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Artigo Partidos e representação política(2018) Madeira, Rafael Machado; Quadros, Marcos Paulo dos Reis; Roeder, Karolina Mattos; Zuccolotto, Vinícius Rodrigues; Tribunal Superior EleitoralOutro Esquerda e direita no Brasil : uma análise conceitual(2009) Madeira, Rafael Machado; Tarouco, Gabriela da Silva; Tribunal Superior EleitoralOutro Agendas, preferências e competição : PT e PSDB nas disputas presidenciais brasileiras(2013) Tarouco, Gabriela da Silva; Madeira, Rafael Machado; Vieira, Soraia Marcelino; Tribunal Superior EleitoralAtualmente, há um debate na ciência política brasileira sobre uma possível bipolarização do sistema partidário, decorrente da concentração da competição, nas eleições presidenciais, em dois partidos: PT e PSDB. As presumíveis semelhanças advindas de origens históricas compartilhadas (oposição ao regime militar e referências de esquerda nos quadros dos partidos) fazem da acirrada oposição entre eles um rico objeto de investigação que poderá lançar luzes importantes sobre a compreensão dos termos em que se dá a competição partidária na democracia brasileira. A análise dos programas de governo que cada um lançou para as eleições de 2006 e de 2010 pode revelar se, e em que medida, as plataformas se afastam ou se aproximam, as agendas de políticas públicas propostas estabelecem prioridades específicas ou comuns, como cada plataforma se situa na dimensão esquerda-direita e em que medida acolhem questões da chamada agenda pós-materialista. Para isso, o artigo se vale da análise de conteúdo dos programas de governo de Serra, Alckmin, Lula e Dilma. A referência teórica é a Saliency Theory, (Robertson, 1976) e as categorias utilizadas são adaptadas daquelas do Manifest Research Group.Artigo Integração horizontal e fragmentação partidária : uma análise de carreira política dos deputados federais da Arena em São Paulo(2004) Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o grau de coesão partidária da Arena paulista com base no exame dos padrões de carreiras políticas das bancadas do partido na Câmara dos Deputados, nas quatro legislaturas eleitas sob o bipartidarismo. Dessa forma, aspectos como o número de migrações partidárias, o tempo de filiação prévio à conquista de um mandato na Câmara dos Deputados e o número de cargos e de mandatos ocupados são tomados como parâmetro para a análise. Para buscar mensurar o grau de coesão, a análise toma como variáveis dados referentes às trajetórias partidárias desses parlamentares.Artigo Dinâmica eleitoral e partidária em um contexto ditatorial : a relação entre elites políticas e o regime (1965-1979)(2016) Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior EleitoralPara se compreender o realinhamento político-partidário posto em marcha desde 1979 é fundamental a análise das relações entre o regime militar, as elites políticas tradicionais e o eleitorado. Argumenta-se aqui que a peculiaridade do regime militar brasileiro de manter (mesmo com toda a perseguição política, cassações, prisões arbitrárias, mudanças eleitorais casuísticas e todas as formas de intimidação) a continuidade da competição eleitoral, permitiu que diferentes lideranças políticas mantivessem em funcionamento ininterrupto suas respectivas máquinas eleitorais. As rivalidades eleitorais em âmbito local se mantiveram atuando de forma ininterrupta desde, pelo menos, 1945 e continuam atuando após 1979. Conclui-se que a necessidade de continuo apoio eleitoral para a manutenção de suas respectivas máquinas eleitorais ajuda a explicar, o crescimento do MDB e o suposto "enfraquecimento" da Arena, bem como, evidencia a perda de popularidade do regime.Outro A "dança das cadeiras" está circunscrita à Câmara dos Deputados? Uma análise da evolução da fragmentação partidária e da origem sócio ocupacional dos eleitos ao Senado Federal, aos governos dos estados e às suas respectivas capitais(2018) Madeira, Rafael Machado; Centeno, Alison Ribeiro; Tribunal Superior EleitoralBusca verificar as seguintes questões: (1) Se a alta fragmentação da representação política identificada na Câmara dos Deputados ocorre também (e com o mesmo grau de intensidade) no Senado Federal, nos executivos estaduais e nas prefeituras das capitais dos estados; (2) se a fundação de novos partidos retirou dos "tradicionais" o controle sobre postos relevantes de poder nestes três níveis e, (3) se esta abertura de novos canais de competição político-partidária está abrindo espaço para políticos com origens sócio ocupacionais mais heterogêneas e/ou sem carreiras políticas consolidadas - conquistarem tais posições (os mais relevantes cargos eletivos). Para responder a estas questões, empreendeu-se uma análise da distribuição partidária de 53 governos e administrações subnacionais - 27 governos estaduais e 26 prefeituras de capitais, e as 81 cadeiras no Senado, totalizando 561 mandatos conquistados em doze eleições. Tal mapeamento permite comprovar que os cargos majoritários se encontraram ao longo dos anos de 1994 a 2016, fechados para um pequeno número de legendas "tradicionais" (PMDB, PSDB, PT e DEM).Outro Como partidos significam e legitimam suas origens? Saliency theory e análise dos textos partidários(2012) Madeira, Rafael Machado; Tarouco, Gabriela da Silva; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os documentos que marcam a fundação dos principais partidos políticos brasileiros criados a partir do fim do bipartidarismo. Parte-se do pressuposto de que o fato do regime militar brasileiro ter criado um sistema bipartidário e ter mantido (com todas as suas deficiências) um calendário eleitoral para alguns cargos constitui-se em uma local policy dimention para se entender a transição e consolidação do atual sistema partidário brasileiro. Um dos principais argumentos defendidos no estudo é o de que é preciso desmistificar a ideia de que os programas dos partidos políticos são letra morta - que não nos dizem nada de verdadeiro sobre os mesmos.Artigo Partidos, programas e o debate sobre esquerda e direita no Brasil(2013-03) Tarouco, Gabriela da Silva; Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior EleitoralA identificação da posição ideológica dos partidos é relevante para diversas aplicações em pesquisa, mas no caso do Brasil ainda não foi suficientemente discutida. Este artigo inicia discutindo os conceitos de esquerda e direita a partir de seus elementos constitutivos com o objetivo de identificar as categorias que podem ser usadas na elaboração de uma escala ideológica para classificar os partidos brasileiros. Diversas alternativas metodológicas presentes na literatura são comparadas e a técnica de análise de conteúdo dos documentos programáticos, aplicada na pesquisa, é descrita. As especificidades da esquerda e da direita no Brasil são pontuadas tanto para indicar a inadequação de escalas aplicadas em outros contextos como para propor uma escala ideológica adaptada aos conteúdos de direita e esquerda brasileiros. Os resultados indicam que no que se refere aos conteúdos programáticos, os partidos brasileiros se distinguem menos do que parecem sugerir as classificações correntes, elaboradas majoritariamente a partir da análise de comportamentos parlamentares. A análise identificou diferenças entre os resultados da aplicação da escala e as classificações usuais dos partidos brasileiros. Estas diferenças refletem os diferentes objetos das mensurações correntes e revelam suas limitações. Os partidos brasileiros têm sido classificados de acordo com a sua atuação no legislativo e no governo, enquanto a classificação pela escala das ênfases leva em conta o programa. A contribuição desta análise consiste na discussão da validade das classificações baseadas em comportamento, na sistematização de classificações baseadas em abordagens distintas e na proposição da escala ideológica medida pelas ênfases programáticas.Tese Vinhos antigos em novas garrafas : a influência de ex-arenistas e ex-emedebistas no atual multipartidarismo brasileiro(2006) Madeira, Rafael Machado; Santos, André Marenco dosRealiza um estudo de carreira política dos deputados federais brasileiros eleitos entre 1982 e 2002. A partir deste exame pretende-se mensurar a presença e o papel dos remanescentes do sistema bipartidário (1965-1979) nas bancadas federais dos atuais partidos políticos brasileiros. Parte-se aqui da hipótese de que em que pese o notório grau de artificialidade de sua implantação (KINZO, 1988), a experiência bipartidária constituiu-se na matriz do atual multipartidarismo. Verificou-se que o estudo de carreiras políticas permite a problematização de noções utilizadas na análise da transição do bi ao multipartidarismo como continuidade e descontinuidade (LAMOUNIER E MENEGUELLO, 1986). Tal exame permitiu o aprofundamento na discussão de algumas das principais interpretações encontradas na literatura especializada (seja sobre a criação, seja sobre a configuração dos atuais partidos políticos brasileiros), bem como a construção de interpretações alternativas acerca da configuração dos principais partidos políticos representados na Câmara dos Deputados nas últimas duas décadas e meia.Artigo Integração vertical e estabilidade de carreiras políticas : uma análise da trajetória política dos deputados federais da Arena gaúcha(2007) Madeira, Rafael MachadoAnalisa o grau de coesão partidária da Aliança Renovadora Nacional (Arena) gaúcha a partir do exame dos padrões de carreiras políticas das bancadas do partido na Câmara dos Deputados nas quatro legislaturas eleitas sob o bipartidarismo. Para buscar mensurar o grau de coesão, a análise tomará como variáveis dados referentes às trajetórias partidárias destes parlamentares. Dessa maneira, aspectos como o número de migrações partidárias, o tempo de filiação prévio à conquista de um mandato na Câmara dos Deputados e o número de cargos e de mandatos ocupados serão tomados como parâmetro para a análise. Por fim, a partir deste exame, pretende-se levantar questões que possam explicar, por exemplo, o êxito do partido na manutenção da sua estrutura interna e de seus quadros no estado, diferentemente de outros estados da federação, onde o mesmo sofreu um processo constante de fuga de boa parte de seus antigos quadros partidários.
