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Outro Partidos, saliências e voto : os programas de governo na competição eleitoral no Brasil(2018) Salles, Nara Oliveira; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralExplora o conteúdo dos programas de governo dos candidatos a prefeito no Brasil, testando empiricamente uma das formulações centrais da teoria da saliência da competição partidária (Robertson, 1976; Budge & Farlie, 1983), que relaciona os temas destacados pelos partidos com a maior ou menor vantagem eleitoral. Partindo da premissa de que os partidos são capazes de estimar sua vantagem em relação a seus oponentes, a hipótese é que quanto maior a diferença entre as ênfases concedidas nos programas em um mesmo município, maior a diferença da votação entre os partidos. Para o desenvolvimento do estudo, foram analisados os programas de governo registrados pelos candidatos ao executivo municipal em 2016 classificando os programas por meio da Latent Dirichlet Allocation (LDA), uma técnica não supervisionada de classificação que permite identificação automática de temas em uma coleção de documentos. Em seguida, testou-se a hipótese por meio da regressão da diferenciação temática na diferença de votos entre o primeiro e o segundo colocado na eleição de dado município.Artigo Estratégia eleitoral nos municípios brasileiros : componente programático e alinhamento partidário(2019) Salles, Nara Oliveira; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralInvestiga o componente programático nas eleições municipais no Brasil, destacando se, e em que medida, os programas de governo exigidos por lei desde 2009 se alinham partidariamente. A hipótese é a de que, a despeito da fraqueza dos partidos brasileiros, conforme a literatura dominante, onde práticas particularistas teriam preponderância, a dimensão programática constitui, efetivamente, uma estratégia eleitoral, apresentando algum grau de consistência partidária.Tese A força dos "partidos fracos" - um estudo sobre a organização dos partidos brasileiros e seu impacto na coordenação eleitoral(2009) Guarnieri, Fernando; Limongi, Fernando; Tribunal Superior EleitoralBusca responder a três questões: Como os partidos brasileiros funcionam? O que explica o número de partidos em nosso sistema partidário? Qual o impacto da organização partidária na decisão de um partido de lançar ou não um candidato em determinada eleição? Mostra que os partidos têm mais vida do que julga grande parte dos estudos sobre nosso sistema político. Essa vida partidária ajuda a entender melhor a coordenação eleitoral que, por sua vez, determina o número de partidos que participam de determinada eleição.Outro Desenvolvimento e partidarismo : os programas de governo nos grotões do Brasil(2016) Salles, Nara Oliveira; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a presença do componente programático e partidário nos municípios de menor IDHM no Brasil. Para isso, foram utilizados os programas de governo dos candidatos ao executivo municipal em 2012, exigidos por lei a partir de 2009, testando empiricamente a visão predominante na literatura de que o contexto eleitoral brasileiro é marcado pelo protagonismo de práticas particularistas e pelo voto pessoal. Mais especificamente, foram analisadas as plataformas dos municípios menos desenvolvidos do Brasil, já que, por essa perspectiva, seriam os cenários extremos de clientelismo. Através do método de análise de texto que estima posições políticas a partir da frequência de palavras (Wordfish), verificou-se que os candidatos se diferenciam programaticamente e que há certa consistência partidária em suas propostas nesses municípios.Outro Organização partidária e mobilização eleitoral no Brasil : o elo perdido(2012) Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralArtigo Estabilidade na mudança : famílias de partidos e a hipótese do congelamento do sistema partidário no Brasil (1982-2018)(2019) Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralEstuda a dinâmica do sistema partidário brasileiro a partir da hipótese do congelamento do sistema partidário de Lipset e Rokkan (1967). Quando se agrupa os partidos em famílias, observa-se que, entre os anos 1990 até o fim da primeira década do século XXI, o sistema partidário brasileiro parece tão congelado quanto o europeu. Após 2010, assim como na Europa, pequenos partidos de direita ganham força, mas o apoio das grandes famílias esquerda e direita permanece relativamente constante. Também constata alguma estabilidade quando agrupam-se os partidos conforme sua genealogia. Essa dinâmica é similar àquela dos sistemas partidários europeus. A contribuição do artigo está em ser o primeiro a testar explicitamente a aplicação da hipótese do congelamento do sistema partidário de Lipset e Rokkan para o caso brasileiro, assim como o primeiro a sugerir a construção de famílias partidárias de modo sistemático utilizando as sugestões de Mair e Mudde (1998).Artigo Democracia intrapartidária e reforma política(2015) Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralArtigo A base e os partidos : as eleições presidenciais no Brasil pós-redemocratização(2014-07) Limongi, Fernando; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralArtigo Eleições 2010 : a aparente fraqueza dos partidos políticos brasileiros(2010-10) Guarnieri, Fernando; Ricci, Paolo; Tribunal Superior EleitoralArtigo Competição partidária e voto nas eleições presidenciais no Brasil(2015) Limongi, Fernando; Guarnieri, Fernando; Tribunal Superior EleitoralMostra que as mudanças na base de apoio a Lula, que se tornam mais evidentes nas eleições de 2006, são mais bem explicadas por variáveis políticas. Para isso recorremos a uma base de dados original, agregada por seção eleitoral, e estendemos a análise incluindo outros partidos e as eleições que precederam aquele pleito. Por um lado, uma explicação do que houve em 2006 precisa dar conta do que ocorreu em 2002, quando o PT chega à presidência. Por outro lado, dado o caráter composicional do voto, a razão do que ocorre com os votos do PT deve explicar o que acontece com os votos de seus adversários. Observamos que o sucesso do PT e a ampliação de sua base a partir de 2006 acontecem após a implosão do PSDB em 2002 e a ausência de adversários competitivos. As explicações que associam o novo padrão de voto em Lula com sua chegada ao poder não dão conta dessas dinâmicas. Sugerimos que um melhor esclarecimento deve privilegiar as estratégias de coordenação pré-eleitoral adotadas pelos partidos.
