reorganização não provocou o aumento do controle do diretório nacional sobre as demais instâncias administrativas da agremiação. A elite política ligada ao Partido Liberal no Paraná conservou a sua autonomia para definir o modelo de gestão e os modos de funcionamento das unidades locais da grei. Por conseguinte, é evidenciado que no fim dos anos 1870 tal autonomia originou um modelo de gestão marcado pela existência de um chefe supremo. Portanto, cabe demonstrar que, por um lado, a reorganização administrativa do Partido Liberal não reduziu as prerrogativas das elites regionais de elaborarem critérios próprios para o governo local de diretórios. Por outro lado, essa reorganização não promoveu, no contexto do Paraná, uma renovação do quadro de dirigentes da agremiação.Artigo Definição de candidaturas parlamentares e relações entre chefes partidários no Brasil monárquico : o caso da participação de Zacarias de Góis e Vasconcelos em eleições na Província do Paraná (1861-1862)(2017) Gomes, Sandro Aramis Richter; Tribunal Superior EleitoralComporta uma investigação sobre as articulações políticas que resultaram no lançamento das candidaturas do bacharel baiano Zacarias de Góis e Vasconcelos (1815-1877) a deputado geral pela província do Paraná, nos anos de 1861 e 1862. O presente estudo, portanto, consiste em uma análise acerca das implicações da ausência de regras precisas para o relacionamento entre os membros das instâncias administrativas dos partidos monárquicos. No Paraná dos anos 1860, as principais implicações dessa ausência eram a ingerência de lideranças nacionais do Partido Liberal sobre processos de definição de candidaturas parlamentares e a neutralização do poder da elite política provincial. De outra parte, é evidenciado que a ingerência de lideranças nacionais na dinâmica eleitoral da província também inibia o lançamento de candidaturas pelo Partido Conservador. Nesse quadro, demonstra-se que os desígnios eleitorais de líderes nacionais do Partido Liberal, no princípio dos anos 1860, limitaram a autonomia das lideranças paranaenses da agremiação no tocante aos modos de gestão desse partido.Tese Parentelas, partidos e transição política : mudanças na gestão de diretórios partidários e na atuação política das elites regionais na passagem do império para a República (Paraná, c. 1853-c. 1926)(2017) Gomes, Sandro Aramis Richter; Lima, Carlos Alberto MedeirosRealiza uma investigação acerca dos processos de criação e reorganização de diretórios partidários regionais na passagem do Império para a República. Nesse quadro, o presente estudo comporta uma análise sobre as formas pelas quais as elites regionais executaram os planos da elite imperial atinentes à consolidação de regras e ritos para o funcionamento de diretórios partidários. O argumento central sustentado nesta tese consiste na afirmação de que as elites regionais possuíram ampla autonomia para gerir o processo de mudança nos modos de gestão dos diretórios. Essa autonomia foi a responsável por inviabilizar a homogeneidade das formas de funcionamento desses órgãos partidários. A elite imperial não exerceu decisivo controle sobre a gerência dos partidos em âmbito provincial. A partir da década de 1870, as elites regionais (conservadoras e liberais) consolidaram-se na condição de principais definidoras dos modelos de gestão partidária no Brasil. Assim, os projetos de reorganização partidária concebidos por líderes dos partidos Conservador e Liberal não ocasionaram a afirmação do domínio político da elite imperial sobre as elites regionais. Antes, essas elites foram as controladoras da execução dos referidos projetos. Nessa condição, elas criaram distintos formatos de administração partidária. Nesta tese, portanto, demonstra-se que a história política do Segundo Reinado foi marcada, em distintas províncias, por contínuos processos de criação e dissolução de diretórios. O Segundo Reinado foi a época na qual as elites regionais, sob a circunstancial vigilância da elite imperial, mobilizaram-se para criar diretórios partidários. A administração dos diretórios partidários não era isenta de regras acerca da resolução de conflitos internos e deliberações para a definição de candidaturas. Dessa forma, os diretórios regionais não eram órgão anômicos. Contudo, esses órgãos eram administrados de forma oligárquica. Esse caráter oligárquico permaneceu durante o período republicano. O fato de os principais partidos da Primeira República serem estaduais indica a permanência da força das elites regionais sobre a gestão partidária no Brasil. Ou seja, na Primeira República ocorreu a plena realização do modelo de gestão partidária descentralizado. O desenvolvimento desta abordagem é realizado por meio da investigação do envolvimento de membros de duas parentelas (Correia e Guimarães) na gestão de diretórios partidários no Estado do Paraná, no período que abarca os anos de 1853 e 1926. O ano de 1853 refere-se ao momento da criação da Província do Paraná. O ano de 1926, por seu turno, é o marco final do processo de retorno de membros dessas parentelas ao grupo governista do Paraná. Por meio do estudo da trajetória de integrantes dessas parentelas, torna-se possível reconhecer a natureza do envolvimento das elites regionais no processo de reorganização de diretórios à época do Império. Ao mesmo tempo, esse estudo também viabiliza a compreensão a respeito das condições de inserção das antigas elites provinciais na construção dos quadros partidários da Primeira República. Nesse âmbito, demonstra-se que os chefes partidários pertencentes àquelas parentelas lideraram a reorganização de diretórios na Província do Paraná. O modelo oligárquico de gestão partidária que eles imprimiram a esses diretórios criou obstáculos ao surgimento de lideranças políticas. Em seguida, será demonstrado que os membros dessas parentelas, quando fundaram partidos de oposição na Primeira República, permaneceram apegados aos modelos de gestão partidária de natureza oligárquica.
