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    Outro
    Democracia digital e consultas online : as iniciativas do poder público e a participação da sociedade no Brasil e nos Estados Unidos
    (2017) Barros, Samuel; Gomes, Wilson; Tribunal Superior Eleitoral
    A partir de um censo de todas as consultas públicas online realizadas pelos governos federais do Brasil (n = 481) e dos Estados Unidos (n = 2.544) ao longo de 2015, o presente artigo dimensiona a importância deste mecanismo de participação para a experiência democrática contemporânea. Cada consulta foi categorizada quanto aos órgãos promotores e a área de atuação destes e a quantidade de comentários recebidos. Os resultados apontam que, em ambos os países, a ocorrência de consultas é concentrada em um número pequeno de órgãos, com destaque para as agências reguladoras. O engajamento em consultas online apresenta um volume importante, demonstrando que esse modo de participação política é relevante tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Os temas que respondem por maior volume de engajamento em cada contexto, contudo, são marcadamente diferentes, indicando que a motivação para a participação é explicada mais por questões sociais e políticas do que pelo formato e meios através dos quais a participação se dá. Este trabalho pretende servir à discussão realizada pelo campo de estudos da democracia digital quanto às condições sociais, políticas e tecnológicas em que as comunicações digitais podem ser efetivamente empregadas para o aperfeiçoamento do teor democrático das relações políticas contemporâneas.
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    Artigo
    "Politics 2.0" : a campanha on-line de Barack Obama em 2008
    (2009) Gomes, Wilson; Fernandes, Breno; Reis, Lucas; Silva, Tarcizio; Tribunal Superior Eleitoral
    Examina o estágio mais recente do padrão das campanhas políticas on-line em eleições presidenciais do ponto de vista dos recursos e instrumentos empregados como parte das operações de comunicação política em redes digitais. Como as eleições americanas de 2008, em geral, e a campanha on-line de Barack Obama, em particular, representam a face mais recente e, até o momento, mais exitosa desse tipo de operação política, os recursos e instrumentos empregados na campanha de Obama serão tomados como um estudo de caso. Trata-se, portanto, de uma prospecção sobre uma experiência de emprego de recursos digitais e on-line em campanhas políticas com o objetivo de reconhecer o patamar a que foram levadas as campanhas on-line e de estabelecer generalizações sobre tendências e possibilidades desse tipo de campanha política. Conclui-se que, embora o uso dos recursos de comunicação digital não seja a causa do sucesso da campanha de Obama ou mesmo da mobilização gerada e da popularidade que teve entre o eleitorado jovem, eles certamente fazem parte do ambiente social e político que determinou esses fenômenos.
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    Outro
    Quem está no controle? Um estudo sobre as entrevistas com os candidatos à Presidência da República transmitidas nos telejornais da Rede Globo durante as eleições de 2010
    (2013) Gomes, Wilson; Pereira, Fernanda Soares; Tribunal Superior Eleitoral
    Examina as características específicas das entrevistas "ao vivo", partindo de um modelo teórico e metodológico segundo a qual as entrevistas não são apenas janelas para a visibilidade política, mas, sobretudo, arenas em que duas instituições, o jornalismo e a política, lutam pelo controle das mensagens. O estudo testa este modelo num corpus constituído por 14 entrevistas veiculadas pelos telejornais da Rede Globo de Televisão com candidatos à Presidência durante as eleições de 2010.
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    Artigo
    Entrevistas com candidatos a presidente transmitidas ao vivo em telejornais : o modelo teórico-metodológico da mediação jornalística
    (2012) Gomes, Wilson
    Em anos eleitorais, as entrevistas com candidatos, exibidas sem edição nem corte , geralmente transmitidas diretamente das bancadas dos telejornais de rede e conduzidas pelos apresentadores mais importantes do telejornalismo brasileiro, transformaram-se em elementos fundamentais da representação jornalística das campanhas políticas no Brasil. A impossibilidade de edição é em geral vendida como garantia de uma autorrepresentação genuína e autêntica da política diretamente aos eleitores. Este artigo é uma sustentação argumentativa de que, na verdade, antes que um meio de apresentação da política na televisão, a entrevista eleitoral não editada é uma arena em que a instituição do jornalismo, sem poder contar com as vantagens de edição usualmente à sua disposição na cobertura política quotidiana, tenta por meios retóricos e recursos discursivos manter o seu controle sobre a fala política.
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    Artigo
    Por que a mídia é tão parcial e adversária da minha posição? : a hipótese da hostile media perception
    (2016) Gomes, Wilson
    Discute o muito disseminado sentimento, que afeta os membros de certos grupos e em certas circunstâncias, de que os meios de comunicação são tendenciosos contra o nosso lado e favorecem o lado adversário, assim como os mecanismos que lhe são subjacentes. Este ensaio tem como foco a sensação, convicção ou opinião, compartilhada por pessoas altamente envolvidas com certos temas ou assuntos, de que os conteúdos e abordagens da mídia são tendenciosos e adversários se e quando incongruentes com o ponto de vista ideológico, político ou religioso do próprio sistema de referências intelectual, moral e afetivo. Para tanto, o artigo resenha os argumentos mais constantes nos quase trinta anos de literatura especializada sobre a hostile media perception (HMP), modelo teórico-metodológico importante no campo dos estudos dos efeitos da comunicação, resumindo pontos de vista e apontando direções da pesquisa.