Doutrina
URI permanente desta comunidadehttps://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/4128
Navegar
6 resultados
Resultados da Pesquisa
Artigo Engajamento cívico e escolaridade superior : as eleições de 2014 e o comportamento político dos brasileiros(2015) Dias, André Luiz Vieira; Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a influência da escolaridade sobre o comportamento político dos brasileiros. Supõe-se que a escolaridade é capaz de despertar um comportamento mais interessado, participativo e coerente, portanto, engajado, dos cidadãos. Nesse sentido, busca-se verificar (i) se os cidadãos brasileiros são informados e interessados por política; (ii) motivados em participar das eleições e outras atividades políticas e (iii) sua avaliação e satisfação em relação ao processo democrático. Destaca-se o comportamento daqueles que possuem o ensino superior completo, em comparação aos demais níveis de escolaridade, no intuito de identificar padrões comportamentais distintos. A partir dos dados obtidos pelo ESEB 2014, além da análise descritiva dos dados, aplicou-se o modelo de regressão logística, relacionando a variável escolaridade superior a outras variáveis agrupadas em quatro categorias: (a) aspectos socioeconômicos; (b) informação e interesse por política; (c) participação nas eleições, em atividades políticas tradicionais e em outras atividades políticas; (d) avaliação e satisfação política. Dessa maneira, verifica-se (i) que os brasileiros são pouco ou nada interessados por política; (ii) participam das eleições mas não das atividades tradicionais e novas formas de engajamento político; (iii) apoiam e estão razoavelmente satisfeitos com a democracia. Em relação aos mais escolarizados, temos o predomínio de mulheres, um público mais jovem e com renda familiar sutilmente superior à dos menos escolarizados. Aqueles que possuem o ensino superior completo tendem a se comportar de forma distinta: são levemente mais informados e interessados por política; apesar dos baixos percentuais encontrados, são os que mais participam das atividades políticas em geral; são os que mais apoiam a democracia, porém os mais insatisfeitos com o seu funcionamento. Esse estudo nos permite compreender os padrões comportamentais dos brasileiros e, mais especificamente, dos mais escolarizados, ainda pouco estudados pela Ciência Política no Brasil.Artigo Coligações eleitorais em Matão : efeitos da alteração do número de cadeiras sobre o comportamento partidário(2016) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Gandin, Victor Picchi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a formação de coligações entre partidos políticos. Procuramos verificar se o número de cadeiras (vagas) em disputa afeta o comportamento dos partidos, no que diz respeito às coligações formadas. Para tanto, utilizamos como recorte específico um estudo de caso do município de Matão/SP. O número de vagas em disputa variou diversas vezes, e os partidos políticos adotaram diferentes estratégias para atingir o quociente eleitoral e ganhar representatividade. Mostraremos se os partidos podem adaptar-se à realidade institucional de forma a usá-la a seu favor, como no caso do PSL, que alcançou em 2012 mais cadeiras de vereadores que partidos grandes e históricos neste município. O quadro que se desenha para as eleições legislativas em 2016 traz à tona uma nova redução da quantidade de cadeiras em disputa. Com isso, tende-se a aumentar a competitividade eleitoral, o que deve influenciar novamente no comportamento dos partidos.Artigo O comportamento eleitoral dos paulistas e dos brasileiros nas eleições de 2002 e 2014(2017) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Dias, André Luiz VieiraA hipótese deste artigo é a de que existem distinções em relação ao comportamento eleitoral entre os eleitorados paulista e brasileiro. No caso, os aspectos sociodemográficos, quando comparados aos identitários e pragmáticos, influenciam menos o comportamento dos eleitores paulistas do que o dos brasileiros em geral. Em síntese, os paulistas tenderiam a considerar menos os aspectos sociais, econômicos e identitários e mais os aspectos pragmáticos. Para isso, aplicamos o modelo de regressão logística binária sobre os votos para presidente e para governador de São Paulo no 1° turno das eleições de 2002 e 2014. A seleção de variáveis previsoras considerou algumas das que já foram e/ou ainda costumam ser indicadas por diversas pesquisas nacionais, além de outras sugeridas por este artigo, divididas em três grupos: variáveis sociodemográficas (renda familiar mensal, escolaridade, idade, sexo e religião), identitárias (interesse por política e posicionamento ideológico) e pragmáticas (rejeição partidária, beneficiário do Programa Bolsa Família, avaliação em relação ao governo, à economia e à democracia). Finalmente, acreditamos que este artigo possa contribuir como um estudo preliminar capaz de identificar aspectos e conjuntos de variáveis que explicam possíveis mudanças e tendências do comportamento político dos eleitorados paulista e brasileiro.Artigo Os programas de transferência de renda e o voto regional nas eleições presidenciais de 2010(2011) Kerbauy, Maria Teresa MiceliArtigo Associativismo e comportamento eleitoral na eleição de 2002(2004) Kerbauy, Maria Teresa MiceliAnalisa a participação eleitoral em 2002, relacionando-a às formas de participação associativa. A hipótese testada é de que o eleitor com vínculos associativos tem maior participação eleitoral. Nesse sentido, os resultados sugerem que para os eleitores ativos há um perfil associado à participação em greves e filiação sindical mas, quanto à sua filiação partidária, sugerem que há outros fatores intervenientes na relação. O artigo utiliza os dados do ESEB 2002.Artigo Redes sociais e capital político : uma proposta téorico-metodológica para análise das organizações partidárias brasileiras(2011) Kerbauy, Maria Teresa Miceli; Assumpção, Raiane Patrícia SeverinoAs questões que motivaram o desenvolvimento deste trabalho foram decorrentes do debate permanente acerca do significado dos partidos políticos na atualidade. Partiu-se da hipótese de que a dinâmica organizacional do partido político poderia ser explicada por meio da análise das relações entre os seus filiados, substancialmente dos vínculos estabelecidos com os líderes partidários, com vistas a atenderem os objetivos políticos dos respectivos atores e, ao mesmo tempo, do partido. Assim, foi adotada uma abordagem e uma metodologia de análise que compreende a dinâmica organizacional a partir do capital político que circula no interior do partido, considerando os elementos orientadores das estratégias políticas: as relações entre os atores políticos, os aspectos institucionais e os resultados eleitorais. Para demonstrar o potencial teórico- metodológico da análise de redes sociais na compreensão do capital político, intra-organizacional, dos partidos políticos brasileiros, o texto apresenta resultados referentes a um estudo de caso: o Partido da Social Democracia Brasileria no estado de São Paulo (PSDB-SP), período entre 1988 e 2006.
