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    Artigo
    Os remanescentes do Partido Libertador no bipartidarismo : análise do desempenho eleitoral dos seus deputados estaduais no Rio Grande do Sul
    (2017) Madeira, Rafael Machado; Bringhenti, Taiane; Cardoso, Suliane; Tribunal Superior Eleitoral
    A extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2, em outubro de 1965, impõe uma nova configuração no cenário político nacional. Com isso, são criadas novas legendas: Aliança Renovadora Nacional (Arena) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que vão absorver os remanescentes (não cassados) dos partidos extintos. O presente artigo intenta observar como os remanescentes do Partido Libertador (PL) buscaram inserir-se no período bipartidário, tendo como foco de análise as quatro legislaturas eleitas entre 1966-1978 para deputado estadual no estado do Rio Grande do Sul. Também serão exploradas as raízes históricas e tradicionais do partido, sua fundação e atuação até 1965. Observou-se que os ex-libertadores eleitos e suplentes como deputado estadual no período bipartidário filiaram-se exclusivamente na Arena. Comparando-se os dois períodos aqui examinados, conclui-se também que a extinção do partido e a instauração do bipartidarismo vieram acompanhadas de queda expressiva da presença de lideranças deste partido no legislativo estadual.
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    Artigo
    Partidos e representação política
    (2018) Madeira, Rafael Machado; Quadros, Marcos Paulo dos Reis; Roeder, Karolina Mattos; Zuccolotto, Vinícius Rodrigues; Tribunal Superior Eleitoral
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    Esquerda e direita no Brasil : uma análise conceitual
    (2009) Madeira, Rafael Machado; Tarouco, Gabriela da Silva; Tribunal Superior Eleitoral
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    Agendas, preferências e competição : PT e PSDB nas disputas presidenciais brasileiras
    (2013) Tarouco, Gabriela da Silva; Madeira, Rafael Machado; Vieira, Soraia Marcelino; Tribunal Superior Eleitoral
    Atualmente, há um debate na ciência política brasileira sobre uma possível bipolarização do sistema partidário, decorrente da concentração da competição, nas eleições presidenciais, em dois partidos: PT e PSDB. As presumíveis semelhanças advindas de origens históricas compartilhadas (oposição ao regime militar e referências de esquerda nos quadros dos partidos) fazem da acirrada oposição entre eles um rico objeto de investigação que poderá lançar luzes importantes sobre a compreensão dos termos em que se dá a competição partidária na democracia brasileira. A análise dos programas de governo que cada um lançou para as eleições de 2006 e de 2010 pode revelar se, e em que medida, as plataformas se afastam ou se aproximam, as agendas de políticas públicas propostas estabelecem prioridades específicas ou comuns, como cada plataforma se situa na dimensão esquerda-direita e em que medida acolhem questões da chamada agenda pós-materialista. Para isso, o artigo se vale da análise de conteúdo dos programas de governo de Serra, Alckmin, Lula e Dilma. A referência teórica é a Saliency Theory, (Robertson, 1976) e as categorias utilizadas são adaptadas daquelas do Manifest Research Group.
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    Da "direita envergonhada" às bancadas "evangélica" e "da bala" : os caminhos da representação política do conservadorismo no Brasil
    (2017) Madeira, Rafael Machado; Quadros, Marcos Paulo dos Reis; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    Integração horizontal e fragmentação partidária : uma análise de carreira política dos deputados federais da Arena em São Paulo
    (2004) Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o grau de coesão partidária da Arena paulista com base no exame dos padrões de carreiras políticas das bancadas do partido na Câmara dos Deputados, nas quatro legislaturas eleitas sob o bipartidarismo. Dessa forma, aspectos como o número de migrações partidárias, o tempo de filiação prévio à conquista de um mandato na Câmara dos Deputados e o número de cargos e de mandatos ocupados são tomados como parâmetro para a análise. Para buscar mensurar o grau de coesão, a análise toma como variáveis dados referentes às trajetórias partidárias desses parlamentares.
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    Artigo
    Dinâmica eleitoral e partidária em um contexto ditatorial : a relação entre elites políticas e o regime (1965-1979)
    (2016) Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior Eleitoral
    Para se compreender o realinhamento político-partidário posto em marcha desde 1979 é fundamental a análise das relações entre o regime militar, as elites políticas tradicionais e o eleitorado. Argumenta-se aqui que a peculiaridade do regime militar brasileiro de manter (mesmo com toda a perseguição política, cassações, prisões arbitrárias, mudanças eleitorais casuísticas e todas as formas de intimidação) a continuidade da competição eleitoral, permitiu que diferentes lideranças políticas mantivessem em funcionamento ininterrupto suas respectivas máquinas eleitorais. As rivalidades eleitorais em âmbito local se mantiveram atuando de forma ininterrupta desde, pelo menos, 1945 e continuam atuando após 1979. Conclui-se que a necessidade de continuo apoio eleitoral para a manutenção de suas respectivas máquinas eleitorais ajuda a explicar, o crescimento do MDB e o suposto "enfraquecimento" da Arena, bem como, evidencia a perda de popularidade do regime.
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    A "dança das cadeiras" está circunscrita à Câmara dos Deputados? Uma análise da evolução da fragmentação partidária e da origem sócio ocupacional dos eleitos ao Senado Federal, aos governos dos estados e às suas respectivas capitais
    (2018) Madeira, Rafael Machado; Centeno, Alison Ribeiro; Tribunal Superior Eleitoral
    Busca verificar as seguintes questões: (1) Se a alta fragmentação da representação política identificada na Câmara dos Deputados ocorre também (e com o mesmo grau de intensidade) no Senado Federal, nos executivos estaduais e nas prefeituras das capitais dos estados; (2) se a fundação de novos partidos retirou dos "tradicionais" o controle sobre postos relevantes de poder nestes três níveis e, (3) se esta abertura de novos canais de competição político-partidária está abrindo espaço para políticos com origens sócio ocupacionais mais heterogêneas e/ou sem carreiras políticas consolidadas - conquistarem tais posições (os mais relevantes cargos eletivos). Para responder a estas questões, empreendeu-se uma análise da distribuição partidária de 53 governos e administrações subnacionais - 27 governos estaduais e 26 prefeituras de capitais, e as 81 cadeiras no Senado, totalizando 561 mandatos conquistados em doze eleições. Tal mapeamento permite comprovar que os cargos majoritários se encontraram ao longo dos anos de 1994 a 2016, fechados para um pequeno número de legendas "tradicionais" (PMDB, PSDB, PT e DEM).
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    Como partidos significam e legitimam suas origens? Saliency theory e análise dos textos partidários
    (2012) Madeira, Rafael Machado; Tarouco, Gabriela da Silva; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa os documentos que marcam a fundação dos principais partidos políticos brasileiros criados a partir do fim do bipartidarismo. Parte-se do pressuposto de que o fato do regime militar brasileiro ter criado um sistema bipartidário e ter mantido (com todas as suas deficiências) um calendário eleitoral para alguns cargos constitui-se em uma local policy dimention para se entender a transição e consolidação do atual sistema partidário brasileiro. Um dos principais argumentos defendidos no estudo é o de que é preciso desmistificar a ideia de que os programas dos partidos políticos são letra morta - que não nos dizem nada de verdadeiro sobre os mesmos.
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    Artigo
    Fim da direita envergonhada? Atuação da bancada evangélica e da bancada da bala e os caminhos da representação do conservadorismo no Brasil
    (2018) Quadros, Marcos Paulo dos Reis; Madeira, Rafael Machado; Tribunal Superior Eleitoral
    Nos últimos anos, a reação de grupos de direita/conservadores ao avanço de 'pautas progressistas' é um dos temas que mais tem despertado o interesse de pesquisadores da ciência política no Brasil. O presente artigo busca contribuir para esse debate, analisando, no âmbito da Câmara dos Deputados, a atuação de lideranças de dois dos principais vetores dessa agenda conservadora: a bancada evangélica e a bancada da bala. Para tanto, o artigo examina discursos e projetos de lei formulados por parlamentares entre 2010 e 2017, argumentando que, se ainda não é possível afirmar que o fenômeno da "direita envergonhada" está perdendo força de modo generalizado na Câmara dos Deputados, destaca-se um grupo de deputados bastante ativo e ideologizado, relativamente desvinculado das famílias políticas tradicionais e capaz de mobilizar abertamente categorias identitárias ligadas à direita e/ou ao conservadorismo.