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Artigo A raça dos (in)eleitos(2014) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto Mello; Tribunal Superior EleitoralArtigo Race and competitiveness in brazilian elections : evaluating the chances of black and brown candidates through quantile regression analysis of Brazil's 2014 Congressional elections(2019) Machado, Carlos Augusto Mello; Campos, Luiz Augusto; Recch, Filipe; Tribunal Superior EleitoralAlthough the proportion of black, brown and indigenous electoral candidates in Brazil is close to the proportion of blacks, browns and indigenous in the general population, the proportion elected to the country's Federal Congress is significantly lower. Statistical techniques such as linear or logistic regression are typically used to estimate the effect of a particular variable such as color/race or gender on a candidate's electoral performance. However, in Brazilian elections, characterized by substantive, asymmetrical differences such as extreme variations in campaign finance distribution, the efficacy of these types of regression models is limited. Such being the case in Brazil's open list proportional representation system, we propose quantile regression as the most suitable means for estimating the relationship between voting and other variables such as race/color, because it enables us to estimate relationships between the variables of interest across several distribution quantiles. Quantile regression models show that black and brown candidates get as many as 40% fewer votes than white candidates in higher vote distribution quantiles. Furthermore, analysis of access to campaign financing finds that black and brown candidates on average garner only 75% of the funds available to white candidates at quantile 80 of campaign finance distribution. This drops to 65% at quantile 90.Outro A competitividade das candidaturas não-brancas : disputa para a Câmara dos Deputados em 2014(2016) Machado, Carlos Augusto Mello; Campos, Luiz Augusto; Recch, Filipe; Tribunal Superior EleitoralApresenta um modelo de regressão alternativo para se estimar os efeitos de algumas variáveis sociopolíticas nas chances eleitorais de determinados candidatos, especialmente aqueles autoclassificados como pretos e pardos. No lugar da regressão linear ou logística, empregamos regressões quantílicas que basicamente estimam os coeficientes das variáveis independentes em cada um dos quantis para uma dada variável dependente. Se, por exemplo, tomarmos a votação como variável dependente, a regressão quantílica permite discriminar os efeitos das demais variáveis independentes (classe social, nível de instrução, sexo, cor/raça etc.) em cada um dos grupos de candidatos, desde os menos votados (quantis inferiores) até os presentes nos estratos mais votados (quantis superiores).Artigo O que afasta pretos e pardos da representação política? : uma análise a partir das eleições legislativas de 2014(2017) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto Mello; Tribunal Superior EleitoralArtigo A cor dos eleitos : determinantes da sub-representação política dos não brancos no Brasil(2015) Campos, Luiz Augusto; Machado, Carlos Augusto MelloParece fora de qualquer polêmica o fato de que a política nacional é majoritariamente branca. Levantamentos recentes indicam que a proporção de negros no parlamento federal nunca ultrapassou os míseros 9%. Mas a despeito dessa evidente marginalidade, pouco se sabe sobre as causas dessa sub-representação política. Este artigo pretende elucidar quais são os principais filtros que afastam os não brancos, pretos e pardos, da política brasileira. Para tal, foi feito um levantamento sobre a cor dos candidatos a vereador nas eleições de 2012 nas duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. Diante da carência de registros oficiais sobre a raça ou cor desses candidatos, optamos por submeter suas fotos, disponibilizadas pelo TSE, à classificação de uma equipe de pesquisadores. Os resultados permitiram entender até que ponto o alheamento político dos não brancos brasileiros se deve: (i) a vieses no recrutamento partidário; (ii) às diferenças de capital educacional e patrimônio entre os candidatos brancos e não brancos; (iii) às desigualdades na distribuição dos recursos partidários e eleitorais; ou (iv) às próprias preferências eleitorais dos votantes. Ao que parece, as chances eleitorais dos pretos e pardos refletem as dificuldades que esses grupos têm em ascender à pequena elite de candidatos que possuem os maiores financiamentos e as maiores votações.
