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Outro Democracia digital e consultas online : as iniciativas do poder público e a participação da sociedade no Brasil e nos Estados Unidos(2017) Barros, Samuel; Gomes, Wilson; Tribunal Superior EleitoralA partir de um censo de todas as consultas públicas online realizadas pelos governos federais do Brasil (n = 481) e dos Estados Unidos (n = 2.544) ao longo de 2015, o presente artigo dimensiona a importância deste mecanismo de participação para a experiência democrática contemporânea. Cada consulta foi categorizada quanto aos órgãos promotores e a área de atuação destes e a quantidade de comentários recebidos. Os resultados apontam que, em ambos os países, a ocorrência de consultas é concentrada em um número pequeno de órgãos, com destaque para as agências reguladoras. O engajamento em consultas online apresenta um volume importante, demonstrando que esse modo de participação política é relevante tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Os temas que respondem por maior volume de engajamento em cada contexto, contudo, são marcadamente diferentes, indicando que a motivação para a participação é explicada mais por questões sociais e políticas do que pelo formato e meios através dos quais a participação se dá. Este trabalho pretende servir à discussão realizada pelo campo de estudos da democracia digital quanto às condições sociais, políticas e tecnológicas em que as comunicações digitais podem ser efetivamente empregadas para o aperfeiçoamento do teor democrático das relações políticas contemporâneas.Artigo Entrevistas com candidatos a presidente transmitidas ao vivo em telejornais : o modelo teórico-metodológico da mediação jornalística(2012) Gomes, WilsonEm anos eleitorais, as entrevistas com candidatos, exibidas sem edição nem corte , geralmente transmitidas diretamente das bancadas dos telejornais de rede e conduzidas pelos apresentadores mais importantes do telejornalismo brasileiro, transformaram-se em elementos fundamentais da representação jornalística das campanhas políticas no Brasil. A impossibilidade de edição é em geral vendida como garantia de uma autorrepresentação genuína e autêntica da política diretamente aos eleitores. Este artigo é uma sustentação argumentativa de que, na verdade, antes que um meio de apresentação da política na televisão, a entrevista eleitoral não editada é uma arena em que a instituição do jornalismo, sem poder contar com as vantagens de edição usualmente à sua disposição na cobertura política quotidiana, tenta por meios retóricos e recursos discursivos manter o seu controle sobre a fala política.
