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Artigo Aliados no jogo, de novo : aspectos gerais da configuração das coligações eleitorais de prefeitos reeleitos (2016)(2022) Souza, Zara Rego de; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralTem como objetivo apresentar aspectos gerais das coligações eleitorais de prefeitos reeleitos nas eleições de 2016. Observou-se os dados referentes a migração partidária, tamanho da coligação e tamanho da cidade com o intuito de identificar como os reeleitos se comportaram em relação aos seus aliados. Os dados foram extraídos do sítio do TSE e tratados com técnicas de pesquisa quantitativa. Os resultados demonstram que houve maior adesão dos candidatos à prática das coligações para garantir a sua permanência no jogo, além de ter sido constatado considerável aumento no tamanho da coligação desses prefeitos reeleitos.Outro As eleições municipais de 2008 : federações partidárias ou partidos nacionais(2010) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralApesar da variação observada na votação partidária (entre um município e outro, e mesmo entre regiões) e independentemente de variáveis específicas (como características demográficas, socioeconômicas ou a existência de mandonismos ou de políticas públicas que afetem particularmente uma região), as eleições municipais de 2008 apontam para a existência de partidos políticos estruturados nacionalmente, os quais devem transformar suas vitórias eleitorais em negociações políticas na disputa presidencial de 2010.Outro Eleições municipais brasileiras de 2016 : mudança ou continuidade?(2017) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Dias, André Luiz Vieira; Tribunal Superior EleitoralAs eleições municipais de 2016 colocam uma incógnita em relação ao cenário partidário, num momento importante para compreensão de suas consequências para as próximas competições eleitorais. Por esta razão, o objetivo deste artigo é analisar o desempenho dos dez maiores partidos políticos nas eleições municipais de 2016, no intuito de compreender como se deu a organização e distribuição partidária entre as várias dimensões de municípios e regiões do país e do efeito das coligações nestes territórios de diferentes magnitudes. A hipótese é de que ao se levar em conta apenas a competição para o executivo e legislativo nas esferas nacional e estadual e a polarização entre PT e PSDB, não atentamos para as mudanças e realinhamento das forças partidárias que estavam ocorrendo na competição eleitoral dos municípios, cujos resultados vinham apontando para uma alta fragmentação partidária desde 2012. Além da revisão da literatura específica, foram consideradas técnicas de análise de dados categóricos a partir do recurso dos resíduos padronizados e dos testes qui-quadrado de Pearson, do V de Cramer, o coeficiente Gama e do V2, no intuito de verificar a significância, o sentido, a associação e a possível causalidade entre as variáveis e categorias utilizadas. Por qualquer uma das variáveis selecionadas - o desempenho dos dez maiores partidos e do conjunto dos partidos menores nas cinco regiões do país e nos municípios de diferentes magnitudes, além do efeito das coligações sobre as eleições de seus candidatos - verificamos diferenças em relação as suas estratégias regionais, à magnitude dos municípios e à decisão sobre coligações.Artigo Somente um deve vencer : as bases de recrutamento dos candidatos à prefeitura das capitais brasileiras em 2008(2012) Felisbino, Riberti de Almeida; Bernabel, Rodolpho Talaisys; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralIdentifica e analisa as bases de recrutamento dos concorrentes ao cargo de prefeito. As interpretações correntes na literatura concentram-se sobre os vencedores da disputa eleitoral, deixando de lado os derrotados. O que os vencedores têm que os derrotados não têm? Seria o perfil dos vencedores diferente daquele encontrado no grupo dos derrotados? Com o propósito de oferecer uma contribuição aos estudos das bases de recrutamento dos membros pertencentes às elites locais, o texto está organizado em uma única seção, onde discute três dimensões: (i) gênero, faixa etária e naturalidade; (ii) nível de instrução, grupo profissional e mandato executivo e (iii) gastos com campanha e tamanho do patrimônio. Essas características podem ajudar a construir um perfil sociopolítico dos membros pertencentes aos grupos dos vencedores e dos derrotados nas eleições municipais de 2008 para o cargo de Prefeito das capitais brasileiras. Além disso, o estudo desses atributos pode indicar quais predominaram na disputa eleitoral, isto é, quais deles podem mostrar as características que circundam o processo seletivo dos integrantes do distinto grupo político.Artigo Engajamento cívico e escolaridade superior : as eleições de 2014 e o comportamento político dos brasileiros(2015) Dias, André Luiz Vieira; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a influência da escolaridade sobre o comportamento político dos brasileiros. Supõe-se que a escolaridade é capaz de despertar um comportamento mais interessado, participativo e coerente, portanto, engajado, dos cidadãos. Nesse sentido, busca-se verificar (i) se os cidadãos brasileiros são informados e interessados por política; (ii) motivados em participar das eleições e outras atividades políticas e (iii) sua avaliação e satisfação em relação ao processo democrático. Destaca-se o comportamento daqueles que possuem o ensino superior completo, em comparação aos demais níveis de escolaridade, no intuito de identificar padrões comportamentais distintos. A partir dos dados obtidos pelo ESEB 2014, além da análise descritiva dos dados, aplicou-se o modelo de regressão logística, relacionando a variável escolaridade superior a outras variáveis agrupadas em quatro categorias: (a) aspectos socioeconômicos; (b) informação e interesse por política; (c) participação nas eleições, em atividades políticas tradicionais e em outras atividades políticas; (d) avaliação e satisfação política. Dessa maneira, verifica-se (i) que os brasileiros são pouco ou nada interessados por política; (ii) participam das eleições mas não das atividades tradicionais e novas formas de engajamento político; (iii) apoiam e estão razoavelmente satisfeitos com a democracia. Em relação aos mais escolarizados, temos o predomínio de mulheres, um público mais jovem e com renda familiar sutilmente superior à dos menos escolarizados. Aqueles que possuem o ensino superior completo tendem a se comportar de forma distinta: são levemente mais informados e interessados por política; apesar dos baixos percentuais encontrados, são os que mais participam das atividades políticas em geral; são os que mais apoiam a democracia, porém os mais insatisfeitos com o seu funcionamento. Esse estudo nos permite compreender os padrões comportamentais dos brasileiros e, mais especificamente, dos mais escolarizados, ainda pouco estudados pela Ciência Política no Brasil.Outro O papel das Câmaras Municipais nas eleições de 2012 : competição eleitoral e coordenação partidária(2014) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Silva, Bruno Souza da; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a importância do aumento das cadeiras do legislativo municipal para a competição eleitoral local, bem como o desempenho dos partidos políticos nas eleições municipais proporcionais comparando os resultados das eleições de 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012 e procurando mostrar as diferenças regionais da votação para as Câmaras Municipais ao longo deste período.Outro Democracia e elite política : os valores democráticos dos vereadores do grande ABC(2012) Felisbino, Riberti de Almeida; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os valores da democracia nas opiniões dos vereadores dos municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. O recorte temporal foi o ano de 2010 e a técnica de coleta e análise dos dados foram baseadas nos principais métodos de pesquisa nas Ciências Sociais. Os dados revelaram que (a) a democracia está estável e ela é superior a outros regimes políticos, (b) ela apresenta um conteúdo socioplítico pautado em certas políticas igualitárias e na prática eleitoral, (c) os partidos e as eleições são essenciais para o bom andamento da democracia e (d) a democracia é apoiada por várias opções ideológicas.Artigo Legislativo municipal, organização partidária e coligações partidárias(2008-07) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a relação entre o sistema partidário local e o Legislativo Municipal, bem como dimensionar a importância das organizações partidárias locais. O entendimento de como funciona o sistema partidário local e o papel que exerce na relação Executivo/Legislativo contribuem para uma melhor explicação de como as preferências políticas se distribuem entre os representantes locais e quais as consequências das mesmas para a democratização do governo local.Artigo Coligações eleitorais em Matão : efeitos da alteração do número de cadeiras sobre o comportamento partidário(2016) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Gandin, Victor Picchi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a formação de coligações entre partidos políticos. Procuramos verificar se o número de cadeiras (vagas) em disputa afeta o comportamento dos partidos, no que diz respeito às coligações formadas. Para tanto, utilizamos como recorte específico um estudo de caso do município de Matão/SP. O número de vagas em disputa variou diversas vezes, e os partidos políticos adotaram diferentes estratégias para atingir o quociente eleitoral e ganhar representatividade. Mostraremos se os partidos podem adaptar-se à realidade institucional de forma a usá-la a seu favor, como no caso do PSL, que alcançou em 2012 mais cadeiras de vereadores que partidos grandes e históricos neste município. O quadro que se desenha para as eleições legislativas em 2016 traz à tona uma nova redução da quantidade de cadeiras em disputa. Com isso, tende-se a aumentar a competitividade eleitoral, o que deve influenciar novamente no comportamento dos partidos.Artigo Orçamento participativo e consciência política : as experiências das regiões sul e sudeste do Brasil(2016) Barbosa, Gisele Heloise; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralPropõe uma análise conjuntural, por meio de revisão bibliográfica, sobre o Orçamento Participativo e seus mecanismos de ação, para averiguar em que medida ele é ou não gerador de consciência política nos cidadãos participantes. É importante ressaltar que o termo consciência política é entendido, de acordo com a definição dada por Gramsci (2000, p. 40-41), como "[...] a avaliação do grau de homogeneidade, de autoconsciência e de organização alcançado pelos vários grupos sociais. Para alcançar o objetivo proposto, foram estudados, a partir de artigos, dissertações, teses e livros, os casos de Orçamento Participativo dos municípios das regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde ocorreram as primeiras experiências. Constatamos que ele se efetiva melhor em sociedades em que já existe uma cultura política participativa entre os cidadãos, de modo que ele não é, por si só, produtor da mesma. O Orçamento Participativo amplia a possibilidade de participação democrática ao abrir um espaço de diálogo entre governo e população, mas a qualidade de seu desenvolvimento depende da presença de uma consciência política prévia na sociedade e da forma como ser a estruturado numa dada conjuntura.
